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Coração de Robot - Capitulo 44 - Como irei provar minha inocência

Capitulo 44 - Como irei provar minha inocência

Depois de alertar o Edward sobre o suposto desaparecimento de Alice a minha cabeça não parou mais de dar mil e uma voltas, preocupado apesar de todos os últimos desentendimentos.

Óbvio que eu não queria que Alice sofresse maldade, porem ela mesma acabava de cavar seu próprio buraco sem fim com a justiça.

Voltei a sentar na cadeira uma vez mais na minha cadeira, estava muito tenso, preocupado também, porque não sabia o que ia na sua cabeça numa hora dessas.

- Posso? - olhei de relance para a porta e dei conta de que era Kim que entrava com uma bandeja em mãos com café. - Eu entendo que não tenhas fome, mas tomei a liberdade de preparar um café forte que de certo modo ajuda a atenção necessária nessas horas complicadas! - mostrou hospitalidade.

- Obrigada, Kim! - acenei para que senta-se. - Como esta o Simão? - perguntei por fim ao pegar a xícara.

- Já adicionei o açúcar. - indicou ela ao ver que pagava o meu café, sorri simpático. - E respondendo a tua pergunta ele esta muito melhor, sim. - cruzou a perna.

- Que bom, ou menos haja alguém que fiquei bem no meio dessa confusão que se instalou. - comentei ao fim de tomar um trago e voltar a pousar a xícara na bandeja.

- Jasper eu sei que é uma situação delicada a que acabas de presenciar, mas acontece que Alice não é a pessoa que aparenta. - advertiu ela.

Por mais que a sua opinião sobre Alice fosse totalmente negativa, e que todos os factos assim o apontassem, eu não conseguia vê-la como uma criminosa. Ela era delicada, frágil...

- Isso quer dizer que acreditas que ela possa ser mesmo culpada! - olhei nos seus olhos.

- Para ser sincera contigo, eu acredito que sim, mesmo que lamente e tente achar um modo viável de que ela seja inocente. - baixou o seu olhar, logo levantei de onde estava para sentar ao seu lado.

Kim era uma pessoa incrível, talvez alguém que em outra hora despertasse ideias muito erradas, que no fim de contas essas ideias acabaram mesmo por ser quebradas com o passar do tempo, das conversas longas que havíamos travados, e ate de alguns afectos que havíamos trocado.

Eu sei que haviam coisas erradas nessas trocas simples e carentes, que fim de contas nunca podiam ser sinceras quando na verdade este meu coração por mais carregado de magoa ainda continuava a bater por aquela mulher que havia transformado a minha vida em todas as vertentes, incluindo elas de amor, ou mesmo de tristeza.

- Eu entendo todas as tuas ideias, e que no fim de tudo és quem sai mais fragilizada de tudo isso. - falei ao pousar a mão no seu ombro. - Mas ainda assim acredito que á males que vem por bens, e agora esses bens estão bem credíveis, afinal estas de novo com o teu filho, proporcionar a ele tratamentos que em outra hora não terias possibilidade de conseguir, devido a condições financeiras que desconheço e como sou um cavalheiro, prefiro que assim permaneçam.

- Oh Jasper eu não sei nem o que falar, és mesmo um homem maravilhoso alguém que nunca imaginei poder ter a oportunidade digna de conhecer. - falou ela com um brilho no olhar. - Só tenho agradecer na verdade tudo o que tens feito pelo Simão, acho que nunca terei nem tempo, nem dinheiro de conseguir pagar todo o teu gesto.

- O que é isso... eu faço tudo de coração e olha, o Simão já um filho para mim, um filho do coração. - peguei nas suas mãos sorrindo e acabei mesmo por dar um abraço modesto.

Lucy

A noite já caia na cidade, praticamente já ponderava em desistir da busca pois pela intensa escuridão da noite já assim não o permitia, porem não ia ficar quieta e a espera que a dita cuja desse as caras, não ia mesmo, ate porque isso não era do meu feitio, e dar tempo e espaço aos criminosas era perder tempo de avanço.

Então regressei ao meu escritório, onde antes de mais alguma coisa, alertei o meu namorado para o facto de não estar a horas para jantar, ou sequer acompanha-lo no sono, que no fim de contas era a única coisa nas ultimas semanas que conseguíamos fazer em conjunto.

- Demi, hoje não vai dar para chegar em casa cedo e ter a oportunidade de desfrutar de um bom cerão, mas eu prometo, quer dizer eu vou tentar estar a tempo de conseguir dormir contigo, nem que seja por um pouco, mas acontece que entrei numa fase bastante elaborada e como vês tempo é algo que não consigo controlar. - rodei na cadeira ao alerta-lo ao telemóvel.

- Esta tudo bem meu amor, eu hoje qualquer das formas irei jantar com a Ashley, sabes ela quer retribuir o jantar daquele dia.. - tentei lembrar e logo cheguei ao ponto.

- Claro, acho uma boa ideia, divirtam-se!

- E tu espero que fiques bem, sim? Não quero ter noticias tuas vindas de um hospital! - avisou ele.

- Não te preocupes, esta fugitiva não brinca com armas. - ri de suas palavras tão atenciosas. - Bom o dever chama por mim e terei mesmo de desligar. Boa noite meu amor, beijo.

E ao pousar o aparelho de lado, assentei os cotovelos no tampo da secretária, e nem tive nem tempo de contar 1, 2, 3 que a porta a minha frente já estava abrir.

- Encontrei a nossa fugitiva! - falou Maggie enquanto entrava de rompante na sala com uns tantos detalhados relatórios telefónicos.

Comecei analisa-los muito atenta e dei conta de que havia uma fazenda nas proximidades da propriedade Brandon. Propriedade essa que era antiga e de certo modo alheia a nossos narizes em outra hora farejantes.

- Como é que eu não pensei nisso antes? - levantei da cadeira chateada comigo mesma.

- Não havia forma de saber, existiam cerca de 500 atalhos lembras? - relembrou Maggie. - Não é uma falha nossa, porem ainda vamos bem a tempo de concertar. - debruçou-se na minha mesa.

- Vamos já para lá! - peguei na minha mala e no aparelho telefónico indo de imediato para a porta, quando ela voltou a falar.

- Lucy é demasiado tarde, a esta hora da noite não vamos conseguir ver nada se tratar de uma estrada sem iluminação.

- E vou dar tempo para a fugitiva sair pela manha e eu voltar a perder o seu rastro, claro que não. - dei as costas indo para a entrada dos elevadores.

- Lucy, espera!

Não dei importância ao seu chamamento, e entrei fechando de imediato as portas descendo ate ao parque de estacionamento. Quando entrei no carro já Maggie seguia atrás de mim sem parar de correr.

- Não vou deixar ires sozinha! - entrou no lugar do pendura.

- Que seja, vamos logo.

Dei a ignição acelerando que nem uma louca e ouvindo de todos os lados o "cuidado Lucy não estamos numa pista de rally". Desta vez eu ia apanhar essa fugitiva de jeito, nem que fosse a ultima coisa que eu fizesse.

Ao entrar nesse atalho, segundo as coordenadas dadas pelo radar, o acesso era péssimo, a estrada aqui era um autentico campo de batalha, em que mais facilmente um tanque de guerra andava aqui, do que o meu lindo carro, que no fim contas nem conseguia perceber a onde aquela mulher tinha encontrado tanta impertinencia, que enfim.

A viagem atribulada terminou quando finalmente encontramos a fazenda que segundo o rastreio devia ser essa bem a nossa frente de aspecto robusto que era dado a saber atravez dos meus faróis do carro.

- É aqui! - realçou Maggie, saindo do carro, assim como eu.

- Vamos a isso, não tenho tempo a perder! - bati a porta do carro.


Jasper

O café tomado anteriormente estava a causar muita despertina, na verdade não conseguia dormir, era uma sensação ruim que apertava o meu peito nesse momento, como se a qualquer momento Alice fosse descoberta e zelada como um cão, que é levado a força para o seu poiso.

Mexi e remexi na cama de um lado para o outro, e apenas olhava para o meu despertador vendo que era cedo para o dia, mas tarde para a noite. No visor do telemóvel não tinha nem uma mensagem, nem uma chamada, estava totalmente inquieto.

Então voltei a ligar para o meu cunhado, apesar de saber que era muito tarde para incomodar alguém e deveras indelicado da minha parte, porem a situação assim o punha a meu favor.

- Sim Jasper... - falou entre bocejos Edward do outro lado da linha ao deduzi que o havia acordado nesse momento.

- Desculpa de estar a incomodar a esta hora, mas não consigo estar quieto aqui sem saber de noticias, tenho a sensação de que Alice pode estar a ser apanhada nesse momento. - demonstrei indignação.

- Não tens de pedir desculpas de absolutamente nada, na verdade compreendo a tua falta de sono, mas tal como tu ainda não sei de nada. - bati com o punho cerro na cama. - Tenta descansar mesmo que seja algo difícil, eu aviso-te quando tiver noticias.

- Esta bem!

Alice

Estava deitada nessa cama clássica quando ao levantar para tomar um pouco de agua percebi um clarão na janela e fiquei preocupada, instantes depois já batiam a porta, e eu simplesmente não sabia o que fazer, porque estava encurralada.

- Abra a porta, é a policia!

Levei as minhas mãos a cabeça muito aflita e totalmente atarantada a procura de um ponto de esquivo ao qual fosse seguro e rápido.

- Ok, não vai abrir a porta a bem, vai a mal! - e dois ponta pés se deram e a porta que aparentemente era antiga acabou cedendo.

"Merda" pensei ao olhar a janela e ver que era alta para saltar, contudo teria de arriscar ainda assim ou então seria apanhada. A verdade é que arrisquei, e saltei mesmo sabendo que podia magoar-me muito a sério, ainda assim eu estava ciente do risco, e pela liberdade eu estava disposta a tudo.

Cai de uma forma mal aparatosa nessa grama fria e orvalhada, no entanto comecei a correr com todas as forças que tinha e o meu corpo permitia ter, não tentei sequer olhar para trás para não ter a oportunidade de olhar quem quer que fosse nos seus olhos fundos e frios.

No entanto ao fim de alguns talvez 10, 15 metros as minhas pernas começaram a fraquejar e o meu batimento cardíaco estava altamente acelerado o que impossibilitava de continuar a fuga.

"Bolas eu não consigo mais" pensei ao encostar numa árvore, e começar a ver novamente uma réstia de clarão de lanternas.

Esforcei novamente as minhas pernas para correr e não me deixarem mal, mas uma maldita pedra impediu o meu progresso provocando assim a minha tão grande queda.

- Ali! - as vozes estavam muito próximas de mim, eu já não conseguia ter mais forças, então arrastavam-me pelo chão como se fosse uma lagarta rastejante. - Ali, ali! - cada novo rastejar que eu dava era uma derrota imensa para mim, eu não aguentava mais, terminava aqui a minha fuga. - Parece que a viagem terminou! - falou a moça loira que pelo aspecto que mal conseguia identificar nessa escuridão deveria ser a investigadora louca e sedenta da minha queda, e agora como eu ia provar a minha inocência.

Jasper

Quando finalmente havia pegado no sono o meu telemóvel começou a tocar estridente ao meu lado, fazendo com que eu desse um salto na cama, e logo lembrei de Edward, e atendi sem ou menos olhar.

- Alô?

- Jasper, encontraram Alice eu já estou a ir para o departamento da policia! - Edward falava com muita pressa que dava uma ligeira dificuldade ate a entender.

- Fala mais pausadamente, é que não consegui perceber nada!

- Encontraram Alice! - "Alice?" pensei.

- Eu vou já para ai.

Saltei da cama, procurei apressado por uma camisa e uma calça jeans e nem dei ao trabalho de passar um pente no cabelo, saindo a correr e as pressas, tanto que calçava pelo caminho.

Lucy

Havia perdido uma noite inteira de sono, mas desta vez garantia a mim mesma que não era em vão, porque o caso estava meramente resolvido, agora cabia a justiça traçar a sua sentença.

- Eu tenho direito ao meu advogado, eu quero falar com ele! - resmungava ela enquanto era acompanhada ate a cela.

- Claro que tem, todos os criminosos tem direito a sua defesa, esta na lei. - falei irónica.

- Eu não matei ninguém, eu estou inocente. - a sua voz era tão fraca e suplicante que dava pena, mas pessoas de sangue frio não mereciam nem isso.

- Prove! - dito isto dei as costas.


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