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Dust in the Wind - Capitulo 2 - Preocupação e preguiça

Caroline havia tido uma boa noite, apesar de suas amigas não terem dormido consigo em casa como ela gostava, porem era um dia de semana em que as jovens precisavam de recolher-se cedo para que no dia seguinte regressassem a escola sem problemas de atrasos, apesar de conhecer perfeitamente a sua amiga Elena e seus perigosos despistes.

Ela terminava de traçar a sua trança longa quando a xerife Forbes entrou quarto com um sorriso encorajador para quem sentia que o dia só ia ser péssimo, pois ir a um hospital não era a coisa mais alegre para quem estava doente, certo?

- Filha, o carro esta pronto lá fora... - disse a mãe, preocupada ao ver que a jovem não parava de encarar o espelho a sua frente. - Se quiseres eu posso ir contigo, ate porque ontem a noite estive analisar o meu horário e tenho uns colegas que trocavam de turno se eu precisasse! - informou ela carinhosa e ao mesmo tempo mostrando seu incansável apoio de boa mãe que era e que a filha não duvidava.

- Deixa estar mãe, eu sei que queres ajudar, mas eu já sou crescidinha, posso muito bem ir sozinha nesse hospital! - forçou um sorriso Caroline, quando tomava toda a sua atenção na mãe que se abaixava para deixar um beijo na testa. - Tens de parar de tentar aparar todas as minhas fraquezas. - alertou ela, fazendo um pequeno beicinho.

- Caroline, minha princesa eu não consigo ver-te assim, e não fazer nada. - ela afastou uma mexa de cabelo que a loira tinha na frente dos olhos e profundamente olhos de tom celeste do olhar da doce filha. - Sinto que falhei de alguma forma.

- Tu jamais falhas-te em alguma coisa. - advertiu a jovem abrindo um sorriso de quem tem orgulho da própria mãe, não pelo cargo de emprego mas por ser quem era. - Quem falhou na nossa vida, foi simplesmente o meu pai, e isso tu não tens culpa, ate porque tens feito um trabalho exemplar de mãe presente, porque tens sido os dois incansavelmente. - a mãe mostrou um sorriso de orelha a orelha por ouvir tais sinceras palavras da sua única relíquia, que alias qualquer mãe ficava assim.

Depois de trocas de amor e afecto de mãe e filha, chegou a hora e Caroline partir em rumo ao hospital se não queria chegar atrasada ao ciclo de consultas externas. Já a xerife estava irredutível ao ver a jovem entrar no carro e ter aquela simples e apertada vontade de entrar junto e acompanhar a sua cria.

Contudo a jovem não arreda a ideia da cabeça e acaba mesmo por seguir sozinha acenando um adeus simpático a mãe e um beijo de mão. Já esta fica a porta acenando ate ver o carro sumir.

Ao chegar no bem dito parque do hospital, a loira sentia um arrepio na espinha ao escutar sirenes insistentes darem entrada na central "urgência do hospital" em que para lá vinham também os chamados gritos de agonia, e cheiros de deixar qualquer pessoa enjoada pela manha.

Ignorando isso tudo ela seguiu seu caminho, clicando no botão para subir ate ao andar da consulta na parte oncológica do edifício. Ao entrar para dentro das portas do elevador que vinha já por si cheio de pessoas, deu de caras com um conhecido da família, o doutor Pascal.

Como o elevador ia quase em tipo de sardinha em lata, ela esforçou-se por conseguir com alguns "licença" chegar ate ao médico. Ela deu um simples encontrão no senhor que ao olhar para ela ficou feliz, embora desconhecendo talvez as razões da sua vinda.

- Caroline Forbes, como estas crescida! - comentou o senhor ao olhar de alto a baixo a jovem que corava ao receber um elogio de todo tamanho. - Como estão teus pais? Oh meu Deus não vejo eles a tanto tempo. - levou a mão a testa batendo. - É verdade, desculpa... - olhei para ele meio confusa. - Eu fiquei sabendo a pouco tempo que a tua mãe e o Bill se separaram, lamento mesmo.

- Há, eu já me acostumei, sabe há coisas que não estão destinadas a ser como sonhamos. - e dito isto o elevador parou, a jovem olhou de imediato para os números digitais da tabela superior e viu que ainda faltava mais dois pisos para sair.

- Bom eu vou já sair neste andar, mas qualquer das formas foi bom ver-te! - sorriu ele pedindo licença as pessoas para sair. - E, manda cumprimentos a tua mãe! - disse já fora das portas.

- Serão entregues. - mas a porta se fechou bem antes que o senhor pudesse escutar as suas palavras.

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Se por um lado uns estavam a digerir-se para o hospital, outros simplesmente regressavam a mais um maldito dia de aulas, em que acordar cedo e ter de abrir abrir livros era um sacrifício sem tamanho, como era o caso de Niklaus Mikaelson que era um autentico preguiçoso em matéria de Aritmética.

- Klaus, tens de parar com isso! - resmungava a loira do lado dele, quando estavam sentando a ver as pessoas passar a sua frente de mochilas as costas. - Se não começares imediatamente a estudar, sabes que vais ter de repetir o ano! - advertiu a jovem ao ver que o rapaz não ligava alguma ao que acabava de falar. - Ok, já percebi que não estas importado com o facto de ficar no ensino médio a vida toda, mas eu não vou deixar que o meu melhor amigo se afunde por estupidez, não vou deixar mesmo.

- Rebekah, por favor dá para calares essa linda boca? - pediu ele com alguma ironia na voz, que fez com que a garota calasse de imediato. - Obrigada! - agradeceu ele em tom de brincadeira, levantando do banco do jardim, seguindo caminho ate ao edifício das matemáticas.

Ao atravessar as portas do mesmo, ele foi surpreendido pelo bando de amigos que partilhavam o mesmo desporto que ele na secção extra-curricular da escola, sendo que essa era a chamada parte mais divertida de vir as aulas.

- Vais estudar mesmo? É sério o que estou a ver, Niklaus? - perguntou em tom de brincadeira acrescida Marcel, que estava bem ao lado de Kol que não prenunciava uma palavra como se estivesse com medo de receber um raio em sua cabeça.

- É sério mesmo, alguém precisa de estudar nesta escola, não é? - respondeu o loiro dando dois novos passos a frente. - Atenção estas não são palavras minhas, são de Rebekah! - dirigiu-se a eles com um olhar de gozo, voltando as costas em seguida e subir as escadas a correr.

Ao ouvir as explicações do professor ele começou arrepender-se de ter vindo para a sala, porque o sono já batia na sua face como quem pede para entrar sem sair. No entanto, ele precisava de fazer um esforço mesmo que esse fosse mais fraco na luta pela atenção de tomar nota das matérias em questão.

Já trás da sua carteira, Elena e Bonnie não paravam de cochichar baixo uma para a outra, e tendo aqueles tiques de risada contagiante que fez com que o professor parasse de imediato a sua explicação e dirigi-se o seu olhar repreendedor a carteira de onde vinha o barulho e que de certo modo interrompia todo o processo de aula.

- Senhorita Bennett e senhorita Gilbert, podiam fazer o favor de partilhar a piada com a turma? - pediu ele, o que fez com que as duas meninas pararem de imediato e ficassem confusas a olhar os colegas que as encaravam sérios e cheios de expectativa.

- Desculpe senhor professor eu não percebi o problema! - abriu o livro Elena meio desorientada a procura de um exercício, e olhando o professor de seguida. - Em que página é que esta mesmo?

- Senhorita Gilbert, não falava de matemática, mas sim de algo que as meninas tinham de mais interessante para falar na minha aula. - relembrou ele.

- há... há... - ela procurou uma caneta no estojo meio desorientada.

- Estávamos a discutir o processo do trabalho de português! - respondeu Bonnie para grande espanto de Elena.

- Estávamos? - questionou a morena confusa do lado da amiga.

- Estávamos sua tola. - a amiga deu um beliscão na colega sussurrando baixo em tom de segredo. - Não volta acontecer, senhor professor. - desculpou-se de imediato a Bonnie.

E depois de retomado o continuado sofrimento da aula, o silencio se instalou apenas se ouvindo a voz grave do professor e o barulho do giz rangendo no quadro quando ele escrevia coisas e mais coisas para anotar em nossos cadernos.

Niklaus estava mesmo a começar a gostar de assistir as aulas de matemática por ter umas colegas que conseguiam arrancar um pouco de humor em momentos de pura concentração. Claro, era difícil tal coisa, certo?

Quando o sinal da campainha tocou, toda a gente começou arrumar suas coisas e dirigir-se para a saída. Uns indo para o recreio, outros seguindo ate aos cacifos, ou simplesmente para esconderijos de namorados.

Ao atravessar as portas da sala foi imediatamente chamado pelo professor atrás de si, ele podia jurar consigo mesmo que a pessoa estaria a fazer tudo isso de propósito porque era uma hora em que toda a gente teria uma pausa de tudo.

- Sim senhor professor! - Niklaus dirigiu-se a ele com um ar de bom aluno.

- Eu estive analisar mais cedo os seus resultados deste ano, e penso que se não começa a estudar, não vai ter chance de passar a cadeira de matemática. - alertou ele, mesmo o jovem loiro já estar muito bem ciente do seu risco.

- Eu sei que tenho baldado um pouco aos estudos, mas prometo que vou melhorar ate ao fim do ano. - comprometeu-se com um ar de responsável que logo o docente assentiu como algo positivo.

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Na sala de espera a tensão de ser chamada a qualquer momento era muita, Caroline estava nervosa e ansiosa por sair de imediato do hospital porque lhe causava arrepios e o medo de ter de ficar muitas mais horas dentro dessas quatro paredes que a prendiam a faziam ficar mais tensa ainda.

Ela pegou de imediato a bolsa, tirando de lá uma revista para distrair seus pensamentos de eventuais coisas que fossem todas elas negativas, no entanto a sua distracção durou bem pouco tempo, pois já vinha a entrar pela parte central uma senhora de bata branca a chamar por seu nome.

- Caroline Forbes! - ela levantou da cadeira num pulo, arrumando de seguida a revista toda desengonçada na bolsa. - Sala 7, por favor vá entrando que a doutora já vai lá ter. - disse a senhora que apontava para o fim do corredor.

Ao trilhar esse corredor escuro e extenso, a loira sentiu um novo arrepio na espinha que a fez reter o passo, encostando a cabeça a parede e vendo quase tudo desfocado.

- A menina esta bem? - perguntou uma enfermeira que passava naquele momento.

- Sim... - recuperou momentaneamente a cor e a nitidez de tudo.

Então avistou a famosa sala que tinha na sua plaqueta de mostruário numero 7 e então rodou a maçaneta da porta entrando e sentando na cadeira a frente da secretária do médico assistente.

Minutos depois de já estar instalada na sala, a doutora entrou, sorrindo amável como tinha na sua ideia que qualquer médico assim o fosse para seus utentes.

- Então o que temos aqui hoje! - ela sentou na secretária digitando no teclado do computador, imprimindo uns imensos relatórios de exames que havia feito numa outra altura de uma ultima rotina que pensando bem não tinha sido a muito tempo.

Ela começou analisar os papeis que tinha em mãos, fazendo várias caras que para ela eram difíceis de decifrar, porque nunca havia sido boa em jogos de mímica. Então já começando a tremer as mãos no colo, e a bater o pé no chão impaciente perguntou:

- Doutora esta tudo bem? - a médica baixou os relatório e pegou numa caneta daquelas de sublinhar e traçou um risco de baixo de uns valores que eram estranhos para alguém como ela que não tinha conhecimentos da área, ela virou a página no meu sentido.

- Caroline estes são os valores da hemoglobina e como vês, os valores estão muito a baixo do normal, o que significa que terei de aumentar a dosagem do teu medicamento, e se não conseguir ate a uma ultima consulta um bom resultado, teremos de recorrer a uma nova etapa. - explicou ela com cuidado e ao mesmo tempo de um modo fácil de entender.

- Isso quer dizer que terei de passar pela fazer de fazer uma tracção lombar? - a jovem olhou meio assustada para a médica a sua frente. - Uma transfusão de medula óssea?

- Calma Caroline! - tranquilizou a médica, pegando na sua mão. - Para já não vamos pensar nisso, ok? - Caroline balançou a cabeça em sinal positivo.


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