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Coração de Robot - Capitulo 32 - Há Noite Todos os Gatos são Pardos

Capitulo 32 - Há Noite Todos os Gatos são Pardos

Alice Original

Voltei para o interior quando por ventura ela deixou bem clara aquela ideia na chamada. Agora tinha de traçar um plano para formalizar a minha confissão, ou então estaria perdida, porque não tinha tanta coragem como ela imaginava de roubar o meu marido, a minha família, roubar dinheiro esse que ela pedia, que era nosso.

Parei próxima do sofá e dei por mim a pensar nas palavras do meu irmão. "Será que devia contar ao Edward sobre o resto do meu segredo?" pensei comigo, abanando a cabeça, tirando essa ideia logo de prática, pois já achava bem louca a minha atitude, acho que não queria ouvir mais palavras negativas, mesmo eu as merecendo ouvir.

Respirei fundo e retomei o passo, subindo os degraus em camera lenta, escada acima. Ao chegar no cimo do 1 andar, voltei a parar, e não sabendo como, estava com o meu olhar fixo nos objectos decorativos, "Alice conta a verdade, pára com tudo isto" estava numa luta constante na minha mente, um lado puxava pela verdade, o outro pela mentira... Estava a dar em doida.

- Alice esta tudo bem? - apanhei um susto, agarrando-me ao corrimão da escada ao sentir a mão no meu ombro, e ao ouvir a voz. - Não te queria assustar amiga, mas é que parece que viste um fantasma, estas tão branca! - Kim colocou-se na minha frente, passando as mãos no meu rosto. - Estas com uns suores estranhos, é melhor deitares-te! - aconselhou.

Caminhou comigo ate ao quarto, onde ajudou com grande prestação a deitar na minha cama, tirando assim os meus sapatos, e puxar uns cobertores. Fechei os olhos e os abri e realmente estava a sentir-me um pouco estranha, tanto que ao olhar o tecto, tudo parecia andar a roda.

- Eu vou chamar o Jasper, tu precisas de ser observada por um médico! - e assim ela saiu do meu quarto, ficando eu sozinha, com o meu problema tão carregado as costas, quer dizer mais a cabeça, porque ela é que estava a pesar, no final de contas.
Voltei a respirar fundo e fechei os olhos e quando dei por mim, estava num sonho estranho...

"Olá Alice como andas? Eu voltei para atormentar a tua cabeça, sabes que tu tens uma coisa que eu quero, caso contrário, sabes o que acontece, não? Pois o Jasper coitado fica a saber a verdade... Hum e aquele coitado morreu, né? Foste tu! Ahahahah"

Abri os olhos dei um grito tão grande em plenos pulmões que se todos estivessem a dormir, acordariam de certeza. Jasper apareceu de rompante pela porta, vindo ate mim para abraçar, e na sua alçada vinha Kim, seguida de um médico.

- Esta aqui o doutor Orlando Smith! - anunciou ela. - Doutor, ela estava com uns suores estranhos... - virou-se para o médico explicando alguns sinais. - E muito pálida...

Pouco depois de ouvir mais ou menos os meus sintomas, sentou na borda da minha cama, começando o seu exame.

Jasper

Estava tão preocupado com a minha esposa que ate esquecia por completo os outros assuntos que tinha para resolver, o que na verdade nada era mais importante que a família. Quando por ventura o médico pediu para que fica-se do lado de fora do quarto, fiquei a sentir-me um estranho na minha própria casa, contudo entendi que era apenas um procedimento normal que eles estavam aptos a realizar.
Quando a porta do quarto foi aberta, de lá saiu o doutor, onde logo com toda a minha preocupação supus questões.

- Doutor como ela esta? - perguntei aflito por noticias.

- A sua esposa, esta bem, foi só um espécie de quebra de tensão, no entanto gostaria de a poder acompanhar em novos exames... - esclareceu ele arrumando os óculos na sua maleta.

Ele já estava a virar costas quando uma vez mais questionei.

- Espere! - chamei. - O doutor desconfia de alguma coisa mais grave, é isso? - era o medo que falava agora e não o verdadeiro Jasper.

- Ainda é cedo para diagnósticos! - falou num suspiro. - E fique descansado, são apenas exames de rotina.
Dito isto saiu do meu alcance e entrei dentro do meu quarto, onde ela dormia. Sentei na borda da cama, acariciando os seus cabelos com ternura e paixão.

Pela manha quando os primeiros raios de sol raiaram o quarto, acordei, e ela ainda dormia como um anjo, por assim dizer, e então tentei levantar do seu lado, com o mínimo barulho possível, pois não queria acordar de maneira nenhuma, porque ela tinha de fazer repouso.

Uma vez fora do quarto, de roupa trocada, desci as escadas para tomar um café, pois apetite não tinha, e claro pedir desde logo para que assim que Alice acorda-se ser-se servido um pequeno almoço. Como tal Luisy entendeu todo o recado, e retomei a minha pesquisa agora no meu escritório.

Estava no meu computador descansado a trabalhar e ao mesmo tempo atento ás horas, não fosse ela acordar e precisar de algo mais, mesmo já estando Luisy avisada para prestar um cuidado na alimentação, queria estar ao lado dela ate que finalmente se senti-se bem. Bateram a porta do meu escritório.

- Entre por favor! - permiti a entrada.

- Doutor! - colocou a cabeça dentro Luisy.

- Diga Luisy! - sorri simpático.

- É só para dizer que a dona Alice ja acordou...

- Obrigada, pode ir! - ela fechou a porta.

Voltei a minha atenção uma vez mais ao meu trabalho, e desliguei tudo, mantendo os ficheiros guardados em mutuo sigilo. Sai do escritório, e subi as escadas de um modo rápido. Bati a porta e entrei de seguida. Ela estava sentada na cama a olhar a bandeja.

- Não vais comer meu amor! - aproximei dela, dando um beijo na sua testa semi-quente. Sentei ao seu lado, pegando num copo de sumo de laranja para ela beber. - Toma este sumo que é rico em vitamina C.

- Jasper, não sou nenhuma criança! - reclamou, não resistindo ao meu miminho, tomando em suas mãos o copo e bebendo um gole, para grande vitoria minha.

- É bom? - perguntei em brincadeira.

- Sim...

Em pelo menos 12 minutos estava a bandeja pronta a ser levada, porque a senhorita tinha feito uma alimentação perfeita, rica em todos os nutrientes necessários a sua saúde, que neste momento ganhava força e resistência contra os agentes patogénicos.

- Agora que me sinto melhor preciso de contar-te uma coisa, muito importante... - começou a introduzir palavras, que eu logo desvalorizei.

- Tu agora precisas é de descansar, deixa que a conversa depois se tem! - ela ficou meio que contrariada ao deitar, mas não queria que ela se preocupa-se com nada agora, não ate estar completamente bem.

- Mas Jasper... - silenciei as suas palavras premindo o meu dedo nos seus lábios.

- Descansa! - foi tudo o que falei ao passar a minha mão no seu cabelo ate ela adormecer.

Depois de estar finalmente num sono tranquilo, aproveitei para ir no escritório e pegar no meu tablet, para ou menos estar aqui neste quarto, a cuidar dela e ao mesmo tempo que ela descansava, trabalhar, pois o tempo não parava, ne?

Desci as escadas e vi que Kim estava com a robot, o que na verdade era bom de se ver, ne? Era sinal que tudo era assim tão estranho e invulgar. Feliz, retomei o meu passo ate onde realmente pretendia ir e finalmente, voltar para onde devia estar, que era ao lado da minha esposa.

Alice Robot

Ainda estava com aquela conversa meio oculta na travada na garganta, nada tirava da minha cabeça, as conversas estranhas que David e Kim tinham. Podiam apenas ser macaquinhos da minha mente de máquina, mas mesmo assim tinha sentimentos, e aqueles que neste momento sentia, eram tão negativos, como se houve uma energia a puxar para a verdade.

Como se algo aqui dentro deste corpo estivesse a falar que eu devia de um maneira ou de outra ter cuidado porque algo ou alguém podia acabar com a minha felicidade.
Voltei a sala, depois de parar e sentar na orla do piano, o que na verdade não sentia com aquela inspiração para tocar, como se a melodia fosse também ela negativa e não quisesse fluir, da maneira mais simples e espontânea.

Sentei no sofá, cruzei a perna, mesmo ficando bem de pé, eram hábitos que estava a criar e que eram importantes para me sentir mais humana. Kim surgiu na sala, de um sorriso feliz, sentou ao meu lado, pegou as minhas mãos e aquela sensação negativa voltou, contudo não dei o devido crédito, não tinha motivos para sentir estas coisas dela, que na verdade so estava a tentar ajudar.

- Então Alice, linda? - acariciou os meus dedos. - Como foi estar com o teu jardineiro? - riu das suas próprias palavras.

- Foi bom... é sempre bom.. - respondi em breve palavras.

- Ainda bem! - sorri.

Ela afastou as suas mãos das minhas e tomei um ar serio, que de algum modo assustou. Não queria de maneira nenhuma ser rude com ninguém, ate porque usava das palavras para exprimir sentimentos fugazes, só que por vezes não conseguia silenciar tudo, que por esta mente sã, passavam.

Jasper apareceu na sala não dando grande importância a nossa presença, pois não tinha nem sequer parado para dar dedos de prosa, seguindo caminho para parte incerta da casa.
Então levantei, trilhei o caminho ate as escadas, pelo barulho, pressenti que ela havia levantado de igual modo, como se tivesse com aquela vontade de perseguir-me, que não tinha sentido, segundo o meu pensamento, a menos que houve algo mais por de trás de toda a sua preocupação.

Ok, eu não vi maldade nela, nem em muita gente por aqui, nem mesmo da esposa do meu criador, como ela pensava, que eu tinha, mas que na verdade era ela que tinha, que enfim, isso não vinha ao acaso neste momento. Pois ela estava lá no seu canto, eu cá no meu, e muito bem por sinal.

Comecei a subir os degraus numa marcha lenta, só que ainda assim senti um olhar depositado em mim, como se estivesse a espera de eu desaparecer, para armar alguma, que eu não sabia, pois inocentemente estava fora dessa.

Uma vez no topo, olhei de relance para o rés-de-chão, não dando muito na vista, olhando quase de soslaio, por assim dizer. O que é certo, é que a Kim, já não estava lá, e meus medos começaram a fluir, de tal modo que comecei a pensar coisas, e ate bem absurdas, mas logo as tirava de campo, porque confiava em pleno no meu David, e cá comigo mesma, ela não era capaz de me trair, não?

Pensadas estas coisas todas, tomei o caminho como certo no sentido do quarto, abrindo a porta e assim ligar-me a tomada, porque já sentia a bateria fraquejar, peguei numa revista e fiquei folheando.

Como eu conseguia ate ser muito silenciosa ate no modo de como carregava a minha bateria, tentei ouvir os barulhos desta casa, tanto que tinha uma audição muito tisica, talvez bem superior a média humana, que representava chegar pelo menos a 79%, ou seja para uma máquina, a precisão seria relativamente de 100%, sem erros, isso significava que conseguia ouvir os barulhos desta casa por inteiro, ate passos surrateiros, ou míseros barulhinhos de ratos, coisa que aqui não havia, pelo menos nunca havia ouvido tal coisa, ou visto, que ainda bem, pois não sei como podia reagir.

Estando assim sintonizada, a casa estava realmente num silencio de morte, ouvindo apenas a respiração fraca do menino que a muito já não via, porque não sei como toda a gente achava que eu era um perigo para essa criança inofensiva, o que na verdade não queria fazer mal algum, que enfim, ia se lá entender a cabeça desta gente humana, não?

Quando a noite já estava em alta, desliguei-me da tomada indo ate a porta e verificar se tudo realmente estava sob controle, pois a noite todos os gatos são pardos, não? Realmente ao passear no corredor, não encontrei ninguém que de algum modo pudesse ter duvidas.

 Voltei para o quarto ao ponto de verificar isso, retomei a ligação a bateria, só que desta vez como não encontrava grande perigo eminente deixei a porta entre aberta. Fiquei pensativa esquecendo o mundo a minha volta.

Jasper

Depois de sair do meu escritório com o tablet, retomei o caminho anteriormente traçado indo de volta ao quarto para ficar perto de Alice ao mesmo tempo sob vigília, porque o seu estado de saúde estava de algum modo frágil, segundo o médico. E cá comigo mesmo o médico havia me deixado bem preocupado quando relativamente pediu aqueles exames. "Ele não me convenceu com a história de exames de rotina, cá para mim, Alice estava realmente doente... será?", pensei comigo mesmo, tirando uma mexa de cabelo quando rodava a maçaneta da porta.

Entrei, e sentei no sofá bem perto dela, para poder ter uma alcance superior aquele que eventualmente podia ter. Muitas vezes rodava os olhos, entre ficar atento ao trabalho, e a ao seu estado, acabando por desistir, colocando o tablet de lado e levantar, para sentar no seu lado na cama, e assim acariciar a sua mão.

Ela dormia, alias também quem não podia dormir com uma dose daquelas que o médico havia receitado, não? Ao olhar assim com pormenor para ela, sentia que por vezes falhava como marido, que não dava a minha devida atenção, pois ela só queria carinho, alias qualquer mulher pede isso de um homem, né?

Abaixei a minha cabeça dando um beijo na sua testa que estava a voltar a normalidade de temperatura corporal, o que na verdade deixou muito feliz. Recompus-me um pouco melhor no seu lado da cama, deitando o meu braço em sua volta, e assim fechar os olhos e adormecer do seu lado.

Kim

Estava a espera do momento certo para colocar em prática o meu primeiro descarte, aquela robot era muito mais esperta do que eu imaginava, pois pela sua cara, pelo seu olhar, conseguia perceber que estava estranha, e ao certo desconfiada. Ok, eu andava a ter o meu plano, o que na verdade era só um pouquinho diabólico, mas só um pouquinho mesmo. Dei uma risada meio abafada.

Fui para o jardim traseiro da casa, pelo qual aproveitei para procurar nos registos da casa, os contactos dos funcionários que por aqui trabalhavam actualmente. Antes de começar a minha pequena busca, verifiquei se não estava ninguém na área, para ter como dar com a língua nos dentes, uma vez segura de não estar a ser observada, encontrei o contacto que queria e disquei no meu telemóvel, guardando-o assim, pois em outra hora podia não ter a mesma facilidade de encontrar.

Arrumei todo o material que por acaso havia desarrumado, e trilhei para fora do jardim da casa, no sentido de poder cogitar uma ligação longe e sem interrupções. Tudo bem que eu estava a parecer uma agente de 007, ultra secreta, só que isto apenas era um zelo por um bem futuro, ao qual necessitava de descartar um elemento de cada vez.

Estando já a uns sensivelmente 100 metros de casa, fiz a ligação, esperando sempre que alguém atende-se a porcaria do telemóvel, já estava quase a desistir quando por um ultimo toque, antes de cair na caixa postal, ouvir um "Alo", sorri vitoriosa e pensei comigo mesma que nada estava perdido.

- David?! - chamei incerta pela voz pelo aparelho ser um pouco distorcida do que na realidade era.

- Sim... - respondeu em voz de sono, logo deduzi que devia estar a dormir e que eu havia sido alvo do seu acordar forçado.

- Estou a ligar porque preciso de te mostrar uma coisa, essa coisa não pode esperar por amanha, terá de ser hoje mesmo, eu preciso que venhas nesta casa, a esta hora... - expressei tom de urgência.

- Mas é tão tarde Kim, não entendo o que possa ser assim de tão urgente! - resmungou, dando uns bocejos bem audíveis, ate por sinal.

Respirei fundo, dando de ombros, pensando comigo mesma tanta coisa, que nem era bom falar, dado que mostraria muito desagrado e por outras palavras seria bem desligante.

- Aquilo que tenho para te mostrar é do teu interesse, e se eu começar por contar-te, tu não vais acreditar, não? Pois quero que vejas com esses olhos que um dia a terra vai comer... - sorri no final, adorava usar esta expressão que já era tão mais antiga que a minha avo.

- Bom se insistes, eu vou ai... - olhei o relógio.

- Tens 10 minutos para estar aqui, se não fica muito tarde... - avisei.

- Tarde já é Kim! - resmungou.

Logo o despachei desligando a chamada, e voltando rapidamente para a mansão, esperando por ele dentro da estufa. Tratei de enviar uma mensagem para ele avisando de onde eu estava e para que assim pudesse encontrar comigo neste sitio, não queria que ele entra-se pela casa sozinha e em plena madrugada, não? O que Jasper ia pensar? Ou ate mesmo Luisy, não? Pois velha como estava e talvez sonolenta, acabaria achando que havia ladrão... e isso estragaria o meu plano ultra secreto.

Ok, Jasper andava demasiado ocupado para pensar, o estado de saúde de Simão, já ocupavam por si muito do seu tempo, e agora Alice também parecia estar doente, que enfim, que por mim já estaria internada em algum manicómio a muito tempo mesmo, ai sem Alice por perto, sem Robot, o caminho estaria livre para mim... Ai que delicia.

Olhei o relógio de pulso várias vezes seguidas, e comecei a ver que ele já estava um pouquinho atrasado para grande desagrado meu, pois não teria a noite toda para esperar pela sua chegada de cavaleiro, o que na verdade não correspondia muito bem a sua imagem, porque ele era mais do tipo jardineiro, que cuida de flores e coisa e tal. A porta se abre de rompante, e de lá surge ele.

- Estava a ver que não! - resmunguei desencostando de uma banca, cruzando os braços e batendo o pé impaciente. - Sabes que horas são? - descruzei os braços e apontei para o relógio de pulso.
- Kim não venhas com essas coisas a esta hora, porque foste tu que me chamas-te ate aqui... Por isso podes ser logo directa? - afirmou com rispidez, e algum azedume que não gostava nem um pouco.
- Calma, não precisas de ficar nervoso, não!

Tentei mostrar tranquilidade e ate humor, que ele não tinha nem um pouco. Seca, odiava homens azedos.

- É assim... - respirei fundo começando a traçar o inicio de uma madrugada muito boa para mim, mas péssima para o nosso amigo. - O que quero mostrar, esta no quarto de Alice.. - sorri. - Temos de ir ate lá e ver... - gesticulei.

- Não... - ele abanou a cabeça. - Não, podemos entrar lá assim.. - não gostava de ser contrariada não.

- Sim, sim... anda...

Puxei pelo seu braço ate ao interior da cozinha que era a entrada mais próxima da casa, e assim já no interior, tratei de ir na frente para sempre verificar se era ou não seguro vaguear pela casa. Uma vez tudo em ordem e sem perigos, chamei ele.

- Anda David, atrás de mim... - sussurrei, colocando de seguida o dedo nos meus lábios, para que ele não fizesse barulho.


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