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One Shot - Maria - Salva por um Anjo


Era sábado de manha quando acordei com uma daquelas vontades quase insaciáveis de comer tarte de maçã, que só a senhora minha mãe sabia fazer. Levantei-me da cama toda animada e aos tropeços, pegando nas minhas roupas para pode-las vestir no banheiro, tomando um banho bem quente e relaxante. Quando sai, enxaguei os meus cabelos húmidos na toalha e tratei de os escovar, para ficarem lisinhos e alinhados como sempre eram.

Uma vez de volta ao quarto e estando prontinha, abri os estores da janela e de seguida, fiz a cama, porque sabia  que se a minha mãe entrasse neste espaço e o encontra-se assim tudo desarrumado não ia gostar nada.

Puxei as orelhas dos lençóis da cama, e dei umas duas passadas com as mãos nas mantas que estavam bem engelhadas e sem duvida seriam motivo para deixar alguém com os cabelos em pé, caso deixa-se este espaço num caus. As roupas espalhadas estavam arrumadas nos seus respectivos sítios e quanto ao resto, tudo no seu devido lugar.

Calcei os meus sapatos lindos que condiziam em maravilhas com o meu vestido azul ás flores e fui ate a cozinha, onde encontrei a minha mãe de volta dos seus livros antigos, talvez da idade da minha avo, por serem de gerações, ela estava vasculhar receitas. Ao ver que eu não falava e que estava especada a observa-la, levantou os olhos ate mim, e traçou o seu doce sorriso.

 Caminhei ate ela e sentei num banquinho, sorrindo, deitando uma olhada no que lia, e nesse instante reparei que lia uma receita de bolo de chocolate com trufas, "hum que delicia" pensei comigo mesma.

- O que sorriso é esse minha querida Maria? - a minha mãe era muito inteligente, difícil era manter uma cara que não a minha... e quem na verdade conhecia melhor nossos traços que não as nossas progenitoras, não?

Pois bem aquela vontade de comer tarte de maçã, aquela mesmo que saia do forno bem quente e que a gente logo tinha, logo aquela vontade de morder, mas havia medo de queimar a língua, então, não passava, e agora a ver aqui a minha mãe, na cozinha, apetecia muito, só que ao observar aqui a fruteira, ela tinha tudo menos, as minhas maçãs, e isso dificultava o saciaste desejo que tinha.

- Mãe, sabes... - comecei a brincar com o cabelo, enrolando em meu dedo indicador. - Estava com vontade com vontade de comer tarte de maçã... - mordi o dedo.

Ok ela não ia achar boa ideia, não? Pois não havia maçã e assim de cabeça não via onde pudesse buscar elas mais rápido, pois a mercearia mais próxima era a sensivelmente 2,5 Km de minha casa.

- Tarte de Maçã... - sussurrou. - Querida eu ate fazia a tarte para ti, mas como vês não tenho maçãs. - suspirei, quase sentindo que a lógica me vencia.

- Mas eu posso ir buscar! - prontifiquei-me. - Nem que seja no pomar do avo Wilson! - ela olhou para mim com ar de santa inquisição. - Ups... - sussurrei bem baixo.

O pomar do Avo Wilson estava cheio de armadilhas segundo lembrava de ouvir as histórias referidas em noites de frio sentadas na borda da lareira. O pai contava que o avo tinha muito prejuízo, porque todas as vezes alguém andava em seu terreno e roubava toda a fruta, e leguminosas.

 Ok ele estava no seu direito de defender o que era dele, e que na verdade um dia seria do meu pai, e depois de mim. Só que eu não ia roubar ninguém, na verdade, apenas apanhar emprestadas umas maçãs, achava que isso não tinha mal, não?

- Não quero que andes no pomar do Avo Wilson, é perigoso! - apontou o dedo na minha direcção. - É preferível ires a mercearia da dona Lucinda, é um pouquinho mais longe, mas fico mais descansada porque não corres riscos, entendes meu amor? - levantou pegando a sua carteiras e de lá tirando uns trocados. - Toma aqui tens este dinheiro que deve ser suficiente para o que se pretende, traz 1 kg que chega, ok linda... vai com cuidado. - acenei que "sim" com a cabeça e quando já estava a dirigir-me para porta, ela chamou. - Maria! - voltei-me para ela. - Cuidado com os carros, também, nunca se pode andar na estrada sem atenção e por favor não te distraias com as brincadeiras.. - voltei acenar que "sim".

Sai da cozinha, passei no cabide e tirei de lá o meu chapéu de palha, assim como uma pequena cesta. Na verdade não tinha nem intenção de ir na mercearia da dona Lucinda, não por não gostar dela, muito pelo contrário, ela era uma doce senhora, só que por outro lado era longe, e não tinha medo dessas armadilhas que o pai falava. Era uma menina sem medos, então ia enfrenta-los e de lá conquistar as minhas lindas maçãs, para a minha mãe poder fazer a tarte que eu tanto queria.

Comecei a caminhar pelas ruas, sempre olhando de um lado para o outro, tendo aquele certo cuidado, agora não só por conta dos carros, mas também em não encontrar por ai meu pai, ou ate o avo, se não ia acabar por contar a minha mãe, e ai a bronca seria grande, porque estaria a desobedecer a alguém.

Cheguei no pomar, antes de trilhar o caminho de terra diante de mim, fiquei um tempo admirando o lindo e colorido que esta este lugar, tinha maçãs de várias cores, umas eram verdes e em consequência disso eram mais ácidas, na verdade essas eram as minhas preferidas, só que para fazer a tarte, teriam de ser mais neutras.. e também tinha as famosas maçãs vermelhas que segundo recordava das histórias contadas pela avo Matilda era a cor da maçã envenenada da branca de neve. Estas deste pomar, sabia que eram as melhores do mundo, pois o avo levava muita vez para nossa casa, e como eu adorava trinca-las no sofá.

Trilhei ate as maceiras, comecei a minha recolha, trazendo aliatóriamente as maças, médias, pequenas, e grandes. O cesto foi enchendo e estava tão animada que ate esquecia onde estava e os perigos que a mãe e o pai referiam. Pois é, não dei importância, e estava tão distraída a olhar para os ramos das árvores, que esqueci o chão.

Ao dar dois novos passos há frente, cai num buraco bem grande e escuro, em meio dessa queda, perdi o cesto, e as maçãs contidas nele, caíram todas em cima da minha cabeça. Ao tentar levantar-me, segundos após a queda, senti que não tinha equilíbrio e que de alguma maneira doía a minha perna e não era pouco, porque ao olhar bem para ela, estava a sangrar, e a conta de tudo isto, estava toda arranhada.

- A minha mãe vai ficar bem chateada comigo, porque desobedeci! - monologuei.

Como só conseguia ficar sentar, tentei recuperar algumas das maçãs, incluindo o meu cesto que nem asa tinha, por conta da queda, pois havia partido. Comecei a chorar, não por sentir medo, porque era uma menina valente, no entanto por a minha perna estar a doer cada vez mais. Olhei para o cimo, o sol ia em alta, e pela posição que tinha podia adivinhar que estava perto do meio dia. Cocei a cabeça triste, e com as lágrimas sempre a banhar o meu rosto, involuntárias.

- Socorro!!!!  - gritei em plenos pulmões, alguém havia de me ouvir, eu precisava de ajuda. - Socorro!!! Ajudem-me!!! Estou aqui, no buraco!!!

Quanto mais gritava mais a dor parecia aumentar, olhei para o vestido, procurando algo para estancar o sangue que corria na minha perna sem parar, e sem pensar em mais nada, rasguei um pouco do forro da saia do vestido, e atei ao tornozelo.

Uma vez mais ou menos controlado o sangramento, pensava eu, tentei levantar-me arriscando a sair deste buraco maldito, só que altura era muita para poder chegar no topo. Suspirei desesperada, por ver que estava aqui sozinha, a mercê do nada, e mais ainda ferida.

Olhei as paredes de terra deste maldito buraco, e procurei partes de raízes mais salientes, onde pudesse de algum modo agarrar-me, no entanto tudo parecia contra mim, elas eram escorregadias, e com uma e outra tentativa, voltei a cair no chão.

- Boa, agora estou mesmo linda! - resmunguei uma vez mais. - Alem de ferida, estou toda suja, a minha mãe vai ter um ataque.. ai vai, vai!

Revirei os olhos, começando a sentir os primeiros sinais de fome, pois não havia comido nada nesta manha, porque estava tão interessada em encontrar maçãs e comer aquela deliciosa tarte, que enfim, maldita a hora que tinha lembrado de comer tal coisa, pois era por isso que neste momento estava aqui, e no qual so queria sair.

 As lágrimas voltaram a rolar meu rosto, agora estava toda aninhada nesta escuridão, que a morte podia vir ai para me abraçar que fraca como estava não ia dar resistência.

Em uma ultima vez olhei o céu, pois a minha vista já estava a ficar turva, e sentia de algum modo a fraquejar, e a qualquer instante podia desmaiar, então estando ciente desse mesmo ponto, gritei uma vez mais por ajuda, aproveitando assim as minhas ultimas forças.

- Socorro! - puxei por minha voz o mais que podia e tinha para gritar. - Ajudem-me!

Voltei a silenciar o meu choro quando por ventura ouvi uns passos na terra e logo tentei levantar, pois alguém estava por aqui e podia muito bem me ajudar. Com passos ouvi também vozes, não conseguia destingir bem a quem pertenciam, só que ao mesmo tempo suavam a familiares, ou então seriam só mais delírios da minha cabeça e não estava aqui ninguém para me acudir.

- Miranda estas a ouvir? - levantei os olhos dos chão.

Comecei a pensar comigo mesma, que não eram delírios, andava aqui mesmo alguém, tentei gritar, mas a minha voz estava tão fraca, e só encontrei um forma de fazer eles virem ao meu encontro. Peguei em maças e as lancei para o cimo, no mais alto que pode.

- Olha, alguém esta aqui ali no buraco! - suspirei ao ver que alguém havia percebido os meus sinais. Eles corriam e der repente tinhas duas cabeças a olhar para mim. - Menina você esta bem? - era o senhor idoso que perguntava.

Queria muito responder, mas a voz estava tão fraca e que apenas acenei que não, posicionei a minha perna de modo a que eles percebessem o que havia acontecido. Logo o idoso saiu, e o jovem olhava para mim, com preocupação.

- Eu vou ajudar-te a sair dai! - ele posicionou-se no cimo, estendendo a sua mão para mim. - Anda tu consegues! - tentei levantar, fazendo força com a perna que sentia mais estável e tentei alcançar a sua mão. - Estica mais um pouco... - pediu, e eu tentei dar o meu melhor, ate que os meus dedos tocaram os dele. - Isso, calma, não tenhas medo...

Olhei indignada, porque não era mulher de sentir medo de coisa alguma, mas logo esqueci isso. Ele foi puxando pela minha mão, sempre com cuidado, não fosse eu ou ele cair no fundo, que no meu caso seria uma vez mais.

Aos poucos fui alcançando a superfície e com a sua outra mão ajudando a que eu subir-se. Uma vez no cimo, olhei tudo a roda, sentindo um grande impacto da claridade.

- Estas bem? - pegou ao colo, vendo que não estava em condições de andar. - Ei? - não conseguia responder, talvez a fraqueza estivesse a vencer a luta.

Deitou-me no chão e levou ate mim um pouco de agua, onde molhei meu lábios que estavam completamente secos e ásperos. Tentei levantar a cabeça, mas ele impediu com a mão, não tirando os olhos de mim. Consegui perceber em seu olhar a preocupação que sentia por mim.

- Foi uma bela queda essa, não? - sentia-me envergonhada com tal figura, tanto desviei o olhar ate ao chão, porque já sentia a rubra cor vermelha a denunciar o meu embaraço. - Não precisas de ficar com vergonha, acontece! Eu também já cai muita vez em buracos assim! - olhei logo nos seus olhos curiosa.

- A serio? E como conseguis-te sair? - perguntei percebendo que a minha voz aos poucos voltava.
Ele soltou um riso abafado e começou a relatar uma de algumas histórias de sua infância rebelde e divertida, aos poucos comecei a rir também, e a recuperar de algum modo do susto. Agora a dor, essa permanecia igual, tanto que quanto tentei tocar uma perna na outra senti uma dorzinha que arrepie.

- Esta a doer muito? - afastou-se de mim, indo ate a perna e pegando ela com cuidado, para examinar.
Ele era sem duvida um rapaz lindo e atencioso comigo, um verdadeiro herói, porque tinha salvo a minha vida e sorte eu tinha. Tempo depois o senhor idoso que tinha identificado no cimo do buraco voltou.

- Ai que bom que conseguis-te salvar a menina, Miranda! - olhei o rapaz ao ficar a saber o nome, que era mesmo lindo. Suspirei, ao olhar para ele que mais tinha aspecto de anjo.

- Consegui sim, senhor Person, e agora talvez fosse melhor levar esta menina num médico, porque esta ferida... - pegou na minha mão, passando a sua outra na minha cintura, para me ajudar a levantar. - Eu vou leva-la a um lugar ai, talvez alguém possa ajudar, e depois terei todo o gosto em leva-la a casa.

O meu coração batia glorias dentro de mim, porque afinal nem tudo tinha sido perdido neste dia. Ok, já não ia haver tarte de maçã, mas já havia sido salva por um anjo, o que na verdade, era a primeira vez que tal coisa acontecia, estava a ser uma experiência de um conto de fadas, embora não acredita-se muito nesses finais felizes.

Por outro lado, não podia pensar disparates, dado que eu era novinha, tinha apenas os meus 18 anos, e ele devia ter uns mais não sei quantos, que enfim que isso podia importar agora?

Fui levada no seu enlaço ate um posto de socorros da cidade, a senhora que cuidou da minha perna era muito delicada e simpática, porque realmente não mentia quando podia ou não sentir dor durante o seu curativo.

No caminho de volta a casa, tentei várias vezes introduzir conversa com ele, só que faltava aquela coragem que havia ficado perdida no pomar, parecia que eu não era a própria Maria que não tinha papas na língua, não me reconhecia.

- Algum problema? Estas com dor? - levantei os olhos ate a sua altura, parando o passo, para percepcionar melhor a sua altura.

- Não, estou bem... - respondi de imediato, dado a conhecer minha valentia, que o fez rir de algum modo.

- Isso é bom de saber... menina... - ficou pensativo.

- Maria, o meu nome é Maria! - respondi assim deste modo imediato, voltando a ganhar aquele fluxo de coragem que achava perdida.

- Prazer em conhecer, menina Maria, eu sou o Miranda! - sorriu gentilmente, e beijou a minha mão, voltei obviamente a corar com o seu acto.

Feitas as apresentações, retomamos o passo andante ate ao meu portão, quando paramos,fiquei a olhar para ele como uma tola adolescente, perdida em pensamentos e sem palavras a expressar. Mordia varias vezes a língua a medo de falar algum disparate, só que antes que pudesse abrir a boca, já a porta da entrada se abria, e de lá saia a minha mãe a correr ate mim desesperada.

- Maria!!! Filha!!! Onde andas-te? Estava tão preocupada contigo... - ela não dava chance de responder, e quase nem respirar, porque estava a apertar-me muito.

- Mãe... - sussurrei, e ela soltou um pouco do meu abraço, respirei fundo.

Ela olhou para o rapaz que estava ope de mim, e voltou a cair no seu olhar inquisidor em mim. Pela sua expressão já percebia que passava muita coisa, que não seria, precisava de desfazer o mal entendido que a sua cabeça já estava a imaginar.

- Mãe, este é o Miranda, foi ele que me salvou... - as ultimas palavras foram proferidas de um modo tão baixo que já estava a corar novamente.

- Mas o que aconteceu? - levou a mão ao peito a espera de uma explicação.

Estava pronta para contar toda a verdade, já esperando gritos, esteria total, só que a mão de Miranda impediu, e então introduziu o discurso ele. Detestava quando cortavam a minha vontade de falar, e ainda mais quando a verdade era contada por outros, dava sem um ênfase diferente do que realmente tudo era.

- Minha senhora, eu estava a passar perto da estrada com o meu avo, quando encontrei esta menina ferida e caída, e como vê... - olhei para ele espantada, pois estava a distorcer toda a verdadeira história, causando inocência total da minha pessoa. Ele estava a mentir por mim, como alguém mente para salvar outro alguém de ser castigado, da forca. - Prontifiquei-me ajuda-la, e não se preocupe, não foi nada de grave.. - ambos olharam minha perna. - Já a levei num posto de socorro, esta tudo resolvido, agora é repouso.

Levantou os olhos ate mim, fazendo um sinal que só eu percebia, pois a palavra repouso para ele significava muito mais do que realmente era, o que na verdade no meu entender, ele queria dizer que eu não devia voltar aproximar-me daquele lugar.

- Meu Deus, nem sei como lhe agradecer! - a minha mãe estava comovida, isso era realmente emocionante. - Por favor entre, é o melhor que tenho para recompensa-lo pelo que fez. - entrou junto comigo e a minha mãe.

Indiquei a cozinha, e sentei num banquinho ao lado dele, e ao olhar a mesa fiquei espantadissima ao ver a minha tarte de maçã...

- Mãe, a minha tarte... - disse em palavras quase sumidas.

- Sim querida eu esperei tanto tempo por ti que decidi ir a loja mesmo compra-las, e fiz como tu pedis-te.. - esclareceu ao servir o café para Miranda. - Por favor senhor, coma esta boa.

- Sabes uma coisa mãe? - ela acenou que "não" com a cabeça. - Fui salva por um anjo! - olhei ele que sorria feliz por ver que eu estava bem.

- Sem duvida meu amor, agora come, antes que fique fria...

Irónico isto, não? Eu procurava maçãs para a tarte da minha mãe, e arrisquei uma queda num buraco, e ao voltar para casa tinha sido surpreendia com a tarte que tinha causado todo incidente do dia. O que mais podia acontecer a mim?

Peguei num pedaço e o comi com prazer, pois a tarte estava um verdadeiro marajá do mundo e como tal não queria causar má impressão a minha mãe que tinha tido tanto carinho ao prepara-la para mim com todo amor e carinho que só ela sabia depositar em suas receitas que não era para deixar ninguém infeliz, mas ela era única e a melhor do mundo.

Comentários

  1. Eu ia voltar a ler a coração de robot ou então ler mais alguma one shot e aí bati o olho nessa que estava ali ao lado. Vencida pela curiosidade eu abri ela e achei muuuito fofa!

    Lá vai a Maria acordando com vontade de comer uma torta, mas a safada tinha que ir para o lado mais difícil, né? Se ela fazia questão de ir ao pomar e ele é da família dela, acho que o certo era chamar o pai ou ao avô e depois dizer a mãe que preferia as maças dali, ué? Custava nada, não?? Era até melhor que correr o riso, não é?

    Mas lá vai a Maria, que pode ser corajosa, mas foi bem bobinha de ir sem querer avistar ninguém, né? Ela não sabe que é justo nessa hora que tudo dá errado? Não dá pra se esconder coisas das mães, elas tem sexto sentido, captam no ar que queremos esconder algo!

    E lá vai ela, ela podia ter pego algumas e sumido? Mas aí ela me pega a bendita confiança e segue em frente, aí....

    E como eu previa, lá vai ela... Cair no buraco foi pouco, ela se machucou, perdeu a cesta (que quebrou) e ainda ficou sem maças... Ah, e pra piorar ainda foi pega lá no fundo por duas pessoas...

    Acho que agora o avô dela vai saber sim que alguém caiu no buraco sabe? Pode não ser já, mas ele saberá, ehehehehhe.

    MIRANDA! Owwwnnn! Ele a salvou! Mas que fofura!

    E ele foi tão cavalheiro em levá-la ao pronto socorro e depois para casa, beijar sua mão e ser tão fofinho! Que encanto de menino.

    Quando a gente acha que ele não vai fazer nada mais fofo por ela (porque, sim, eu senti daqui que rolou um clima, bem!) ele mente por ela e a salva de uma boa!!!

    Mas que menino de ouro! :D

    Gostei muito da one! :D

    ResponderEliminar
  2. Maria a menina que é teimosa e que não é vencida pela curiosidade, se bem que é a curiosidade quem vence ela. A verdade é que ela não ia suportar não ir no pomar, afinal o mercado mais próximo ainda ficava a alguns quilometros, certo? E na verdade ela não queria estar aborrecer as pessoas só para ceder um pouco do seu tempo e ajuda par a obter o fruto proibido.

    Porém, ela tanto quis, que acabou indo e depois pronto aconteceu o esperado, caiu e perdeu o que queria levar de volta a casa. Azar mesmo, não? E pior é que ela estava ali sozinha e provavelmente a temer passar muito tempo ali largada. Mas ainda bem que duas boas almas que por ali estavam a resgataram, não?

    E de facto Miranda, é um principe desses à moda antiga, tomar encontrar um assim, não? Acho que seriam só mais damas a cair. haha Sim, rolou ali qualquer tipo de clima, mas é cedo para sabe-lo, afinal era um primeiro encontro, um tanto atribulado, mas valia.

    Beijinhos

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