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One Shot - Maria - Amor á Primeira Vista


No ano de 1994 tinha acontecido o evento mais importante da minha vida. A dança era a minha maior prioridade, entao quando o fazia, sentia-me a mulher mais solta, mais divertida, contudo essa minha diversão nao durou muito alguns meros dias, pois quando conheci Roxanne, naquele lugar estranho e quente, o meu pequeno mundo simples e dançante acabou.

Quando voltei a realidade de meus dias diferentes, comecei a olhar o novo mundo de uma maneira e forma que nem nunca antes tinha pensado olhar ou sequer existir. Roxanne a sua maneira ensinou-me coisas que pensava que nem dos contos de terror passassem, o que na verdade era a minha nova realidade. Eu era uma vampira e tinha um poder super atrativo que mesmo nao querendo eu atraia da melhor forma possivel o homem ate mim.

Muitas das minhas caças eram obra do meu charme, eu encantava, tinha tudo o que queria e na hora exacta de dar o prazer da duvida, matava sem qualquer rancor. Desde entao, o ritual das mortes fora sempre o mesmo, dança, contra-dança.
Algumas das minhas vitimas acabavam tendo uma segunda oportunidade, afinal sempre era util nao sujar as maos quando alguem poderia ter o trabalho sujo por nós.

Era certo que ao longo dos anos, esse transforma, fica, foi ficando penoso, e nao era muito agradável criar uma comunidade, sendo que a minha prioridade de obter a minha presa, seria tao mínima que acabaria por matar uns dos meus, para certeficar-me que em momentos seguintes nao perderia outros alimentos.
Estava agora sentada em cima de uma pedra assistindo aos treinos comandados por Roxanne. Sabia que ainda tinha muito para aprender e que nao valia muito agir por conta própria. Ela era muito forte e se algum dia eu decidi-se virar-me contra ela, nao teria uma grande hipotese de a vencer. Entao o melhor mesmo era permanecer no seu colo, agindo conforme os seus ideiais. Ela sabia o que fazia e também o que me esperava.

- Maria! - chamou ela em um momento que eu estava distraída olhando a simplicidade das folhas de trevos, que em outra hora era uma verdadeira crença, pois pelo que sabia, elas davam sorte.

- Sim, Roxanne!

Saltei para o chao ficando bem na sua frente e á sua altura.

- Esta tudo bem contigo? É que nao te vi a treinar com os outros... - cortei ela de imediato.

- Esta tudo bem sim e nao tinha vontade de treinar. - olhei firme. - Há algum problema ficar de fora algum treino? - perguntei com certo tom de ironia.

- Claro que nao... alias é das nossas crias, mais bem treinadas e indesciplinadas!

Virei costas para ela, contudo ao ouvir "indiscilpinadas" voltei a minha atenção para ela.

- Eu nao sou indiscilplinada! - resmunguei, contudo ela simplesmente sorria. Ainda assim nao sabia onde estava a piada.

- Oh minha querida Maria... - ela começou andar a minha volta. - És muito nova para conhecer a palavra discilplina. - sorriu ao parar nas minhas costas, conseguia sentir o ranger dos seus dentes, depois entao mantendo os meus olhos fechados, ouvi os seus passos a minha volta. - Acredites tu ou nao, ainda tens muito para aprender, nao basta so treinos e as palavras, tambem precisas de convívio, requinte e uma grande, mas grande camuflagem.

- Como assim, camuflagem??? - pousei a minha ao no seu ombro, e ela obrigatoriamente parou. Abri os meus olhos e sorri.

- Aquilo que eu fiz contigo, aquilo que tu nao desconfias-te quando te dei a minha ajuda. - sorriu. - As minhas palavras confortantes e nada assassinas...

Lembrei imediatamente do meus dias passados, mais precisamente do dia em que a conheci, quando por ironia apenas estava atenciosamente a querer chegar a casa depois de mais um árduo dia de aulas no colégio de freiras da localidade.
Ela tinha saido de um sitio que nao lembrava mais, tinha sido a bondosa senhora que me dava arrepios e que ao mesmo tempo fazia sentir-me a pessoa mais importante. A nobre e inglesa mulher que ofereceu de seus préstimos para dar a mim a vida que a minha mae e o meu pai nao podiam dar. Era ela a sua maneira que em maldade alguma eu via que levado ate aqui. Ela tinha se passado por humana para obter o meu crédito e assim influenciar-me.

- Tu me enganas-te naquele dia é certo, mas o que isso faz de diferença agora? - perguntei sem medos.
Ela sorriu uma vez mais, com as suas maos tirou a minha do seu ombro, inclinou a cabeça e olhou penetrante nos meus olhos.

- Que tu podes usar desse dom para a diferença de um alguem futuro! - baixei o olhar, nao acreditando naquilo que os meus ouvidos tisicos acabavam de receber.

Defenitivamente sabia que era um monstro e por se-lo sabia que nao tinhamos limites na nossa condição, mas dai a usar deste charme para atrair alguem para uma vida que nao era aquela que nós mulheres vampiras faziamos transparecer? A ideia aos poucos foi agradando-me, era claro que matar e subjugar corpos ja estava a ficar fora de moda e de facto eu cada vez me sentia mais sozinha, e a necessitar de um companheiro de luta e ao mesmo de poder estar ao meu lado e mimar-me do jeito que uma mulher merecia.

- E como vou saber encontrar a pessoa certa? - perguntei insegura de poder falhar um alvo.

- Nao te preocupes, a pessoa aparece na altura que tiver de aparecer e garanto-te que nao terás problema algum em descobrir. - caminhou no sentido oposto ao meu, deixando-me apenas sozinha.
Fiquei mergulhada na minha própria batalha... batalha pelo qual ainda estava longe de travar com a minha mente.

(...)

Meses depois...

Roxanne, assim como outros vampiros haviam sido mortos por um ataque por parte de uns vampiros muito poderosos. O nome deles nao sabia, so em alguns momentos tinha ouvido mencionar alguem acerca de um ataque fortifuro nas redondezas do Texas.

Porem o ataque aconteceu bem no nosso território e infelizmente nao sabendo como eu nao estava presente, era como se Roxanne tivesse tido alguma previsão do acaso e de alguma forma me tivesse enviado para um lugar distante apenas para ficar protegida.

Eramos amigas, como irmãs nos ultimos tempos, agora que estava perfeitamente a entender o significado das suas palavras de um dia, e finalmente, a via com bons olhos é que uma vez mais destruíam a minha felicidade.
Sozinha a dialumbar pelas ruas desertas do Texas é que fui conhecendo e desconhecendo novos segredos, nessa mesma caminhada conheci duas de grandes companheiras de grandes lutas. Lucy, a jovem loira e com cara de anjo era a mais forte e ao mesmo tempo frágil do nosso grupo. Ela havia sofrido ódios, em uma guerra que acabara com a vida de seu companheiro. Nettie a jovem com uma aparência mais pesada e tambem de víbora, era a mais descontrolada. Era a nós muito difícil controlar a suas vontade de sangue imediato. E muitas vezes deitava por terra todo o nosso trabalho.

- Nao acredito era o ultimo humano que vimos nos ultimos 10 dias e tu Nettie acabas-te com ele! - resmungava Lucy.

Eu apenas assistia a discussão entre as duas sentada no cimo da árvore. Era divertido partilhar a liderança de uma espécie de um pequeno exercito.

- Lucy foi sem querer! - ela falava encolhendo os ombros, largando o seu humano sem uma pinga de sangue no chao.

Saltei da arvore e fui ope delas quando curiosamente ouvi um som de cavalgar.

- Voces estao a ouvir o mesmo que eu? - perguntei olhando para um lado e para o outro.

- Um coração a bater... - arreganhou os dentes Nettie e nesse momento vi-me obrigada a prende-la, antes que acaba-se destruindo aquilo que nao devia.

- Lucy tira ela daqui antes que perca a cabeça! - ordenei.

- A cabeça ja perdes-te a muito tempo... - falava ela a tentar soltar-se a todo o custo dos braços duros de Lucy.

Nesse instante peguei nas maças do seu rosto e olhei nos seus olhos cor de sangue, apertando cada vez mais, embora nao houve insinuação de dor.

- Eu nao volto avisar-te para ficares quieta! Estamos entendidas? - fui firme nas palavras.
Ela acenou afirmativamente e ai eu soltei o seu rosto que começava a ficar roxo e voltei a minha atenção no som cada vez mais proximo do cavalo e do moço bonito.

Dei uns passos a frente soltei o meu melhor sorriso. O cavalo foi recuando a cada novo passo meu, mas o rapaz era insistente e acabou descendo e aproximando-se de mim.
O meu prazer de matar nao era o mesmo de antes, a minha vontade era nova, uma altamente estranha e precisa. O meu coração insistente estava frenético, e quase que diria que sentia as chamadas borboletas na barriga. A minha sorte neste momento era nao ter a facilidade de ser denunciada a minha rubridez o que a mim ate dava jeito, porque em vez alguma baixado a guarda e nao seria agora por um simples humano que o faria.

- O que faz por aqui uma donzela perdida? - olhei a minha volta fazendo o numero de menina desentendida.
- Estas a falar comigo? - perguntei rindo disfarçadamente, passando a mao nos meus longos e negros cabelos.

- Sim, esta aqui mais alguma? - sorri, mostrando os meus dentes perfeitos.

- Nao... e tu estas perdido?

Ele tirou o chapeu da sua cabeça encostando o mesmo ao seu peito ficando a encarar os meus olhos. Nesse movimento rapido o vento soltou ate mim o cheiro mais delicioso e tambem o bater mais arritmado de um coração louco e desesperado.

- Nao... acabo de chegar de uma batalha, estava apenas vagueando...

- Deviam ter-te avisado que era perigoso vaguear por aqui... - disse ao aproximar-me da sua cola e assim cheirar o seu perfeito aroma.

- Hum? - ele estava confuso e era isso que dava em mim o maior prazer.

- Nao digas nada, sente..

Cravei os meus dentes caninos no seu delicioso pescoço e apenas o ouvi gritar. Meu deus como o grito de agoniar era tao saboroso de se ouvir.

(...)

Um ano depois da transformação do meu soldadinho de guerra a minha vida tinha ganho um ritmo novo, ele fazia tudo o que eu queria, se eu pedisse para ele matar, ele matava, se eu pedisse para ele transformar, ele transformava... E assim aos poucos fui começando a contruir um laço bem mais afectivo do que aquele que inicialmente contraia e deveras sincero, ao contrário de Lucy e Nettie que so o viam como uma arma de recrutamento.

Em um dia de plena chuva de Maio, Jasper surpreendeu-me ao chegar ate mim com um punhado de flores.

- Maria Garcia... - pegou na minha mao. - Aceitas ser a minha companheira? E juntos travar-mos os maus do mundo? - fiquei sem jeito para a forma como introduzia as palavras.

- Estas a querer dizer que vamos ser um casal como alguns dos humanos que vimos por ai?

- Sim, claro isto se tu aceitares a minha livre e sincera proposta...

- É claro que aceito, meu soldadinho, sabes que em momento algum podia recusar tal coisa.

E assim foram os meus dias, felizes, serenos e cada vez mais próximos de um fim. Jasper e eu estávamos a conseguir travar os males da terra. A morte de Roxanne cada vez estava mais vingada e Nettie e Lucy haviam encontrado as suas respectivas felicidades ao lados de novos companheiros, tambem eles soldados da guerra, nao tao experientes como o meu Major Jasper Whitlock, mas suficientemente bons para as manter satisfeitas.

Texas deixou de ser um deserto, e nesse lugar surgiram novas paisagens, aquelas que iluminavam qualquer caminho, tal como um dia sonhei viver. Roxanne tinha razao eu tinha encontrado o homem certo e usado na altura certa a minha camuflagem e agora sim sabia que estava mais que disciplinada.

Era uma pena ainda assim a imortalidade nao conceber os benefícios dos seus de dar a luz uma criança, porem eu e meu Major, havíamos decidido que éramos felizes assim, sem o risco e sem o medo.
Estes eram sem duvida dos melhores e únicos momentos da minha eterna existência.


Atenção: A personagem "Roxanne" é uma criação da autoria das meninas do Mereço um Castelo. Por tanto nao é minha criação, essa mesma.

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