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One Shot - Bella - Enigmas do Coração


Viver em Phoneix era perfeito, desde que tivesse aquela tranquilidade ao qual estava habituada, só que a uma dada altura, a minha mãe e o meu pai, começaram a ter os diversos e intensos desentendimentos.

É claro que todos os casais os tinham, e que era normal, haverem as famosas discussões... só que cada vez que chegava em casa feliz e com noticias boas, acabava forçosamente a chorar por compaixão a minha mãe que bem não estava, e que a realidade de uma separação estava cada vez mais próxima.

Era nestas alturas que contava com grande conforto do meu extremoso namorado, porque se ele não estivesse ao meu lado, bom, nem sei como podia superar grande parte destes tão grandes problemas que a minha vida tinha tomado rumo.

Por vezes, gostava de o poupar as estas situações, que no final de contas nada tinham haver connosco, e que por outro lado deixavam-me um pouco mais sensível, no qual por vezes acabava descarregando em cima dele, todo o meu mau humor, e com esse mau humor, também nós deixavam nos levar pelos desafios do desentendimento.

Pegava agora na chave do meu carro, e caminhando ate a garagem lembrei de passar por casa dele, para o poder apanhar e assim seguirmos juntos ate ao estágio, já que estávamos unidos ate no trabalho.

Dei a ignição e sai, quando por ventura lembrei que havia esquecido um documento em casa, ao qual era importante. Sendo assim voltei para trás, dando a volta para grande rotunda e entrando no caminho de acesso ao quartearão ao qual vivia.

Ao sair do carro que havia ficado em ponto morto, corri ate casa, onde a Lurdes, a nossa empregada doméstica, avisou que os havia guardado para mim, e que como percebeu a falta que eles faziam, logos os foi buscar para dar em mãos, passando de seguida a sua mão terna no meu cabelo dizendo que era uma menina esquecida, o que por vezes era verdade, em outras nem tanto assim.

Sai uma vez mais de casa, e retomei o caminho que em momento algum devia ser desviado. Acelerei estrada fora, ate a um limite bem superior ao permitido na zona, sendo que o máximo seria de 50 Km/Hora, e circulava a pelo menos 75 Km/Hora..

Estava pouco a lixar para o que os outros podiam achar de mim, mas ao Mike não o podia deixar pendurado, o que realmente ia ficar a parecer um pouco indelicado da minha parte, dado que eu havia oferecido para o fazer, sendo que ele preferia tudo de um modo mais apenas seu, só que eu acabei dando a volta, aliás, quando é que eu não conseguia, não?

Cheguei na casa dele, ficando a uma curta distancia, dado que não haviam assim muitos lugares vagos para estacionar, quer dizer parar mais para o apanhar, que enfim.. Esperei pelo menos uns 2 a 3 minutos, só que ele estava demorar muito, tentei ligar, já tendo algumas ideias em mente, que a todo o momento tentava desviar.
Coloquei o telemóvel ao ouvido, "Mike atende essa porcaria, ja estamos atrasados", pensei só que a chamada caiu na caixa postal, voltei a tentar, e enquanto aguardava o seu atendimento, vi-o a caminhar para o interior de um carro desconhecido, a meu ver, ao qual tentei ver com mais nitidez quem era o condutor, no entanto a visibilidade era quase escassa, dado que os vidros eram demasiado fumados.

Levei a mãos ao queixo, já tinha mil e uma ideias a fervilhar na mente, "Se tu andas a brincar com a minha cara, eu juro que não vou ser meiga na hora de dar um troco", pensei comigo mesma, ao ver que o carro arrancar.

Dado isso destravei o meu e segui bem atrás, a uma distancia  boa de não ser descoberta, ainda mais por ele que conhecia perfeitamente a minha viatura e que podia já imaginar minha perseguição, que bom era isso, só por percussão, enfim para que dar justificações, se era mais ele que as devia dar, não?

Ao passar por várias ruas, enveredar por estradas e curvas, parou bem no centro de nosso estágio, como tal passei numa rua mais escondida e deixei lá o carro, onde se seguida corri ate a porta e entrei, para parecer que nada havia acontecido.

Ao picar a senha de entrada, vesti rapidamente a minha bata e peguei nas minhas pastas parecendo uma trabalhadora competente, que já de si era, contudo era necessário mostrar isso ainda assim. Ele entrou com um sorriso parvo por assim dizer, e veio ate mim dando um beijo de namorado respeitador, coisa que sinceramente não passava na minha cabeça.

- Olá minha princesa! - saudou ele ao afastar-se para picar a senha.

- Olá Mike! - saudei sem grande euforia. - Hoje cheguei atrasada a tua casa, e já não consegui encontrar-te por lá.. - comentei como quem não queria a coisa, e fiquei atenta aos meus papéis.

- Tive boleia de uma amiga!

Nesse momento não sei como levantei logo os olhos de um modo automático, como se por algum segundo aquele pressentimento de ser mulher na parada não fosse apenas uma ideia errada.

- Não precisas de olhar para mim com essa cara, sabes bem que sou apaixonado por ti! - olhou nos meu olhos. - Bella! - pegou nos meus braços. - Não vais começar com as tuas crises de ciúmes! - olhei indignada.

- Ciúmes?? Eu não tenho ciúmes! - argumentei de um modo sarcástico. - Sabes perfeitamente que não sou dessas mulheres inseguras! - cruzei os braços.

- Ficas mesmo linda quando estas assim com essa cara de menina má! - brincou ele ao passar agora as mãos no meu rosto, e de lá roubar um beijo.

- Tenho de ir trabalhar! - virei costas.

Caminhei em direcção ao meu posto de trabalho, pois diante da minha secretária já estava uma pilha de arquivos para arrumar. "Oh céus, porque que a minha mãe me criou para isso?", pensei comigo ao subir ao escadote e arrumar a primeira vasta de arquivos.

A manha foi passando de um modo lento e gradual, a minha secretária estava quase limpa e tudo graças a minha rapidez a ser boa em arrumações, que por vezes eram a melhor ocupação para um cabeça que ja de si queria ocupar-se com estupidez de ciúmes... "Eu não sou ciumenta! Não gosto é delas, porque são umas assanhadas.." pensei comigo, ao pegar numa caneta para anotar todos os arquivos arrumados, "Talvez perdidas. Ok, Bella, já não existem mulheres sérias!", voltei a insistir na mesma tecla comigo mesma.

Tempo depois chegou o senhor Snow que consigo ja trazia mais uma pilha, que logo bufei desgostosa, pois toda ela tinha de ficar arrumada, bem antes da hora do almoço, e com isso mais um significado de sair mais tarde e não só... Mike iria almoçar sozinho.

 "Boa, eles sabem que não gosto de almoçar sozinha... E que gosto de ter a companhia dele, do meu namorado, e fazem isto?", questionei comigo mesma, ao cruzar os braços e sentar na cadeira derrotada. "Isto não pode estar acontecer comigo!".

Já passavam das 14:00 horas quando tudo ficou arrumado e quando dei por mim com uma fraqueza dos diabos. Despi a bata, peguei na minha bolsa e de lá tirei um cartão que era o necessário para mostrar no refeitório.

 Caminhei tranquilamente pelo corredor quando ouvi uma voz bem conhecida para mim, logo parei, escondi atrás de um grande armário de metal, ficando a escutar a conversa, que se a minha mãe soubesse diria que "Esta não foi a educação que dei para ti menina Isabella" revirei os olhos lembrando as palavras da senhora Swan.

- Oi Lucy! - "Lucy" repeti mentalmente. - Como estas? Logo a mais assim pela noite, queres ir tomar café? - arregalei os olhos incrédula com a sua forma digna de ter a maior cara de pau do universo. - Oh que pena que não vou poder contar com a tua companhia... - parecia desagradado, tanto que tentei espreitar um pouco mais a borda da porta e era isso que a sua cara mostrava.

Logo nesse instante tive vontade de rir a bessa... Quem mandava a ele meter-se com essa Lucy, ou com Ângela, ou com Jessica ou o que seja, quando por ventura tinha aqui a sua namorada, toda para si... Pois agora aqui a parava da namorada estava pronta a dar o troco, e de que maneira... Continuei com o ouvido colado na conversa que ainda não havia terminado.

- Então amanha posso contar com a tua presença? - "presença" pergunte a mim mesma, tendo a certeza agora que ela era a mulher do carro desta manha...

"Isso mesmo, Mike devia andar a sair com essa Loira?! Espera..." levei a mão ao queixo cheia de questões. "Lucy pode ser muito bem a loira que namorou com um amigo nosso que por ventura deixou de ser, coisa que nunca entendi, mas que Mike deve ter haver... Será que ele traiu o amigo? Então traiu a mim também..." cerrei os punhos com vontade acrescida de chegar ate ele e contar umas verdades, de deixar ele descer a lama, mas eu era uma pessoa controlada e como tal agir pelo silencio... "Tu vais me pagar quando eu descobrir toda a tua artimanha. Ai vais, vais!".

A sua ligação terminou quando por sinal entrou numa sala, e assim eu decidi sair de onde estava e ir logo nesse refeitório, antes que ele fecha-se e ai eu ficasse sem almoço.

 Ao entrar lá esbarrei com um colega ao qual não tinha muito contacto, por mais simpático mostra-se ser.

Pedi desculpas e fez o mesmo, mostrando assim um pouco do meu embaraço, que no fim de conta resultou em conversa e esse rapaz sentou comigo em uma mesa, fazendo companhia no horário.

- Mas o que se passa? Estas mesmo muito nervosa.. - comentou ele ao pegar num pedaço de pão e mordiscar.

Edward só estava a tentar deixar-me mais tranquila, mesmo desconhecendo o problema que não tinha sentido estar a ser revelado, não? Só que com palavra aqui, palavra ali, acabamos juntos numa animada gargalhada. Sinceramente estava a gostar deste contacto, e já imaginava aqui um plano de troco, que ele podia muito bem ajudar-me.

- Edward depois de tudo o que ouvis-te eras capaz de fazer uma favor para mim? - perguntei mostrando um sorriso tímido.

- Claro, isto se souber!

Respirei fundo e abri a boca para soltar as palavras que insistiam sair, ou melhor a acção, por assim dizer.
- a... a... - ele olhou nos meus olhos, esperando as palavras saírem, só que ate elas estavam difíceis. Cocei a cabeça. - Aceitas sair comigo? - questionei quando vi Mike aproximar no corredor. - Finge que foste tu que tive-te a iniciativa, daqui a pouco explico para ti a razão da minha ideia... - sussurrei bem baixo e ele assentiu.

- Então Bella aceitas sair logo a noite? - olhei para o lado com bastante descrição e pela sombra, Mike estava de ouvidos na conversa.

- Ai Edward... vou estar com uma noite tão desocupada que claro... - ri.

Segundos depois Mike saiu e pelo barulho dos passos, ia bem chateado, mas também quem o andava a mandar ser idiota comigo, não? Eu cá parva não era, e mesmo que não estivesse com intenção de enganar ninguém, já tinha entendido que ele andava.

E neste momento só queria dar um troco, para ou menos fazer ele sentir o peso da traição nos ombros, que de não era das melhores sensações, diga-se de passagem.

- Deu certo! - bati nossas mãos. - Bom, eu disse que ia explicar a razão e é muito simples... - suspirei, lembrando a conversa que havia ouvido no átrio. - O Mike, quer dizer o meu namorado, ou nao sei, ele é meio cheio de traições, sabes! - tentei mostrar tranquilidade, quando na verdade sentia uma grande revolta dentro de mim.

- Enigmas do coração!

- Como? - fiquei um tanto com um olhar esbugalhado.

- Enigmas... - sorriu. - Bella, o Mike não é rapaz de uma mulher só, e só tu é que ainda não viste isso... - bom eu cá não desconfiava ate esta manha, o que podia explicar parte da teoria. - És uma rapariga linda e sinceramente mereces alguém que de o valor que tens... - corei, com tal elogio passivo.

Nem mesmo Mike havia mencionado tamanho agrado por minha beleza, o que para ele não passavam de meras futilidades, que na verdade eram ate importantes para ele, não?

- Obrigada Edward, estas a ser só gentil! - peguei o tabuleiro.

- Não, o que estou a dizer é verdade, que razões tinha eu para estar a mentir, quando o que digo é sincero... - pronto agora estava a derreter-me de sul a norte.

Sai do refeitório e ele fez a questão mais simbólica de me acompanhar ate a sala de arquivarão. Chegando na porta tivemos de nos despedir, pois ele teria de dirigir-se a secretaria que era onde ele trabalhava.

- Vejo-te logo! - foram as suas ultimas palavras.

Fiquei a olhar para ele como uma tolinha, que olha um rapaz pela primeira vez. "Bella para de olhar, assim ele vai achar que estas interessada!" resmunguei sob pensamento, "E depois o que Mike vai pensar?" revirei os olhos, entrando por definitivo no inferno arquivante.

 "Esquece o Mike por favor!", pensei sentando na minha secretária e vendo um outro tanto de arquivos.

O tempo foi voando, Mike, nem sequer havia deixado mensagem como sempre deixava, ou sequer visitar aqui no meu ponto de encontro... Tudo levava a crer que ele estava mesmo chateado comigo, o que afinal eu é que devia estar, que enfim, não ia matar meu cérebro com essas barbaridades.

Várias vezes dentro deste espaço, o senhor Snow tentou colocar conversa acerca do meu estado, só que eu era boa a desembrulhar prendas e acabei dando as desculpas de sempre, que na verdade, eram a de toda a gente.

Não podia contar o que na realidade se passava, não? Onde ficaria o meu profissionalismo? Alem disso a minha mãe e o meu pai sempre diziam que o que estava lá fora, apenas lá ficava, e que cá dentro, apenas o trabalho importava, então era assim que eu funcionava.

Deu-se a hora do intervalo, aproveitei para tomar um café. Ao chegar no bar, Edward apareceu por trás de mim com um sorriso encantador, ao qual ofereceu-se para pagar o lanche, ao qual pensei duas vezes em recusar, mas acabei não resistindo, e aceitei.

Ok, tudo pode parecer bem ao contrário do que na realidade é, mas nem tudo o que parece tem de ser da forma que todos pensam... É verdade que o Edward estava a ser um amigo muito especial, e que isso fazia-me sentir mais boa comigo mesma, não pensando tanto em disparates, como antes, ou sequer preocupar com idiotices. Sentamos numa mesa de canto, ele troce os nossos café e a minha agua.

- Obrigada! - agradeci.

- Como é que estas? Ou então é melhor formular a pergunta de outro modo, talvez como é que esta a relação? - perguntou mexendo seu café.

- O Mike desde que nos viu juntos na hora do almoço que não dirigiu mais a palavra.. - sussurrei quase suando arrependida.

- Estas arrependida! - afirmou, eu acenei que "não", quando na verdade o meu coração mole, não pensava de igual modo que a cabeça. - Ouve Bella, eu acho que sinceramente as coisas podiam ser diferentes, e que desculpa, eu não gosto dele e sou muito bom na observação, e como tal espero que não me leves a mal no que digo... - fiquei atenta. - Mas ele não te merece, mesmo que penses o contrário, ouve... - pegou na minha mão. - Não estou a dizer isto para que desistas dele, claro que não, mas para que tenhas uma conversa franca, coloques o ponto no devido lugar, entendes? - baixei o olhar, ficando  a ver o soluto transformando-se em solvente.

- Eu sei que só queres ajudar-me, e agradeço mesmo do fundo do meu coração todas as tuas palavras... - respirei fundo. - E como tal vou ter uma conversa franca com ele, alias, este ponto da situação não é favorável aos dois.

- Faz isso, vais ver que o coração vai ficar mais aliviado! - acariciou o meu cabelo, pegando numa simples mexa, tirando dos olhos.

Não sei o que se estava a passar comigo neste momento, estava a ficar confusa comigo mesma, de uma lado um amigo que apoia, do outro um sentimento a crescer. "Não, podes misturar as coisas!", pensei comigo mesma passando a mão no cabelo, desfazendo um simples nó, e se seguida tomando um ultimo gole. Levantei e despedi-me dele com um beijo na bochecha ao qual corei de seguida por te-lo feito, pois tinha sido algo espontâneo.

Uma vez mais no meu espaço, e a faltar quase uma 1 hora para sair do serviço, mandei uma mensagem ao Mike para nos encontrar-mos na saída, só que ele não respondeu, então pensei se devia ou não ligar.. " E se ele estiver ocupado e não poder atender?", perguntei a mim mesma, desistindo de formalizar a ligação, ficando por aguardar a resposta dele.

Uma vez já na hora de saída e a picar a senha, encontrei-o a porta, ao qual chamei por sue nome, mas não respondeu, coloquei-me na sua frente.

- Mike! Mike! - ele estava com os phones nos ouvidos, e os tirei, logo olhou para mim indignado, porque detestava quando alguém fazia isso.

- O que queres Bella? - perguntou com ar zangado.

- Já viste como estas a falar para mim? - fiquei magoada com a sua frieza. - Sinceramente pensei que fosses mais simpático, e não azedo, mas enfim, eu só vim aqui porque quero conversar contigo, mas se não estas com vontade vou já embora, pois nem respondes-te a minha mensagem. - cruzei os braços, pronta a sair da sua vista.

- Espera! - levantei os olhos. - Não gostei do que vi esta tarde, e para sincero, já não importa porque já vi que não estamos bem e que nos últimos tempos, a relação é baseada em discussão... - bufei baixo. - Estas a vontade para sair com quem quiseres, assim como eu, porque a partir de agora e em diante, podemos apenas não ser mais aquilo que éramos, Bella... - cerrou o seu olhar no meu. - Foi bom enquanto durou, agora acabou, ok? Não chores, não implores, nada vai mudar! - assim voltou costas para mim, saindo de onde estava e seguindo-se para um carro.

Ainda estava absorta nas suas palavras que em momento algum pensei ouvir, eu juro que pensava que tínhamos uma boa relação e que aquilo que sentíamos um pelo outro era verdadeiro. "Como é possível?", perguntei a mim mesma.

- Bella ainda estas ai? - era a voz de Edward animada ao encontrar-me, mas apenas o abracei forte, largando minhas lágrimas. - O que se passa linda? - afastou-me de seu abraço, para limpar minhas lágrimas, que insistiam em não parar de cair.

Preferi manter-me em silencio, ele respeitou esse apresso e levou-me para um lugar mais tranquilo. O meu mundo estava a pedaços, cada um mais destroçado que o outro. Era uma ingénua quando acreditava nas suas palavras, como simplesmente nao via o que na realidade a nossa relação era e que um dia após o outro foi ficando.

Gostava muito do Mike, das suas brincadeiras, dos seus carinhos, mas por outro lado, haviam coisas que não aceitava de modo brando, embora nunca as menciona-se, pois ele levava tudo a peito.

Bolas, porem eu não merecia uma coisa assim, por mais que houvessem problemas... Lei da vida, enigmas que não entendo. O coração é a peça do puzzel difícil de decifrar, pois o nosso a gente sempre conhece, agora o deles, nunca se sabe o que pensa, ou sente.

- Estas melhor agora? - questionou ele passando as suas mãos no meu cabelo. As lágrimas ja haviam parado, mas a dor ainda permanecia intacta.

- Sim, eu vou ficar... - levantei a cabeça de seu colo. - Eu tenho de ficar, porque tenho a ti, e sei que posso confiar! - abracei-o.

- Eu vou estar sempre aqui para ti, sempre, ouvis-te! - fechei os olhos mantendo o abraço apertadinho.
Meses depois...

A dor de uma hora passou, com o tempo e com o vento. Hoje olhando bem para mim, sentia-me como numa, uma pessoa diferente, amada e acima de qualquer coisa respeitada. É certo que não pensei que tal pudesse acontecer comigo, mas aconteceu.

Edward permaneceu ao meu lado durante todo aquele tempo, e com isso aquele sentimento de um momento inicial aflorou, mostrou o quanto se pode amar alguém, e o quanto a gente merece uma chance.
O Mike, esse nunca mais o havia visto, pelo que saibia tinha se mudado para outro lugar, outra cidade, outro estado. O facto de ele estar longe ou perto neste momento era indiferente, porque nada mudava o que o agora era para mim.

É certo que os meus pais acabaram mesmo por dar um fim na relação, tal como já tinha pensado que a um ponto ia acontecer, no entanto refizeram vida, e neste momento estavam bem, eram grandes amigos. Isso era óptimo para mim, porque assim nunca iria me chatear por haver ciumes de ambas as partes no dizia respeito a gostar mais de ou outro, porque sabia que isso acontecia muito.

- Amor vamos jantar? - era Edward que entrava no nosso quarto para pegar ao colo e dar um daqueles beijos inesquecíveis e que como na primeira vez eram de tirar a respiração.

- Vamos! - respondi num sussurro no ouvido.

Assim saímos para a sala de jantar, onde a família estava reunida e pronta a festejar mais um aniversário meu, que cá comigo mesma não era fã de esse festejo, contudo o meu namorado ja havia dito que ia amar mesmo sendo velha, por isso não tinha com que preocupar. Dias felizes ficaram para marcar a minha volta na felicidade, e no amor.

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