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Diário de Esme - Procurar um testemunho

Sexta-feira, 10 de Dezembro
" Procurar um testemunho"
Querido Diário:

Era madrugada, o sol lá fora estava a começar a deitar os seus primeiros raios. Carlisle estava acabar de sair do escritório, o que fez com que todos nos levantássemos no momento imediato. Estava preocupada com o nosso futuro, e com de Renesmee.
- Carlisle ja pensou? - perguntou Rosalie.
- Sim. 
A sua resposta curta e simples deixou-me arrepiada.
- Entao o que vamos fazer? - questionou antes de mais nada Emmett.
- Eu pensei muito e cheguei a conclusão que penso ser a mais acertada para o momento. 
O meu coração se ainda estivesse vivo, estaria a palpitar forte e com medo.
- Entao qual e a conclusão Carlisle? Estou a ficar nervosa querido. - estava quase explodindo. 
- Precisamos de ajuda para fazer eles acreditarem na verdade. - disse Bella. 
- Pois é Bella, e faze-los acreditar nisso é um pouco complicado. 
Carlisle tomava as palavras certas para descrever o componte critico da situação em que haviamos ficado presos.
- Mas nao é impossível. - falou Rosalie. 
- A Rose tem razão, nos precisamos de juntar testemunhas que comprovem o crescimento da Renesmee, ela cresce, ela tem sangue, tem um coração. - sobrepos-me. 
Tinha de algum modo mudar o destino de alguem, dizendo o que sentia, via, e acima de tudo o que era verdade. Entendia por muito a dor de Bella, a franqueza de Carlisle e mais ainda a dor de Edward poder ver a esposa sofrer ou perder a filha.
- Entao vamos ter de nos dividir na procura de ajuda, eu tenho alguns amigos espalhados pela Europa, América... enfim por muitos lugares, certamente se explicar-mos bem o que se passa, eles podem ajudar-nos, mesmo achando impossivel a salvação. - explicou Carlisle. 
Juntamo-nos numa mesa em frente a ele, por sua vez expôs um mapa, marcando os lugares possíveis ao encontro de outrem.
- Portanto Edward, Bella, Renesmee e Jacob vao ate ao Alasca falar com a clã Denali, Eu e a Esme vamos ate ao Egipto falar com um grande amigo meu Amun que pertence ao clã Egipsio e depois vou ate ao Brasil, quanto a voces Rose e Emmett vao para Nova Iorque existem bastantes nomades que eu conhecia da época que nos podem ajudar, e tambem podem ir a Irlanda falar com o clã Irlandes eles certamente que nos ajudam. 
- Vamos sim. - disse Emmett. 
O meu filho era bem ligado nas aventuras e mais que ninguem ele estava disposto a salvaguardar o bom nome Cullen.
- Edward o melhor mesmo é voces terem cuidado com a forma como expem o caso as irmãs Denali é uma coisa delicada, ao qual elas podem nao reagir muito bem. - afirmou. - Lembrem-se elas ja passaram por questoes complicadas na vida, inclusive a perda de uma mae e um irmao, ao qual acabaram por morrer. 
- Fica descansado Carlisle nos teremos cuidado. - sorri para o meu valente filho.
Preparei a minha mochila com o essencial para a viagem e saimos ainda no auge no nascer da manha, a uma coisa que me estava a custar mesmo era o facto de ficar longe da minha queria neta, da minha familia por inteiro. O facto de pensar que um dia tudo o que ate aqui havia vivido, ia acabar era imperdoável para mim. Foi entao que dei um beijo de despedida em cada um, implorando sempre o cuidado que uma mae presa e no fim fiquei para ultimo assistindo ao afastamento gradual de cada um. 
(...)
Egipto...
Uma cidade absolutamente perfeita, cheia de luz e de boa convivencia no alem, porem a minha vida ate este pequeno paraiso nao era uma simples curtesia, mas um pedido de auxilio. 
Carlisle levava-me sempre por sitios estranhos e simples, pouco movimentados, onde facilmente poderíamos circular com a nossa velocidade sobrenatural, sem dar na vista de ninguem. 
Paramos bem na frente de uma grande casa, teoricamente perfeita e esteticamente autentica. Ele olhou para mim, tirando assim a força que precisava e claro mostrei sempre a coragem que eu pouco tinha, mas so o facto de te-lo ao meu lado, a trazaia de onde eu nao sabia. 
- É aqui! - ele pegou na minha mao e com a outra bateu a porta. 
Aguardamos a chegada de alguem para nos receber, e foi ai que um homem de estatura média e com um estilo tipicamente egipsio surguiu.
- Carlisle! Meu amigo! A quanto tempo? - houve um comprimento momentâneo de velhos conhecidos.
- Amun! Como estas? Esta aqui é a minha esposa, Esme ! - ele olhou para mim e deu um aperto de mao muito gentil.
Aos poucos fui soltando a minha energia medonha e pouco a pouco fui sentindo-me mais a vontade.
Kebi a esposa de Amun, era tamanhamente gentil comigo e docil como eu tratando do seu marido. O olhar sangue deles mostrava o tipo diferente de alimentação e que era algo importante alertao quanto ao facto de aceitarem a nossa proposta de ajuda, dado que viviamos em comunhão com humanos, e como era de prever presavamos muito pela continua segurança deles.
- A muito tempo mesmo Amun, lamento que o que me tras aqui nao seja propriamente em visita de cortesia, na verdade viemos para pedir ajuda... 
- Ajuda? - perguntou Kebi.
- Sim, os volturi...
- Nao Carlisle, lamento, nao quero ter nada haver com eles.
- Espera! - pediu o meu marido.
Foi quando surguiu de entre um grande levantar das aguas por magia, um novo casal. Eles eram extremamente belos e ele era portador de um belissimo dom.
- Carlisle! Esme! Sou Benjamin, e esta é a Tia. Sejam bem vindos. 
- Benjamin, nao te metas! - ordenou Amun.
- Nao podes estar sempre a proteger-me, sou bem grandinho e estou interessado em saber o que este casal tem a falar.
Fiquei tao mais aliviada quando vi que alguem estava a tentar ouvir-nos e que pela sua cara estava mesmo sem saber disposto ajudar.
Carlisle relatou todo o episódio comprometedor da nossa familia e no quanto era importante o facto de requerermos assim ajuda.
- Podem contar com o nosso testemunho. - falou Benjamin.
Depois de uma parte da busca bem sucedida, era hora de partir atras de outra. 
(...)
Brazil...
Chegamos na parte mais interessante da pais mais tropical de todos os tempos a Amazonia. 
Daqui conhecia muito Zafrina e a Senna que em tempos tinham sido muito importantes da ajuda do meu marido na procura da ilha ideal para nos.
Caminhamos por intensas partes verdes ate por acaso ouvir-mos os barulhos que apenas denunciavam a circulação rapida delas. 
Dei a minha mao ao meu marido, e ficamos apenas esperando o ritual delas terminar, ate surgirem na nossa frente.
- Zafrina! 
- Carlisle, Esme! 
- Senna! - falei.
- Esme! - olhou para mim. - Carlisle! - olhou para ele.
Durante algum tempo o Carlisle explicou tudo o quanto havia para contar e mesmo a importância de obter ajuda que fosse suficiente para deter de algum modo os volturi, mesmo estando mais que sabido o facto de quase um caso perdido, fazer frente a um cla poderoso.
- Carlisle independentemente do que aconteça, estamos dispostas ajudar nessa luta pela verdade. - fiquei feliz por ver que tudo estava a dar certo e que afinal de contas nao estávamos sozinhos.
(...)
Forks, de volta a casa...
Em Forks a noite ja ia a meio e o cheiro da nossa casa era bem intenso, entramos para ver e quando estávamos a colocar um pe dentro do nosso espaço demos de caras com um monte de vampiros, pelos vistos todos tínhamos alcançado a meta prevista. 
- Carlisle ! - Chamou Rosalie.
- Sim Rosalie. - um vampiro que eu nao conhecia olhou para mim com certo espanto. 
- Conseguimos juntar mais alguns, eles devem estar mesmo a chegar. - avisou. - E voces? 
- Tambem os elementos do clã Egipsio ja estao presentes e as Amazonas tambem. Tambem me quer parecer que Alice e o Jasper tiveram o cuidado de mandar alguns dos amigos deles para cá. 
Reparei na presença de Charlotte e Peter na sala, entre outras caras que a mim eram estranhas e claro as irmãs Denali ja estavam aqui, eu sabia que elas estariam dispostas a ajudar-nos nem que fosse uma forma de evitar que a irmã Irina comete-se alguma locura, mesmo que isso a deixa-se tristes.


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