Eleazar
O silencio não era a perfeita combinação da casa de um Misty, mas quando acontecia era porque alguma coisa não estava certa, ou algo de muito estranho estava oculto. Maggie estava sentada sob pensamentos, num belo canto da sala, olhando o reflexo da janela, já o meu filho Alec, ele continuava assistindo tv, não jogando como sempre fazia ou tiritando palavras de implicância infantil. Quanto ao resto, não sabia o que estava acontecer, tudo estava na escuridão aos meus olhos.
- Maggie! - chamei, logo ela retirou com cuidado seus belos olhos da janela. - O que se passa?
A doce menina, ao invés de responder a minha questão, simplesmente saltou para o meu colo, e nesse mesmo gesto retribui dando carinho em seu cabelo, abraçando forte.
- Então o que se passa pequena? - retomei a pergunta, mas ela apenas apertava mais forte sua cabeça no meu ombro.
Olhei para Alec, mas ao invés de obter um pouco da sua atenção, ele simplesmente manteve a cabeça focada no televisor.
Mau alguma coisa estava a bater errada aqui e não gostava nem um pouco de não estar a perceber, ou implemente estar de fora de algum tipo de conspiração, que no fim de contas era que dava a entender.
Minutos depois a porta da frente se abriu, e de lá entrou Caroline em plena discussão com Jasper, como tantas outras vezes acontecia, embora não soubesse ao certo porque da minha surpresa, e bem por ultimo, Carmen, tentando sempre abafar o problema dos jovens.
- Boa noite a todos! - saudou ela, pousando a jaqueta no cabide e a mala no sofá.
- Boa noite para vocês também! - disse eu ao casal aparentemente mau humorado.
- Vou para o meu quarto! - disse a loira subindo as escadas a correr, o que fez com que a pequena no meu colo quisesse a seguir no mesmo rumo saltando para o chão.
- Alguém pode fazer um favor simpático para mim?
Jasper sentou no sofá como um puro lorde, pegando no comando e desviando os canais em plena velocidade. Alec nem uma palavra ditava, simplesmente olhava para ele, ora para mim, ora para a tv.
- Olha Eleazar, nós precisamos de conversar, a uma coisa que deves saber, para não teres surpresas! - alertou Carmen, sentando numa cadeira da mesa de jantar da sala.
Puxei uma cadeira bem seu lado e aguardei atentamente todo o seu dialogo pensado, e de algum modo preocupante.
- Não me digas que houve algum problema na escola com os miúdos! - especulei. - Espera, foi o Jasper... foi suspenso? - cocei a nuca nervoso. - A Caroline que destruiu algum quadro eléctrico?
- Ei eu não fiz nada! - resmungou Jasper do sofá.
- Calma Ele... - disse Carmen, pegando na minha mão involuntariamente, onde olhei logo e a soltou no mesmo minuto.
Respirei fundo umas quantas vezes porque precisava de pensar antes de propriamente agir, ou simplesmente sair por ai culpando, quem na verdade não tinha culpa.
Mexi e remexi as mãos a espera da verdadeira razão da minha suposta compreensão com ela. Então se o tema central não era por conta dos miúdos, era porque havia algo de mais errado a ser reparado, ou simplesmente estávamos metidos numa grande alhada sem tamanho.
- Eleazar, eu fiquei a saber a pouco de que na verdade o Silvestre não é quem parece ser... - ela comentou ao soltar as palavras.
- Como? Carmen, explica isso direito que eu não estou a entender em que sentido queres chegar. - ergui a sobrancelha, ajeitei os óculos meio confuso.
Ela por sua vez ajeitou uma mexa de cabelo que estava de algum modo a soltar na frente de seus olhos, e depois de 2 minutos de silencio de sua parte, ela decidiu quebrar.
- Lembras-te do que aconteceu naquela noite, em que encontramos o corpo no chão da sala? - assenti que sim, mas não via ate que ponto ela queria chegar. - Então, ele estava morto, então em outras palavras ele não podia simplesmente voltar do reino dos mortos. - não entendi direito a sua ironia patente na voz.
- Só por acaso não estas a especular que esse alguém não é ele, certo? - meu coração começou a saltitante inquieto.
- Eleazar, calma...
Levantei da cadeira, andando de um lado para o outro.
- Como queres que eu tenha calma, se um estranho que se fez passar por um falecido para se infiltrar nesta casa esta perto de nós?
Parei bem na frente dela, encarando seus olhos, procurando a resposta exacta que não encontrava por mais profundo que fosse o olhar.
A nossa família estava em risco, o meu filho, eu... Não, eu não podia deixar que nada de mal acontece-se com o Alec, já tinha sido mau demais perder a minha falecida esposa, que eu tanto amei, agora arriscar mais, isso, nem pensar.
- Eu sei que pode parecer tudo tão absurdo, mas entende, não podemos perder a cabeça agora... ele precisa acreditar que não sabemos de nada e na hora certa, atacamos.
- Estás louca?! - gritei com ela. - Lá que tenhas a tua obsessão em encontrar a tua filha que achas perdida, não te dá o direito de agires pelo colectivo. - ela olhou para o lado de certa forma magoada. - Eu vou garantir que o meu filho fica em segurança.
Dei as costas indo ate as escadas, não olhando para trás.
- É isso que pensas fazer??? Fugir? - cerrei o meu olhar nos degraus de madeira maciça que revestiam o delicado degrau. - É esse tipo de ensinamento que queres que o Alec aprenda? - os seus passos vinham em meu retorno. - Eleazar, sinceramente eu pensei que para ti, esta família valesse algo que não apenas fuga.
Caroline
Tudo me deixava muito preocupada. Maggie estava em total medo constante, porque de algum modo ela sabia que o seu papa não estava vivo e que de algum modo essa verdade por dura que fosse a fazia sofrer.
Mas não podia esquecer que a sua doçura de menina, era frágil e neste momento eu como uma boa irmã, mesmo sendo de mentira, a iria proteger. Podia não estar cá amanha, mas hoje garantia com toda a resistência que o seu bem, seria tão igual ao meu.
- Eles já estão a discutir! - comentou a pequena no meu colo. - Não gosto quando eles estão assim, me faz acreditar que se vão separar e eu não quero viver longe do Alec... não quero voltar para o orfanato...
Apertei mais ela em meus braços. Não a queria ver assim, não a sofrer, por outro lado era inevitável ter de ouvir todas as palavras proferidas por eles no andar de baixo. Cada uma na sua intensidade, chegava ate nós como um retorno de fim, mas eu sabia que Eleazar, por mais cabeça medonha, nunca faria nada para prejudicar seu filho, e isso incluía não separar da sua amiga.
- Eles vão acabar por se entender, são adultos e os sabem o que é certo ou não de falar! - expliquei, afagando os cabelos da pequena.
- Porque eu que nao estas a dizer o que realmente sentes! - sussurrou a ela em meio soluçar.
As vezes era difícil tentar amenizar a sensação, mas ao invês disso apenas deixávamos mais duvidas a pairar.
- Acho que agora deves dormir, amanha é o outro dia e não vais querer perder a escola, como hoje! - levantei seus rostinho em minhas mãos, limpando suas despidas lágrimas.
- Porque que vocês me tratam como se eu fosse um bebe! - resmungou a pequena ao levantar do meu colo para vestir o pijama ao qual ajudei.
- Porque para mim vais ser sempre um bebe, a minha irmã mais nova... - sorri, fazendo cocegas na sua barriga do qual consegui arrancar umas gargalhadas doces.
Rennée
Os Misty andavam agir de um modo muito estranho nos últimos tempos, eu não gostava, porque era a senhoria e tinha de ser bem recebida, sim ou não?
Enfim eu era esperta, ate mais que um cão, e por isso eu ia descobrir o que passava naquela casa assim de tão errado, afinal era da minha conta. E esse primo esquisito lá do Eleazar não me havia convencido muito, não.
O homem era estranho e disso não tinha qualquer duvida, mas que mal tinha eu de estar a fazer umas perguntas? Eu não mordia só por saber um pouco mais das convivências dos meus inclinos.
- O que olhas tanto ai, mulher? - ao escutar Charlie ajeitei as cortinas. - Podes disfarçar o que quiseres que já conheço todos os teus truques. - virei para ele. - Para de bisbilhotar a vida dos teus vizinhos da frente.
- Mas que mal tem de eu querer saber? - fiz cara de desentendida.
- Tem que é violação de privacidade, e tu já devias saber melhor dessas leis, porque és casada com um xerife. - peguei num pano desvalorizando.
- Claro, claro... a mesma conversa de sempre, Charlie! - peguei nos pratos que estavam no cimo da mesa para arrumar.
Fui na cozinha os deixei na pia e corri ate a outra janela, dando um anterior olhada, pois não estava nada afim de ouvir um sermão do chato marido que só estragava a minha curiosidade.
E voltei a pousar os olhos na mira certa, e vejamos só quem acabava de ladear o perdimentos Misty... o tal primo de Eleazar.
"Mas o que será que ele andou a fazer por essas horas todas sozinho na rua?" questionei a mim mesma.
- Mãe! - dei um pulo.
- O que queres Jane? Ia morrendo agora do coração, e espero que fiques contente por ter a tua mãe viva, porque se eu morresse, acredita que não terias herança... - ela olhou meio confusa. - Haa.. esquece. - sorri meio forçada. - O que precisas minha linda? - pisquei os olhos como se nada fosse.
- É por causa do uniforme, esta manchado de sangue! - pousei o pano da loiça na pia e fui ate ela.
Peguei a saia do uniforme na minha mão e depois olhei ela.
- Espero que tenhas uma boa explicação para isto, menina Ruane! - activei um pouco a voz.
"Para Rennée Ruane... nódoas são como tiros fora da colatra" pensei mais comigo do que com o mundo.
- Então, eu estava sentada no inter.. - cortei.
- Não precisas de dizer mais nada... tomas-te as precauções??? - segredei bem pertinho dela.
- Precauções?
- Sim... Maria!
- Não sou Maria, sou Jane, mãe!
Respirei fundo, puxando uma cadeira e dando a indicação para ela puxar também uma para si. Fiquei frente a frente para ela e com calma comecei a soltar uma longa conversa de mulher para mulher, como nunca havia imaginado ter.
- Filha... - dei uma olhada na porta, levantando para a fechar, e só depois de verificada a segurança de nossa conversa privada, retomei o dialogo. - Eu sei que és uma adolescente, louca para começar tua vida activa, mas eu como tua mãe preciso alertar para eventuais perigos.
- Não estou a entender o teor desta conversa!
- Agradecia que não me interrompesses Jane! - fiz ar de durona que resultava sempre que os holofotes saiam da minha mira. - Eu compreendo que estejas a entrar numa idade em que queiras provar de tudo, incluindo sexo, mas... - cortou.
- Mãe! - cortei.
- Eu falei para não me interromperes! - ela acenou calando. - Então como estava a dizer a pouco mais, a que ter cuidados, isto é usar precauções para eventualidades seguras. Ok, filha eu realmente estou a ficar muito velha para estas conversas... enfim eu só quero perguntar se.. - ela olhou inclusiva. - que... se ainda és virgem!
- O que?
- Era o que eu temia, a minha linda e prometida filha, já não é VIRGEM???? - ela levantou da cadeira.
- Mãe, sem indiscrição o que você bebeu ao jantar? - questionou ela.
- Que disparate é esse, Jane?
- Não é nenhum disparate, é simplesmente uma pergunta com direito a resposta... - ela cruzou os braços.
- E desde quando eu, Rennée Ruane deve satisfações a própria filha?
- A partir do momento em que o teor das conversas é absolutamente impróprio! - fez ar de inocente.
Peguei na sua saia e levantei da cadeira a derrubando ao chão muito irritada, esfregando quase no seu nariz a sua saia suja de sangue.
- E desde quando é que preocupação de mãe é imprópria? Este sangue na saia não explica o que eu estou a pensar? - ela estava irritada, assim como eu. - Ouve Jane, a virgindade é um caso sério... tu estas a ouvir-me?? Eu vou contar ao teu pai e prepara as tuas malas para ires para um colégio interno na Suíça!
Virei as costas pronta abrir a porta quando ouvi ela novamente.
- O sangue é da minha menstruação! - olhei para ela que estava completamente corada.
- Podias ter falado, eu escusava de ter feito este escândalo todo.
- E tu por acaso deixas-te eu falar alguma coisa? Claro que não, simplesmente me mandavas calar a boca. - defendeu-se.
- Tens razão, creio que te devo um pedido de desculpas. - redimi meu erro. - Mas só hoje que estou bem disposta...
Abracei a minha doce filha, mas ainda assim a minha pulga não saia da orelha de quanto a ter deixado o melhor sermão. Pois os adolescente em pré idade como a da minha filha, estavam destinados a estes erros. Mas eu, como uma boa mãe que era, ia descobrir.
Carmen
Deixei simplesmente Eleazar subir ate ao quarto, para ficar na sala sozinha, apenas na companhia de Jasper e Alec que bem em pouco tempo levantou e correu a escada acima, para de certo modo conversar com o pai, o que era normal depois de obrigatoriamente assistir a uma tremenda discussão.
Sentei no sofá, cruzei os braços muito aborrecida, só queria que todos facilitassem um pouco na compreensão, mas por mais tentativas, eu acho que apenas falhava, e de certo modo, acreditava nas suas puras palavras de quanto a arriscar a vida de todos pela da minha filha.
Eu não tinha intenção de magoar ninguém, muito menos pessoas que eu as via parte da minha vida, mas por outro lado não tinha direito algum de as abandonar, ou simplesmente tirarem de mim da mesma forma que chegaram ate mim.
- Carmen! - chamou Jasper, passando a sua mão no meu ombro. - Ele é cabeça dura, mas no fim sabes que não toma nenhuma decisão sem pensar nas consequências. - olhei para ele. - Eles gosta da gente, jamais fará algo que possa deixar o próprio filho infeliz...
- Quem me dera que tudo fosse tão simples assim, Jasper! - encostei a cabeça no sofá.
- Se quiseres eu sou um bom rapaz e posso falar com ele! - encorajou-se todo.
- Não, eu prefiro que ele reflicta sozinho, e que por sua própria cabeça tome a sua decisão, sem qualquer manipulação. - disse forçando um sorriso.
Jasper era um adolescente meio forçado a pensar em um modo adulto quando na verdade queria, porque neste momento a sua postura, a sua frontalidade pronta para ajudar, mostravam isso, e claro estava que era bom ver que podia contar com sua ajuda.
- Mas se for preciso eu sou um bom rapaz e abro a cabeça dele só para o chamar a razão... - falou ele se levantando para de certo modo se recolher, pois as horas mostravam que já não era tão cedo assim. - Bom indo, ate amanha Carmen...
- Ate amanha Jasper! - acenei.
Tempo depois de Jasper subir as escadas e o silencio se instalar, a campainha da porta se fez sentir. Olhei o relógio, uma vez mais e fiz cara feia.
- Mas quem será?? - perguntei para a porta.
Abri a porta e levei um susto, tentando fechar de novo, mas esse alguém sendo lá quem fosse disfarçado de Silvestre estava a impedir. Comecei a gritar, logo Jasper e Caroline vieram pelas escadas em plenos pijamas a correr.
- Ajudem-me meninos!!!
Jasper ao meu lado começou a pressionar para fechar, mas esse não sei quem estava a resistir.
- Esperem, deixem-me falar, por favor! - implorou esse impostor.
Parei de empurrar a porta, pedindo com um toque no ombro do loiro para desacostar. Ele por sua vez ficou meio reticente de quanto a essa responsabilidade.
- O que tens para falar?? - questionei ao reabrir a porta.
- Vão-me deixar entrar?
- Não achas que já estas abusar?? - perguntou Jasper de peito feito.
- Jasper para! - pediu Caroline.
- Meninos agradeço a vossa ajuda, mas recolham-se!
Pedi com devida delicadeza, mas eles preferiram ignorar o meu pedido, não arredando pé.
- Entra por favor, mas agradeço que sem rodeias, vás directo ao assunto, pois a história de Silvestre já não cola. - cruzei os braços esperando uma resposta.
- É verdade que eu não sou o Silvestre...
- Grande novidade! - intreviu o loiro que logo lancei um olhar fulminante.
- Eu estou aqui porque preciso de ajuda, eu fugi dos maus e juro por Deus que o que conto é verdade... - ergui uma sobrancelha. - Eles usaram-me para ser um isco ate vocês, e depois...
- Tu és uma criança especial??? - Caroline perguntou.
- Sim... eu mostro, posso ir ali me transformar?
- O que?? - Jasper voltou a intervir.
- Jasper! Já chega! - resmunguei, não vendo piada e sentido algum.
Ele saiu da sala indo para um sitio talvez mais resguardado e depois de lá saiu com um aspecto adolescente.
- E qual é o teu nome? - perguntei quando ele retomava a sala.
- James!
O silencio não era a perfeita combinação da casa de um Misty, mas quando acontecia era porque alguma coisa não estava certa, ou algo de muito estranho estava oculto. Maggie estava sentada sob pensamentos, num belo canto da sala, olhando o reflexo da janela, já o meu filho Alec, ele continuava assistindo tv, não jogando como sempre fazia ou tiritando palavras de implicância infantil. Quanto ao resto, não sabia o que estava acontecer, tudo estava na escuridão aos meus olhos.
- Maggie! - chamei, logo ela retirou com cuidado seus belos olhos da janela. - O que se passa?
A doce menina, ao invés de responder a minha questão, simplesmente saltou para o meu colo, e nesse mesmo gesto retribui dando carinho em seu cabelo, abraçando forte.
- Então o que se passa pequena? - retomei a pergunta, mas ela apenas apertava mais forte sua cabeça no meu ombro.
Olhei para Alec, mas ao invés de obter um pouco da sua atenção, ele simplesmente manteve a cabeça focada no televisor.
Mau alguma coisa estava a bater errada aqui e não gostava nem um pouco de não estar a perceber, ou implemente estar de fora de algum tipo de conspiração, que no fim de contas era que dava a entender.
Minutos depois a porta da frente se abriu, e de lá entrou Caroline em plena discussão com Jasper, como tantas outras vezes acontecia, embora não soubesse ao certo porque da minha surpresa, e bem por ultimo, Carmen, tentando sempre abafar o problema dos jovens.
- Boa noite a todos! - saudou ela, pousando a jaqueta no cabide e a mala no sofá.
- Boa noite para vocês também! - disse eu ao casal aparentemente mau humorado.
- Vou para o meu quarto! - disse a loira subindo as escadas a correr, o que fez com que a pequena no meu colo quisesse a seguir no mesmo rumo saltando para o chão.
- Alguém pode fazer um favor simpático para mim?
Jasper sentou no sofá como um puro lorde, pegando no comando e desviando os canais em plena velocidade. Alec nem uma palavra ditava, simplesmente olhava para ele, ora para mim, ora para a tv.
- Olha Eleazar, nós precisamos de conversar, a uma coisa que deves saber, para não teres surpresas! - alertou Carmen, sentando numa cadeira da mesa de jantar da sala.
Puxei uma cadeira bem seu lado e aguardei atentamente todo o seu dialogo pensado, e de algum modo preocupante.
- Não me digas que houve algum problema na escola com os miúdos! - especulei. - Espera, foi o Jasper... foi suspenso? - cocei a nuca nervoso. - A Caroline que destruiu algum quadro eléctrico?
- Ei eu não fiz nada! - resmungou Jasper do sofá.
- Calma Ele... - disse Carmen, pegando na minha mão involuntariamente, onde olhei logo e a soltou no mesmo minuto.
Respirei fundo umas quantas vezes porque precisava de pensar antes de propriamente agir, ou simplesmente sair por ai culpando, quem na verdade não tinha culpa.
Mexi e remexi as mãos a espera da verdadeira razão da minha suposta compreensão com ela. Então se o tema central não era por conta dos miúdos, era porque havia algo de mais errado a ser reparado, ou simplesmente estávamos metidos numa grande alhada sem tamanho.
- Eleazar, eu fiquei a saber a pouco de que na verdade o Silvestre não é quem parece ser... - ela comentou ao soltar as palavras.
- Como? Carmen, explica isso direito que eu não estou a entender em que sentido queres chegar. - ergui a sobrancelha, ajeitei os óculos meio confuso.
Ela por sua vez ajeitou uma mexa de cabelo que estava de algum modo a soltar na frente de seus olhos, e depois de 2 minutos de silencio de sua parte, ela decidiu quebrar.
- Lembras-te do que aconteceu naquela noite, em que encontramos o corpo no chão da sala? - assenti que sim, mas não via ate que ponto ela queria chegar. - Então, ele estava morto, então em outras palavras ele não podia simplesmente voltar do reino dos mortos. - não entendi direito a sua ironia patente na voz.
- Só por acaso não estas a especular que esse alguém não é ele, certo? - meu coração começou a saltitante inquieto.
- Eleazar, calma...
Levantei da cadeira, andando de um lado para o outro.
- Como queres que eu tenha calma, se um estranho que se fez passar por um falecido para se infiltrar nesta casa esta perto de nós?
Parei bem na frente dela, encarando seus olhos, procurando a resposta exacta que não encontrava por mais profundo que fosse o olhar.
A nossa família estava em risco, o meu filho, eu... Não, eu não podia deixar que nada de mal acontece-se com o Alec, já tinha sido mau demais perder a minha falecida esposa, que eu tanto amei, agora arriscar mais, isso, nem pensar.
- Eu sei que pode parecer tudo tão absurdo, mas entende, não podemos perder a cabeça agora... ele precisa acreditar que não sabemos de nada e na hora certa, atacamos.
- Estás louca?! - gritei com ela. - Lá que tenhas a tua obsessão em encontrar a tua filha que achas perdida, não te dá o direito de agires pelo colectivo. - ela olhou para o lado de certa forma magoada. - Eu vou garantir que o meu filho fica em segurança.
Dei as costas indo ate as escadas, não olhando para trás.
- É isso que pensas fazer??? Fugir? - cerrei o meu olhar nos degraus de madeira maciça que revestiam o delicado degrau. - É esse tipo de ensinamento que queres que o Alec aprenda? - os seus passos vinham em meu retorno. - Eleazar, sinceramente eu pensei que para ti, esta família valesse algo que não apenas fuga.
Caroline
Tudo me deixava muito preocupada. Maggie estava em total medo constante, porque de algum modo ela sabia que o seu papa não estava vivo e que de algum modo essa verdade por dura que fosse a fazia sofrer.
Mas não podia esquecer que a sua doçura de menina, era frágil e neste momento eu como uma boa irmã, mesmo sendo de mentira, a iria proteger. Podia não estar cá amanha, mas hoje garantia com toda a resistência que o seu bem, seria tão igual ao meu.
- Eles já estão a discutir! - comentou a pequena no meu colo. - Não gosto quando eles estão assim, me faz acreditar que se vão separar e eu não quero viver longe do Alec... não quero voltar para o orfanato...
Apertei mais ela em meus braços. Não a queria ver assim, não a sofrer, por outro lado era inevitável ter de ouvir todas as palavras proferidas por eles no andar de baixo. Cada uma na sua intensidade, chegava ate nós como um retorno de fim, mas eu sabia que Eleazar, por mais cabeça medonha, nunca faria nada para prejudicar seu filho, e isso incluía não separar da sua amiga.
- Eles vão acabar por se entender, são adultos e os sabem o que é certo ou não de falar! - expliquei, afagando os cabelos da pequena.
- Porque eu que nao estas a dizer o que realmente sentes! - sussurrou a ela em meio soluçar.
As vezes era difícil tentar amenizar a sensação, mas ao invês disso apenas deixávamos mais duvidas a pairar.
- Acho que agora deves dormir, amanha é o outro dia e não vais querer perder a escola, como hoje! - levantei seus rostinho em minhas mãos, limpando suas despidas lágrimas.
- Porque que vocês me tratam como se eu fosse um bebe! - resmungou a pequena ao levantar do meu colo para vestir o pijama ao qual ajudei.
- Porque para mim vais ser sempre um bebe, a minha irmã mais nova... - sorri, fazendo cocegas na sua barriga do qual consegui arrancar umas gargalhadas doces.
Rennée
Os Misty andavam agir de um modo muito estranho nos últimos tempos, eu não gostava, porque era a senhoria e tinha de ser bem recebida, sim ou não?
Enfim eu era esperta, ate mais que um cão, e por isso eu ia descobrir o que passava naquela casa assim de tão errado, afinal era da minha conta. E esse primo esquisito lá do Eleazar não me havia convencido muito, não.
O homem era estranho e disso não tinha qualquer duvida, mas que mal tinha eu de estar a fazer umas perguntas? Eu não mordia só por saber um pouco mais das convivências dos meus inclinos.
- O que olhas tanto ai, mulher? - ao escutar Charlie ajeitei as cortinas. - Podes disfarçar o que quiseres que já conheço todos os teus truques. - virei para ele. - Para de bisbilhotar a vida dos teus vizinhos da frente.
- Mas que mal tem de eu querer saber? - fiz cara de desentendida.
- Tem que é violação de privacidade, e tu já devias saber melhor dessas leis, porque és casada com um xerife. - peguei num pano desvalorizando.
- Claro, claro... a mesma conversa de sempre, Charlie! - peguei nos pratos que estavam no cimo da mesa para arrumar.
Fui na cozinha os deixei na pia e corri ate a outra janela, dando um anterior olhada, pois não estava nada afim de ouvir um sermão do chato marido que só estragava a minha curiosidade.
E voltei a pousar os olhos na mira certa, e vejamos só quem acabava de ladear o perdimentos Misty... o tal primo de Eleazar.
"Mas o que será que ele andou a fazer por essas horas todas sozinho na rua?" questionei a mim mesma.
- Mãe! - dei um pulo.
- O que queres Jane? Ia morrendo agora do coração, e espero que fiques contente por ter a tua mãe viva, porque se eu morresse, acredita que não terias herança... - ela olhou meio confusa. - Haa.. esquece. - sorri meio forçada. - O que precisas minha linda? - pisquei os olhos como se nada fosse.
- É por causa do uniforme, esta manchado de sangue! - pousei o pano da loiça na pia e fui ate ela.
Peguei a saia do uniforme na minha mão e depois olhei ela.
- Espero que tenhas uma boa explicação para isto, menina Ruane! - activei um pouco a voz.
"Para Rennée Ruane... nódoas são como tiros fora da colatra" pensei mais comigo do que com o mundo.
- Então, eu estava sentada no inter.. - cortei.
- Não precisas de dizer mais nada... tomas-te as precauções??? - segredei bem pertinho dela.
- Precauções?
- Sim... Maria!
- Não sou Maria, sou Jane, mãe!
Respirei fundo, puxando uma cadeira e dando a indicação para ela puxar também uma para si. Fiquei frente a frente para ela e com calma comecei a soltar uma longa conversa de mulher para mulher, como nunca havia imaginado ter.
- Filha... - dei uma olhada na porta, levantando para a fechar, e só depois de verificada a segurança de nossa conversa privada, retomei o dialogo. - Eu sei que és uma adolescente, louca para começar tua vida activa, mas eu como tua mãe preciso alertar para eventuais perigos.
- Não estou a entender o teor desta conversa!
- Agradecia que não me interrompesses Jane! - fiz ar de durona que resultava sempre que os holofotes saiam da minha mira. - Eu compreendo que estejas a entrar numa idade em que queiras provar de tudo, incluindo sexo, mas... - cortou.
- Mãe! - cortei.
- Eu falei para não me interromperes! - ela acenou calando. - Então como estava a dizer a pouco mais, a que ter cuidados, isto é usar precauções para eventualidades seguras. Ok, filha eu realmente estou a ficar muito velha para estas conversas... enfim eu só quero perguntar se.. - ela olhou inclusiva. - que... se ainda és virgem!
- O que?
- Era o que eu temia, a minha linda e prometida filha, já não é VIRGEM???? - ela levantou da cadeira.
- Mãe, sem indiscrição o que você bebeu ao jantar? - questionou ela.
- Que disparate é esse, Jane?
- Não é nenhum disparate, é simplesmente uma pergunta com direito a resposta... - ela cruzou os braços.
- E desde quando eu, Rennée Ruane deve satisfações a própria filha?
- A partir do momento em que o teor das conversas é absolutamente impróprio! - fez ar de inocente.
Peguei na sua saia e levantei da cadeira a derrubando ao chão muito irritada, esfregando quase no seu nariz a sua saia suja de sangue.
- E desde quando é que preocupação de mãe é imprópria? Este sangue na saia não explica o que eu estou a pensar? - ela estava irritada, assim como eu. - Ouve Jane, a virgindade é um caso sério... tu estas a ouvir-me?? Eu vou contar ao teu pai e prepara as tuas malas para ires para um colégio interno na Suíça!
Virei as costas pronta abrir a porta quando ouvi ela novamente.
- O sangue é da minha menstruação! - olhei para ela que estava completamente corada.
- Podias ter falado, eu escusava de ter feito este escândalo todo.
- E tu por acaso deixas-te eu falar alguma coisa? Claro que não, simplesmente me mandavas calar a boca. - defendeu-se.
- Tens razão, creio que te devo um pedido de desculpas. - redimi meu erro. - Mas só hoje que estou bem disposta...
Abracei a minha doce filha, mas ainda assim a minha pulga não saia da orelha de quanto a ter deixado o melhor sermão. Pois os adolescente em pré idade como a da minha filha, estavam destinados a estes erros. Mas eu, como uma boa mãe que era, ia descobrir.
Carmen
Deixei simplesmente Eleazar subir ate ao quarto, para ficar na sala sozinha, apenas na companhia de Jasper e Alec que bem em pouco tempo levantou e correu a escada acima, para de certo modo conversar com o pai, o que era normal depois de obrigatoriamente assistir a uma tremenda discussão.
Sentei no sofá, cruzei os braços muito aborrecida, só queria que todos facilitassem um pouco na compreensão, mas por mais tentativas, eu acho que apenas falhava, e de certo modo, acreditava nas suas puras palavras de quanto a arriscar a vida de todos pela da minha filha.
Eu não tinha intenção de magoar ninguém, muito menos pessoas que eu as via parte da minha vida, mas por outro lado não tinha direito algum de as abandonar, ou simplesmente tirarem de mim da mesma forma que chegaram ate mim.
- Carmen! - chamou Jasper, passando a sua mão no meu ombro. - Ele é cabeça dura, mas no fim sabes que não toma nenhuma decisão sem pensar nas consequências. - olhei para ele. - Eles gosta da gente, jamais fará algo que possa deixar o próprio filho infeliz...
- Quem me dera que tudo fosse tão simples assim, Jasper! - encostei a cabeça no sofá.
- Se quiseres eu sou um bom rapaz e posso falar com ele! - encorajou-se todo.
- Não, eu prefiro que ele reflicta sozinho, e que por sua própria cabeça tome a sua decisão, sem qualquer manipulação. - disse forçando um sorriso.
Jasper era um adolescente meio forçado a pensar em um modo adulto quando na verdade queria, porque neste momento a sua postura, a sua frontalidade pronta para ajudar, mostravam isso, e claro estava que era bom ver que podia contar com sua ajuda.
- Mas se for preciso eu sou um bom rapaz e abro a cabeça dele só para o chamar a razão... - falou ele se levantando para de certo modo se recolher, pois as horas mostravam que já não era tão cedo assim. - Bom indo, ate amanha Carmen...
- Ate amanha Jasper! - acenei.
Tempo depois de Jasper subir as escadas e o silencio se instalar, a campainha da porta se fez sentir. Olhei o relógio, uma vez mais e fiz cara feia.
- Mas quem será?? - perguntei para a porta.
Abri a porta e levei um susto, tentando fechar de novo, mas esse alguém sendo lá quem fosse disfarçado de Silvestre estava a impedir. Comecei a gritar, logo Jasper e Caroline vieram pelas escadas em plenos pijamas a correr.
- Ajudem-me meninos!!!
Jasper ao meu lado começou a pressionar para fechar, mas esse não sei quem estava a resistir.
- Esperem, deixem-me falar, por favor! - implorou esse impostor.
Parei de empurrar a porta, pedindo com um toque no ombro do loiro para desacostar. Ele por sua vez ficou meio reticente de quanto a essa responsabilidade.
- O que tens para falar?? - questionei ao reabrir a porta.
- Vão-me deixar entrar?
- Não achas que já estas abusar?? - perguntou Jasper de peito feito.
- Jasper para! - pediu Caroline.
- Meninos agradeço a vossa ajuda, mas recolham-se!
Pedi com devida delicadeza, mas eles preferiram ignorar o meu pedido, não arredando pé.
- Entra por favor, mas agradeço que sem rodeias, vás directo ao assunto, pois a história de Silvestre já não cola. - cruzei os braços esperando uma resposta.
- É verdade que eu não sou o Silvestre...
- Grande novidade! - intreviu o loiro que logo lancei um olhar fulminante.
- Eu estou aqui porque preciso de ajuda, eu fugi dos maus e juro por Deus que o que conto é verdade... - ergui uma sobrancelha. - Eles usaram-me para ser um isco ate vocês, e depois...
- Tu és uma criança especial??? - Caroline perguntou.
- Sim... eu mostro, posso ir ali me transformar?
- O que?? - Jasper voltou a intervir.
- Jasper! Já chega! - resmunguei, não vendo piada e sentido algum.
Ele saiu da sala indo para um sitio talvez mais resguardado e depois de lá saiu com um aspecto adolescente.
- E qual é o teu nome? - perguntei quando ele retomava a sala.
- James!

Numa casa com crianças, silêncio nunca é um bom sinal. Eleazar tem razão em desconfiar que algo de errado está acontecendo por ali. E a conversa dele com a Carmen não foi das mais simpáticas, não? Está certo que ele só quer proteger o filho, mas talvez eles sejam mais fortes se estiverem juntos, não?
ResponderEliminarAcho a relação da Care e da Maggie tão fofa! Elas estão sempre tentando se ajudar, né? Cuidam uma da outra como boas irmãs. :)
Deu a louca na Rennée gente! Que medo! Jane só tinha sofrido um pequeno acidente e a maluca já saiu tirando uma porção de outras conclusões. Se tivesse deixado a menina explicar, teria economizado saliva. Ok que é preocupação de mãe, mas não precisava surtar e querer mandar a filha pra um colégio interno, né?
Jasper pode ser meio cabeça dura em algumas ocasiões, mas sempre está se oferecendo para ajudar, né? E quando Carmen pensou que teria uns minutinhos de sossego, eis que o impostor surge outra vez. E vejam só, é o James! O.O Ele é mais simpático aqui do que nos livros de Twilight?? Espero que seja, viu?
xoxo
De facto é bem verdade, quando o silencio é tanto, ate o pobre desconfia. eheh
ResponderEliminarÉ certo que Carmen, só quis alertar, e com isso acabou mesmo por ter um belo desentendimento com Eleazar. Ok, nao o condeno pelo facto de estar a tentar encontrar uma forma simpática de proteger o que é seu, certo? Mas Carmen, por outro lado esta a ofereceu sua ajuda incondicional, procurar achar soluções juntos.
Melhor mesmo é deixar a poeira assentar.
Amo essas duas juntas, acho que em parte sao as personagem que maior gosto tenho em descrever, porque o afecto que ambas nutrem é tal modo tao caloroso, que aquece o coração de quem le, e escreve, porque é algo algo que vem de dentro de quem na verdade nao tem irmãs e gostava de sentir na pele, esse profundo sentimento.
Rennée pirou mesmo, ela é mesmo louca de pedra, mas fazer o quê?? Se ela ja fez de tudo, e nada me surpreende. kkkk'
Eu tambem acho que ela devia ter dado a oportunidade da filha se explicar, mas ela nem deu tempo... Sorte mesmo foi Jane conseguir falar, se nao o seu destino seria bem frio e longe.
Jasper é uma caixa de surpresas, por de tras da imagem de menino duro, cheio de vontade de implacar, esta um "homem" amadurecido, e prestável. Ja Carmen nao contava com essa surpresa, mas quem sabe nao seja mau o que vem ai, ne? Nunca se sabe...
O James aqui vai ser completamente diferentes da história orginal de Twilight, se bem que o de lá acabou mal eheh.. O melhor é esperar para ver.
Beijinhos