Avançar para o conteúdo principal

One Shot - Edward - Cartas de Amor


Século XX era um século de grandes evoluções nas grandes tecnologias, e como tal as pessoas eram mais vocacionadas a usar desses meios para atingir, parte de seus fins. Contudo, ainda vivia a minha moda antiga, gostava de usar de meios que só os antigos usavam para comunicar entre si. Cartas de amor, quem nao as tem ou escreve, ne?

Eu tinha uma namorada, embora vivêssemos longe, e ao mesmo tempo perto do fim da guerra. Gostava muito de deixar os meus maiores sentimentos expressos em palavras de uma caligrafia que so ela ao ler, sentiria a textura das palavras tremidas e tao graciosas de cada expresso suspiro.
Por mais que apenas nos víssemos duas vezes por semana, quando dava, ainda assim tinha saudades e a unica forma de senti-la perto de mim, era escrevendo. E como um homem nao era muito de escrever um diário, escrevia assim em cartas, relatos de dias intensamente saudosos, esperando sempre, dia apos dia a chegada do próximo encontro.

Apesar de saber que agora mais que nunca a distancia ja nao era um factor para nao haver amor, sabia que o peso da confiança tinha de ser redobrado, pois nao podíamos cair na tentação de trair a pessoa amada.
América era uma maravilhosa cidade de encanto, cheia de cintilantes luzes, grandes mulheres e bons empregos. Era aqui que eu vivia desde o primeiro dia em que os meus pais, haviam engressado na aventura da febre do Ouro em 1989. E por curioso que fosse, foi em 1995 que encontrei a mulher que mudou os meus dias desde entao, ela com sua pele delicada, cheirosa, doce... cabelo á cor da terra, olhos á cor do mar... Isabella Marie Swan tinha mudado o meu rumo boémio de uma vez só. Recordo ainda hoje que tinha sido desde logo amor á primeira vista, e estranho mesmo era acreditar que tal era possível, mas que havia acontecido, isso nao podia negar. O mais triste mesmo era o facto de ela em 1998 ter de partir para outro estado e assim ficarmos longe um do outro, apenas nos vendos aquelas reduzidas vezes. No entanto um verdadeiro homem de garra nunca desistia e isso estava no reflexos dos dias de hoje, porque amor quando puro e verdadeiro era para sempre.

E hoje sendo segunda feira era o dia ideal para matar saudades da minha princesa e de quem sabe aumentar a probabilidade de ficarmos intensamente mais juntos. Quem sabe, ne?
Peguei nas minhas coisas, e antes de sair abandonando o quarto, tive o tremendo cuidado de guardar as cartas que ela enviava para mim e tirar aquelas que tinha para ela, queria muito que ela as lesse em momentos apenas sozinha.

Estando agora tudo pronto e nao havendo nenhum impedimento sai, porta fora. Ainda nao tinha nascido o sol quando eu tinha decidido por um pé na rua. Como era obvio saia sempre pela mesma hora, porque sabia que assim estaria mais tempo com ela e claro que nao podia perder segundo algum ao seu lado. Apanhei um comboio ate ao ponto que queria chegar, desci dele na mesma hora que o meu relógio ja marcava o auje das entradas e saidas dos tripulantes.
Caminhando agora pelas ruas quase silenciosas e ao mesmo tempo cantaroladas pela passagem cantante do vento, fui sentindo que a minha chegada estava próxima. Isabella era uma mulher bem chegada a simplicadade e como tal nao era adpeta de aceitar grandes presentes, tanto que eu preferia oferecer coisas mais a meu jeito, e que ao mesmo tempo, que ela nao recusava receber.

Estava agora no seu portao, olhando atentamente os movimentos da casa, atravez da janela que porta continha. Era estranho um rapaz como eu, estar com receio de tocar a campainha, quando ja era tao bem recebido por sua familia. Contudo as minhas atitudes eram totalmente respeitosas e sabia esperar a hora certa para entrar e namorar.
O senhor Charlie apareceu na porta para apanhar o jornal que por aqui deixavam sempre todas as manhas e claro que deparou-se comigo na sua entrada.

- Edward! O que fazes ai parado? - perguntou ao abaixar-se e apanhar o jornal, descendo de seguida alguns degraus para abrir o portao para mim. - Isabella nao me tinha avisado que vinhas hoje! - disse ele ao voltar costas para mim e entrar.

- Na verdade, queria fazer uma surpresa para ela... - sussurrei.

- Hum, parece que ela vai gostar! - falou ele ao entrar na cozinha e pegando na sua chavena do café, sentando de seguida e abrindo o jornal. - Qualquer das maneiras faz como se estivesses em tua casa, come, bebe a tua vontade... - disse ele ao abaixar os óculos para mim, dando uma risada no fim. - Apenas aviso-te para teres um pouco de cuidado com a Rénne que agora deu em empregada de faz tudo... - ri-me.

Charlie Swan era tremendamente simpático e com bom sentido de humor, embora a sua cara séria, o seu bigode demonstrassem um homem completamente diferente aos olhos de qualquer pessoa podia ver. Rénne era uma senhora bastante afável e como ele dizia e bem era como que compulsivas com limpezas na casa. Por isso dessa forma nunca se podia dizer que a casa dos Swan era suja.

Isabella apareceu na cozinha com cara de sono e de quem havia acordado a bem pouco tempo. Quando uma vez mais havia passando a sua mao em seus olhos para os esfregar, olhou para mim com grande espanto e abraçou-me com toda a sua força, cobrindo-me de seguida com imensos beijos.

- Isabella, filha assim vais deixar o rapaz sem ar! - comentou o seu pai.

Ela continuou com o seu abraço, com seus beijos e por fim sentou bem ao meu lado, olhando para o que a mesa tinha para ela comer. Mesmo a observa-la a comer era uma delicia, mesmo que alguem me acha-se um louco de pensar estas coisas, no entanto um homem apaixonado como eu, achava simples gestos um exito nela.
No fim do pequeno almoço foi hora de aproveitamos a nossa manha da melhor forma possível. Estávamos em Agosto, um dia calor e ao mesmo tempo de uma grande diversão, sim porque com ela por perto era impossível nao estar a divertir-me tanto, ne?

Segui atras dela ate ao seu quarto, onde trocou de roupa e rapidamente puxou-me ate dentro, onde mostrou parte das coisas que fazia para passar os seus dias de um modo mais rápido. Entre conversas, beijos e coisas mais, tive uma ideia para passar um dia diferente e ao mesmo tempo inesquecível, tanto que era sempre essa a ideia que tinha para manter os meus dias sempre os melhores possíveis.
- Amor, tenho uma ideia para nós! - falei ao pegar nas suas maos e ela com aquele sorriso maravilhoso, mostrou toda a sua curiosidade brotada em seus olhos.

- Uma ideia? - questionou aquilo que ja imaginava.

- Vem, é uma surpresa que quero mesmo que tu gostes. - sussurrei ao seu ouvido, arrepiando a sua pele delicada. - Vais ter que fechar os olhos... - ela assentou afirmativamente e saimos do seu quarto de passo vagaroso.

Descemos a escadas muito devagar para que ela nao se pudesse magoar, dado que estava com os olhos tapados por minhas maos. Como havia pensado inicialmente e como durante a viagem imaginei uma dia repleto de surpresas, queria agora colocar as ideias em prática, é certo que teria de ser tudo improvisado e ao mesmo tempo espontâneo, mas ela era simples ate aceitar, por isso nao haveria problemas.

- Ja posso abrir os olhos? - perguntou ela insistente e sentia, sob os meus dedos a insistência das suas pestanas em ver o que estava atras dos dedos.

- Tens de esperar para ver menina Swan!

Ela nao gostava lá muito quando a tratava por menina Swan, simplesmente dizia que era apenas um apelido pelo qual na faculdade e quando por acaso ia ter com o pai ao serviço a chamavam. E como era óbvio ela preferia sempre por chamar por Isabella, contudo gostava de fugir a rotina ate no seu nome, por isso contrariava a sua vontade minima, ate porque sabia que ela chegava a pontos de fazer o mesmo comigo. Sim porque sempre era melhor ser uma Swan, do que um Masen. Mas enfim nao era hora, nem momento de discutir com a minha mente a razao e a história a minha vida.

- Chegamos! - soltei as maos de seus olhos e fiquei a observar o seu pestanejar maravilhado.

O lugar pelo qual havia escolhido para passar com ela, nao era nem mais, nem menos que o parque da cidade, nao era como os outros que conhecia por ai, ou que tinha em próximo da minha casa, este era diferente.
Isabella adorava crianças, lembrava de cada relato seu em nossos primeiros encontros de como ela gostava de trabalhar um dia com crianças, ve-las crescer, ensinar e acima de qualquer coisa fundamental, poder cuidar delas, com todo o amor e carinho que toda a pessoa podia dar. Agora olhando para ela de uma forma mais adulta, trabalhista, sabia que essa fase estava quase que assimilada e sabia que o passo seguinte era grande e brotado de uma grande alegria e que so dependia de nós mesmos.

- Nao tenho palavras para descrever o quanto estou feliz... - ela falava entre suspiros e sorrisos. - Nao imaginas o que eu sinto ao ver aquelas crianças sorrindo, correndo... - aproximei-me dela, chegando mesmo ao seu pescoço e sussurrei.

- Imagino sim e sei que teu sonho é o meu tambem!

Ela voltou-se para mim de forma imediata, agarrando no meu colerinho com a sua força toda e olhando bem nos meus olhos, a sua boca soltou de lá um beijo. Nao um como outros que dávamos, este era diferente, tinha um sentido novo, e esse era o ponto que marcava a história deste dia.

- Edward! - ela soltou do beijo e estando abraçada a mim falou. - Sabes o amor que nutro por crianças e que tambem é o amor que um dia sonho nutrir por um filho nosso. - ouvia atentamente cada palavra sua. - Nao vejo a hora de poder sentir o poder ser mae, de usar da minha sabedoria para fazer a diferença de uma criança que nao uma qualquer.

Abracei-a mais ainda contra o meu peito forte e firme. A hora estava quase a chegar e ao mesmo tempo aquele nervosismo miúdo começava atacar. Isabella estava a insinuar que queria partilhar a sua vida comigo, mesmo sabendo que haviam sempre riscos pelos quais todos os casais estavam sujeitos, embora de uma forma ou de outra, desde o inicio da nossa relação, que tudo tem sido totalmente diferente, e que estando juntos todos os dias, a todas as horas, a todos os minutos, segundos de uma vida, íamos dar certo. Se havíamos aguentado a distancia, a saudade, como nao podíamos aguentar o amor continuou, a presença constante, ne?

- Isabella Marie Swan! - ajoelhei-me a seus pés, ela começou a corar, percebendo bem o que estava prestes a realizar-se. - Queres viver comigo, acabar com esta distancia continua e matar as saudades a cada novo acordar, a cada novo bom dia a teu lado? - ela estava completamente em silencio, no entanto aquilo que eu melhor conseguia ver era a saliencia do seu palpitar do coração. - Eu sei que pode parecer precepitado, mas por outro lado tambem sei que esta é a tua vontade, junta com a minha, alem disso eu ja tenho um emprego fixo, pelo qual ja consigo um salário e tu tambem dentro de pouco tempo terás a tua licenciatura concluida e poderás por defenitivo e dentro da legalidade exercer a tua vocação.

- Cada vez surpreendes-me mais, cada vez sinto que este so podia ser o meu distino... Edward Masen, és o homem dos meus sonhos e como tal nao tenho maneira nem forma de ficar longe de ti. - ela decidiu quebrar o silencio e em palavras suadas a cantico falou aquilo que eu so queria ouvir, embora ja soubesse de sua vontade.

- Isso quer dizer que aceitas? - peguei em suas maos sorrindo.

- Sim, eu aceito. - beijei os seus lábios e depois ergui-a em meus braços e girei com ela muito feliz, pois nao havia coisa melhor que estar assim. - Estamos cada vez mais perto de alcançar um sonho novo. - parei de a girar a voltei a pousa-la no chao e abraçando-a. - Ja imaginas-te como vai ser eu aqui a trabalhar com as crianças e tu algures perto de mim e no fim do dia voltarmos juntos a encontrar em casa. - ja imaginava todo o procedimento de um pai, marido... era bom ver que a espera, o esforço, e tudo mais valia a pena, porque o resultado estava bem a vista e breve, sairia do esboço de um desejo de futuro e passaria a ser a realidade de nossos dias.

O sol ja ia alto quando depois de várias mostras de carinho, novas palavras, planos de um futuro promissor, vi que a minha visita por hoje ja estava a terminar e que ia sentir saudades ate chegar a próxima e quem sabe, essa pudesse ser a ultima ate vivêssemos juntos, tal como planeávamos. Era hora da despedida, estávamos juntos na estação. Isabella tinha pela primeira vez, sentido a vontade de me levar ate ao ponto onde a distancia se fazia atravez dos quilómetros. Na estação de comboios, sentando do seu lado num banco e com bilhete na mao, ela ergueu da sua carteira, uma pequena e simples caixa.

- Toma, ve quando chegares em casa... - ela falava com um brilho no olhar, ao mesmo tempo com aquela lágrimas insistente a querer sair de seus olhos lindos.

- Eu tambem tenho uma coisa para ti, alias a mesma que tu, so que escrita por mim. - sorri.
Era o momento do dia em que trocávamos as cartas, aquelas que descreviam o tédio, a solidão de estarmos longe do que gostávamos, e queríamos. A saudade descrita estava carregada de uma tensa tinta preta, as lágrimas escorridas por rostos tristes e gotejares constantes a cada nova palavra, a cada novo suspiro, amor para descrever e sentir.

- É para lermos quando apenas estivermos sozinhos, e quando naquela hora a saudade entrar na porta e nós simplesmente abrirmos a janela, para que ela vá embora. - disse de um modo cantante, que ela corou de novo.

Ouviu-se o anuncio da chegada do meu comboio e com isso a hora da minha partida. Isabella agarrou-se a mim com tanta força que eu senti peso de reconforta-la de um modo simbólico, que nao tinha coragem de ver chorar, sem impedir que o mesmo me acontece-se. Um homem nunca chorava, apenas em duas ocasiões o fazia, a primeira era na hora da morte de um ente muito querido, a segunda na hora em que estava a despedir-se de alguem que amava e que raramente a podia ver. Era isso mesmo estava a sentir-me o rapaz mais sensível de todo o universo, mas o povo podia chamar de tudo, que eu nao estava nem ai para o que eles pensavam ou achavam de muitas das minhas atitudes.

O comboio surgiu, as portas se abriram, pessoas entraram, pessoas sairam e eu pouco a pouco fui largando a mao dela, entrando em camera lenta e acenando um adeus, ate á próxima. Sentado no banco, voltei toda a minha atenção na janela, ela permanecia intacta, olhando para mim, lançando beijos, adeus continuados. As linhas ferroviárias foram-se sentindo, o comboio estava iniciar a sua marcha lenta de saída. Isabella corria lado a lado do comboio, nunca perdendo o seu sorriso e a suas lágrimas, infelizmente, fomos separados pelo terminal. Desde entao a deixei de ver e peguei na sua caixinha, abrindo e vendo todas as cartas que ela tinha escrito para mim, carregadas de amor, de uma aroma apenas seu. Iniciei a minha primeira leitura.

" Querido Edward:

Foste embora a tao poucas horas e sinto que ja foi a séculos, é certo que o dia é pouco para matar o bichinho da saudade, embora saiba que vale sempre a pena a tua presença, o teu calor. A sempre tanto a falar, tanto a demonstrar, porem na hora, as coisas pelo qual andamos semanas a planear dizer, nao saiem e quando olho para o ontem, penso no amanha. 

Dia apos dia, imagino uma vida a dois, sabes aquela sempre falamos, e juntos choramos porque ainda está longe ou perto começar. Pois acredita que todos os dias sonho, e a cada novo sonho, uma nova coisa acontece. Acreditas que ja sonhei estar grávida, contigo a meu lado, na nossa real casinha, com outros filhos correndo casa fora e tu sempre avisar os pequenos para nao correm, porque podem cair e magoarem-se?
Ainda ontem mesmo sonhei com a nossa velhice, ok Edward... eu sei que pode parecer estranho e ate bem rapido demais no tempo, mas tudo apenas se resume a mostrar que mesmo sendo velhinha, com aquelas todas rugas, tu estas lá a continuar amar-me e inclusive na hora do adeus, na hora da passagem para outro mundo que dizem que existe e apenas esta na outra margem do rio, tu estas lá a dar-me a mao. 
Pois é tudo isto, esta de modo simplificado e resumido na palavra amor, poucos sabem dar, muitos desconhecem a sua força. Nao tem cor, nao tem tamanho, nao se mede a palmos mas chega a seu lugar e permanece presa para sempre. 

Tudo o que escrevi foi apenas para resumir que te amo e que estejas tu onde estiveres, a hora a que for, sei que vais continuar amar-me, esperar-me. 
Amo-te Edward Masen. Hoje, amanha e sempre. 
Isabella Swan"

Ao acabar de ler a carta, uma lágrima rolou pelo meu rosto. Ergui o papel tinha entre maos, e cheirei o aroma carregado a sua pele e beijei docemente, de um modo que nunca ninguem podia perceber, mas que so a mim fazia total sentido, verdadeiro valor. Guardei a carta e decidi que era melhor mesmo ler as outras em casa, no meu quarto, para assim nao ter ninguem a minha volta, e ser apenas eu e ela sob palavras.
O comboio foi parando e percebi que ja estava a dar entrada no meu ponto de saida, peguei nas minhas poucas coisas e coloquei-me na porta, para sair.

Ao caminhar pela rua, vi intensas pessoas a correrem para seus respectivos carros, pontos de autocarros para todas no fim do dia regressarem ate casa. E agora a chegar na minha porta, olhando o por do sol, lembrava de como ao sair pela porta que agora estava a entrar, o dia ainda nem tinha começado.
Passei pelo corredor longo ate chegar nas escadas de acesso aos quartos do 1 andar. A minha mae ainda nao tinha chegado, porque nao se ouvia barulho algum na cozinha, o meu pai devia andar a trabalhar de certo, pois raramente o via e quando estava em casa era porque ou estava doente, ou de férias.
Entrei no meu quarto, vi uma mensagem transposta no meu computador que dizia a seguinte frase:

" Edward a Tanya andou um recado para ti, vai ao teu e-mail. Assinado: Mae"

A minha mae era sempre a mesma coisa, sempre cedia a todos os pedidos da querida e perfeita menina. Tanya Denali era, como eu podia descrever alguem como ela, bom, bastante vulgar e ainda nada romântica.
Decidi desse modo que nao iria ver nada, porque com toda certeza ela so estaria a tentar conquistar um coração que ja tinha dona, e que por conseguinte estava prestes a viver um para sempre feliz. É certo que ela nem a minha mae iam entender, a dona Julia, nao gostava de Isabella e como tal tinha mil e uma maravilhas para me ver bem juntinho de Tanya.

Era estúpido nao ter o apaio de uma mae nesta fase da vida, e pensando eu que ela sempre ia estar do meu lado, em todas as minhas escolhas, certas ou erradas, mas enfim, nao ia perder o meu tempo a pensar ou no que Tanya fazia, ou no que a minha mae queria.
A minha cabeça vocacionou-se novamente para Isabella e para as outras das suas cartas, contudo bem antes de as pegar e retomar um nova leitura, fui ate a janela onde vi a troca do estrelato no ceu, as estrelas brilhavam intensamente, cada uma mais bela que a outra e ao observar o manto azul escuro brilhante da noite, lembrei que um dia havia prometido a ela que ia mostrar o ceu de perto, no telhado. Era deveras uma acção arriscada, porem capaz de a fazer, so para ver a sua cara feliz.

Minutos depois de um olhar, voltei para a minha cama, onde sentei e vasculhei as cartas que tinha para ler e sentir. Peguei numa li, peguei noutra tambem li. Cada uma era mais linda que a outra, mais carregada, mais vibrante. Ela sabia como chegar ao fundo das palavras, nem mesmo um intenso escritor, tao influente no mundo literário escrevia tao bem os relatos de uma vida apaixonada. As cartas eram como capitulos de um livro.

Alias eu acreditava que tanto eu, como ela, como qualquer outra pessoa, eramos apenas personagens da história do livro da vida. Em que a um novo dia, era um novo capitulo, que a cada virar da página era o hoje a fugir para o amanha, que depois de 20 a 50 páginas seria o fim de tudo.
Neste pensa, pensa, tive as ideias fundamentais para elaborar uma carta para entregar em suas maos num proximo encontro. Peguei na caneta e no papel amarelo. Sentei na minha secretária, afastado o computador para assim ganhar espaço para a minha elaborada escrita. E assim comecei a bailar as palavras que a mente queria soltar, que a boca nao dizia e que o coração obedecia.

" Querida Isabella:
Estava agora sentado na minha cama a pensar em ti, em mim, em nós. Sei que a hora ja é tarde e que talvez estejas a dormir, sem imaginar o que por aqui eu escrevo. Nao existe de facto nem hora nem momento certo para soltar as palavras que a boca por vezes nao solta e que so as maos ao escrever deixam escapar parte escondida do verdadeiro sentido de tudo. 
Acreditas que ainda hoje mesmo vi no ceu um manto azul carregado e brilhante? Pois acredita que é verdade, e sabes do que lembrei? De levar-te a ver as estrelas no telhado mais alto da cidade, para assim a nossa noite apenas ser iluminda pela luz do luar. 

Oh Isabella a vontade que tenho de estar ai, de abraçar, sentir os teus beijos. Eu sei que ja falta pouco e que ja passamos por tanto que apenas nos resta esperar e que quem tudo espera sempre alcança, tal como tu dizes. 
Eu sou teu e sempre serei, e so vou deixar de o ser na hora que tu morreres ou eu morrer e ainda assim nao sei se tu vais conseguir livrar-te deste coração de homem apaixonado. Porque dizem que o amor é eterno e nao morre, mas o que as pessoas dizem nao se escreve, entao vou continuamente sentindo esta chama arder dentro de mim. 

Amo-te Isabella Swan, com todos os significados que a palavra amor pode ter, com toda a distancia que o mundo nos proporcione, com todas as vontades e invejas de alguem, porque sabes uma coisa, nada nos separa e a prova é ainda estarmos juntos. 
Eu podia estar aqui a noite toda a escrever para ti que nem ia cansar, mas depois como eu teria forças no dia seguinte para me levantar e ir trabalhar, ne? 

Bom amanha volto a escrever para ti, agora tenho mesmo de ir. 
Fica bem e nao chores como sei que vais chorar. Sorri, mesmo que algumas partes a vontade nao seja essa. 
Beijos do teu amor eterno 
Edward Masen"

Acabei de escrever a carta dobrei em 2 metades e a guardei. Vesti de seguida o meu pijama e deitei-me sob a cama, lembrando de todos os detalhes do maravilhoso dia ao teu lado, de todas as promessas, de todos os carinhos e ate de todas as formas simbólicas e silenciosas de dizer amo-te. Fechei os olhos e sonhei contigo algures no nosso paraíso, rodeada de nossos filhos e quem sabe tambem netos.

Este era eu, sem medos de esclarecer a verdadeira intensidade de uma vida repleta de amor e carinho, um homem de verdade, como poucos, e claro sempre romântico, mesmo a sua moda antiga.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

One Shot - Bella - Carta para Edward Cullen

Meu amor... Como é estranho voltar a dizer estas palavras... Palavras que durante meses  atormentarem-me sempre que eram proferidas, por mim ou por outros, faziam-me desabar, chorar. Agora não me canso de as repetir. Porquê? Bem, porque elas significam que voltas-te. Significam que o meu coração voltou a bater, que eu voltei a existir, que deixei de ser um robô triste e amargurado. Agora posso afimar (e até gritar paa quem não quiser acreditar) que eu, Isabella Swan, voltei a viver e a acreditar no amor, na felicidade, que deixei de ser um ser sem alma, sim porque quando voltas-te não só trouxes-te a minha alegria de viver e o meu coração como também a minha alma. Alma essa que, tal como o meu coração, pertence-te. Por favor... Não voltes a deixar-me, porque o meu coração não vai aguentar  perder-te uma segunda vez. Tu és a minha vida! Edward Cullen, tu és a razão de eu existir e continuar viva. Se alguem perguntar a banda sonora da minha vida eu respondere...

Diário de Esme Cullen - O casamento de Edward parte 1

Sábado, 2 de Julho " O casamento de Edward parte 1 " Querido Diário: O dia seria longo para uma humana entao Alice pensou em tudo o que era adequado para Bella poder usar e abusar. A minha filha tinha providenciado uma muda de roupa depois da cerimónia, uma vez que eles partiriam ao cair da noite para lua de mel, e tambem tinha deixada a mala pronta com tudo o que era necessário a uma viagem longa. Elas iam para a minha ilha, de certo Bella ia amar. Edward concordou com o nosso presente e claro fez-nos prometer a todos segredo absoluto, pois era proibido abrir boca, enquanto eles estivessem aqui. Despachei-me por completo com a minha roupa, penteado, pois queria estar com Carlisle para receber os convidados. Afinal éramos os pais do noivo, tinhamos um perfil a manter. Sai do quarto e sai para o jardim, que seria o palco da cerimónia. Encontrei a família Denali e corri a sauda-los. Como elas estavam lindas e maravilhosas, como sempre e Eleazar, um charmoso.

Diário de Rosalie Hale - O casamento de Edward e Bella parte 2

Sábado, 3 de Julho " O casamento de Edward e Bella parte 2 " Querido Diário: Depois de ditos os repectivos "sim" demos inicio a festa da boda, todos os convidados estavam absolutamente deslumbrados com o vestido de noiva de Bella, claro que Alice conseguia saber tudo e tinha um grande gozo nisso. Edward nao tirava os olhos de Bella o tempo todo, os convidados sentiam-se tentados a ver a cena de tanto amor no ar do casal mais perfeita da festa. Eu por minha vez senti-me tao feliz vez a felecidade enorme deles uma realidade quase impossivel, era um sonho que de um livro tinha-se tornado uma realidade. Sim Edward estava amar, coisa que ás uns anos era impensavel acontecer.  Como estava curiosa quanto a opiniao dos convidados fui ter com algumas pessoas. Encontrei Renné a mae de Bella quase em lágrimas.  - Entao Renné como se sente por ver que sua unica filha agora é uma mulher casada? - perguntei. - Muito bem, ela merece tudo de bom, ela vai ser muito...