Duas semanas depois daquela festa no Mystic Grill, que Rebekah não havia esquecido mais a presença desagradável de Cami. Ela estava farta de saber o quanto aquela garota podia ser perigosa ao ponto de destruir a felicidade alheia, contudo, ela presava demais o bem do amigo para estar a chateá-lo ao contar sobre esses absurdos que nada tinham haver com ele neste momento, que estava finalmente tão feliz ao lado da sua namorada nova.
No entanto, a loira era fraca no que dizia respeito a guardar os rancores para si, e mesmo não estando sozinha no momento, que pelo contrário estava bem acompanhada de Matt, em seu quarto, ela não achava a hora certa de sair por ai falando de tudo, mesmo que essa fosse a sua vontade.
Porem, o garoto dos olhos azuis, tinha razão no que dizia respeito a ela deixar de pensar demasiado nos outros e começar a pensar mais em si, como mulher, como garota que quer ser feliz, porem isso era tão mais difícil que acertar na lotaria. Pois de volta e meia, ela estava pregada na mesma machadada.
- Ei, Bekah! - o garoto passou o polegar no rosado rosto dela quando percebeu que a cabeça da jovem estava na lua. - Está tudo bem? - ele questionou ainda assim ao fim de ver que ela pouco mexia os olhos, como se focasse o olhar em algum ponto. - Sabes que podes falar comigo, e acho que posso até não ser perfeito, mas... - ela acabou beijando os lábios dele de forma a silencia-lo, e mesmo Matt não estando a estando a espera acabou retribuindo da mesma forma intensa.
Ao fim de alguns beijos, trocas incensáveis de olhares, ele manteve as suas mãos fixas no rosto dela, como quem pede para falar abertamente de algo que a deixa talvez mais presa. Então, esta ao ver que não teria chance de deixar o namorado mais tranquilo, acabou mesmo desabafando.
- Lembras-te daquela garota loira da noite do Grill? - questionou ela mexendo numa mexa de cabelo na frente da orelha direita.
- Lembro vagamente, mas o que tem ela? - ele sentou ao lado dela, pousando a sua mão no colo com ternura, e buscando ver os olhos dela nos seus. - Bekah! - ela acabou lançando os olhos aos seus em retorno do pedido de atenção visual. - Ela fez alguma coisa contigo?
- Directamente não, na verdade, ela fez com o Klaus! - Rebekah falou num sussurro. - Eles foram namorados durante algum tempo, em New Orleans. - começou a explicar a história para que ele pudesse de alguma forma entender o que tanto podia perturba-la.
- Só que Cami não era a garota mais simples de levar a sério! - ela deu um meio sorriso ao ver atenção do namorado em si. - Ela tinha um feitio especial, uma forma manipuladora de tratar as pessoas, e era desprezível.
O rapaz mantinha-se quieto escutando toda a história que a loira incansavelmente tentava explicar por mais que para si fosse algo pelo qual pouco gostava de recordar. Haviam muitas coisas que ela nunca ia esquecer, como o facto de Cami ter destruído parte de sua felicidade, de como facilmente a havia conseguido deixar contra o melhor amigo, e como esse odio a deixou cega ao ponto de ficar contra muitas outras coisas.
Por mais que tivessem passado alguns anos, e que algumas coisas tivessem mudado, Rebekah recordava de tudo como se tivesse sido no dia anterior, como se aquele buraco negro nunca tivesse sido fechado.
- Mas porque eles terminaram a relação? Na verdade, porque a odeias tanto? - ele queria entender a verdadeira razão do veredicto.
A jovem pegou num filamento de ganga das suas jeans que estava a desfazer-se e o puxou, puxou até rebentar, e nesse instante ela subiu o olhar que em outro segundo havia sido baixado.
- Porque ela foi a culpada do fim da minha relação com o meu ex-namorado. - ela cerrava o punho, mas já o rapaz passava as duas mãos delicadamente nele, o abrindo. - Eu era muito feliz com o Diego, tínhamos tudo para ter uma relação perfeita, contudo ela não era feliz com o que tinha, ela queria mais e mais. - suspirou. - Matt, ela tirou tudo de mim, o meu melhor amigo, o meu namorado e quase conseguiu deixar o Elijah contra mim... - virou o rosto gradualmente para a janela. - mas a sorte é que tenho um irmão perfeito e não manipulável.
- Ei, isso não vai acontecer comigo, eu prometo. - ele puxou o rosto dela calmamente para beijar e a deitou no colo, fazendo caricias em seus cabelos longos. - Ela até pode vir, mas não vai conseguir tirar-me de ti, eu prometo. - beijou o alto da testa dela sorrindo.
- Obrigada, Matt! - sorriu fechando um pouco os olhos para tentar dormir.
De um lado haviam aqueles que andavam preocupados com ameaças do passado, por outro haviam aqueles que preparavam as ameaças do futuro, como era o caso de Damon, que mesmo não estando com Elena, não mudava certas e determinadas ideias contra o irmão.
A verdade é que toda a Mystic Falls sabia que a relação dos irmãos Salvatore era de longe a melhor e exemplar de uma família, em primeiro lugar eles nunca haviam tido um termo de família correto por assim dizer, depois cada um fazia o que queria e ninguém chegava perto de uma repreensão.
Talvez o mal de tudo estivesse mesmo ai, na falta de disciplina, na falta do carácter, ou no simples facto de haver a falta do carinho que eles como rapazes, nunca haviam presenciado anteriormente. Mesmo assim, Stefan era muito diferente do Damon recebendo o mesmo tratamento. Menos delinquente talvez, mais responsável, porem mais indeciso no que dizia respeito a tomar decisões.
Por anos, havia sido Damon a tomar partido de muitos dos problemas existenciais da família quando Stefan por obra de deus, havia desaparecido com Katherine sem deixar uma única pista. Claro está que durante esse tempo Elena ficou devastada, com o facto de nunca ter recebido uma noticia do namorado, que no fim nem isso era mais.
Nesse contexto, o moreno dos olhos azuis, havia mostrado uma faceta ate bem antes desconhecida para todos. Para lá ficava escondido o bad boy e se soltava o menino certo, que até um dado tempo havia sido a luz dos olhos da morena Gilbert, no entanto onde havia fumo, havia fogo, e as aparências eludiam muito.
Stefan voltou, a sua relação com a morena dos caracóis búlgara terminou e a chama antiga pela jovem namorado do irmão mais velho voltou com a mesma intensidade do primeiro encontro atrás do ginásio da escola.
Desde então, as coisas haviam mudado bastante, a vida de dois irmãos que pouco travavam contacto, havia se tornado um insuportável ambiente. As discussões eram continuas, o cheiro ao álcool era intenso, os barulhos femininos constantes dentro das quatro paredes e pior de tudo era o silencio quando tudo acabava.
O moreno dos olhos verdes, andava preocupado e de certo modo, toda essa preocupação o perturbava bastante. Não que ele ficasse importado com o facto do irmão manter o seu silencio continuo, mas com o facto do que podia estar a passar em sua cabeça nesse momento.
Pois a revelação da gravidez de Elena, havia sido uma tamanha revelação para todos, incluindo Stefan, que mesmo não sendo o pai dessa criança, mas como estava com ela, ele faria qualquer coisa só para que tanto a mãe da criança como o próprio bebe se sentissem bem. Coisa que neste momento o começava a preocupar, pois Damon como pai biológico, e com os direitos que tinha, podia jogar a seu favor tirando da ex-namorada tudo o que ela mais preza, o próprio filho.
E lá estava ele a preparar para mais um noitada no bar local, procurando a sua camisa ideal para impressionar umas tantas mais garotas que pensando bem, elas nem ligavam se ela andava vestido ou nu, pois elas apenas o viam como um atributo sexual, assim como ele a elas.
Ao sorrir para o espelho ele deu conta de quem alguém o observava por horas e não era uma visita daquelas que ele pudesse falar com grande animo, pois ser espiado pelo irmão não era de todo a coisa mais divertida.
- Nem vou perguntar a quanto tempo estás ai, porque estás com cara de quem está a criar raízes! - comentou ele gracejo enquanto analisava a barba feita recentemente, pegando num frasco de after shave.
- Estou a ver que vais sair esta noite, como todas as outras que enfim, nem parece inesperado. - comentou o rapaz ao desencostar da porta e dar um passo a frente.
- Acho que devias fazer o mesmo, porque olha só, a tua vida vai mudar bastante, as tuas horas de sono vão deixar de ser o que eram. - deu uma gargalhada forte o que fez Stefan perder parcialmente a cabeça, mas se segurou forte e feio por consideração a Elena. - Que nervoso que ele fica, aconselho a mudares um pouco, ou vais morrer cedo como todos os palhaços da praça. - riu-se de si próprio pelo modo como introduzia o cómico.
- És desprezível! - resmungou entre dentes o rapaz.
- Não é o que elas dizem! - pegou a jaqueta a vestindo na frente do espelho fazendo um sorriso daqueles de ator de cinema.
- Quando é que pensas parar com as tuas gracinhas e começas a agir que nem um homem de verdade? - Damon não gostou de forma alguma de como o irmão introduzia as palavras, tendo aquela leve insinuação de maricas no ar.
- Olha lá, eu não sou nenhuma flor de estufa como estás para ai a insinuar, para tua informação sou muito homem, caso contrário como achas que a tua linda namorada ficaria grávida? - e tudo o que se escutou nesse instante em respostas foi um suco de fazer o rapaz cair ao chão e juntos iniciaram uma forte pancadaria.
Pela hora de deitar, Rebekah decidiu que ia ficar melhor se fosse directamente para casa ficar na sua cama deitadinha e não pensar mais nem um pouco nesse problema chato. No entanto, Matt como bom rapaz que mostrava ser, implorou por tudo para que ela ficasse, o que não mudou em nenhum pouco a decisão dela. A loira quando colocava uma coisa na cabeça era para seguir até ao fim e se não fosse assim, então nada ia correr bem.
- Tens mesmo a certeza que não queres ficar? - perguntou ele acompanhando ela até ao portão.
- Tenho sim, eu preciso mesmo de ficar um pouco sozinha, e pensar em mim por um tempo, se não eu acabo não conseguindo ficar bem, e depois tu não mereces levar com os meus desabafos chatos. - ela mostrou um sorriso sincero.
- Sabes perfeitamente que eu gosto de ouvir tudo o que falas... - sussurrou ele entre um beijo leve e simples. - E tens a certeza que não queres que leve em casa? - ele olhou nos olhos dela enquanto afastava a mexa da frente dos olhos.
- Tenho, não te preocupes! - a jovem piscou o olho para ele acenando um adeus enquanto afastava da casa e atravessava a rua com minúcia no cuidado com os carros que circulavam em ambos os sentidos.
Ela caminhava tranquilamente até casa, quando por meio desse caminho, um carro que circulava no sentido contrário a sua rua, parou. Ela podia jurar que era algum vizinho a chegar de mais uma jornada de trabalho, contudo ao ver o vidro do veiculo descer e ver a cara de quem era, ela teve vontade de gritar, e de fugir, mas o medo e ódio era irmãos na fase de aceitar a enfrenta-los. Então ela tinha de aprender a enfrentar Cami, por mais que isso lhe custasse.
- Olá, Rebekah! - sorriu meio irónica ela dentro do carro. - Como é que estas? Não me digas que o teu amigo colorido dispensou-te! - tentou adivinhar.
- Engraçado, não lembro de ter dado liberdade para falares da minha vida. - a garota estava disposta a virar as costas quando a moça não satisfeita continuou o seu jogo.
- Então, isso são modos de tratar uma velha amiga? - a loira voltou a olhar a outra que mostrava um sorriso cínico.
- Que eu saiba nunca fomos amigas, nem nunca vamos ser, entendes? - ela bateu o pé firme. - Nunca!
- Nunca, digas nunca! - riu-se toda. - Tanta revolta em ti, não faz bem... - pegou o golss da bolsa e puxou o espelho para pintar os lábios na frente da garota em forma de provocação e depois olhou. - Eu ficaria aqui a noite inteira a falar contigo, mas tenho um determinado rapaz loiro e de olho azul que espera-me para uma noite bem interessante.
- Boa sorte! - ela acabou dando de ombros.
- Não estas interessada em saber quem é esse rapaz? - ela questionou.
- Seja lá quem for... - aproximou da janela do carro baixando um pouco a cabeça ao nível dela. - vai descobrir com que tipo de cobra está a meter.
No entanto, a loira era fraca no que dizia respeito a guardar os rancores para si, e mesmo não estando sozinha no momento, que pelo contrário estava bem acompanhada de Matt, em seu quarto, ela não achava a hora certa de sair por ai falando de tudo, mesmo que essa fosse a sua vontade.
Porem, o garoto dos olhos azuis, tinha razão no que dizia respeito a ela deixar de pensar demasiado nos outros e começar a pensar mais em si, como mulher, como garota que quer ser feliz, porem isso era tão mais difícil que acertar na lotaria. Pois de volta e meia, ela estava pregada na mesma machadada.
- Ei, Bekah! - o garoto passou o polegar no rosado rosto dela quando percebeu que a cabeça da jovem estava na lua. - Está tudo bem? - ele questionou ainda assim ao fim de ver que ela pouco mexia os olhos, como se focasse o olhar em algum ponto. - Sabes que podes falar comigo, e acho que posso até não ser perfeito, mas... - ela acabou beijando os lábios dele de forma a silencia-lo, e mesmo Matt não estando a estando a espera acabou retribuindo da mesma forma intensa.
Ao fim de alguns beijos, trocas incensáveis de olhares, ele manteve as suas mãos fixas no rosto dela, como quem pede para falar abertamente de algo que a deixa talvez mais presa. Então, esta ao ver que não teria chance de deixar o namorado mais tranquilo, acabou mesmo desabafando.
- Lembras-te daquela garota loira da noite do Grill? - questionou ela mexendo numa mexa de cabelo na frente da orelha direita.
- Lembro vagamente, mas o que tem ela? - ele sentou ao lado dela, pousando a sua mão no colo com ternura, e buscando ver os olhos dela nos seus. - Bekah! - ela acabou lançando os olhos aos seus em retorno do pedido de atenção visual. - Ela fez alguma coisa contigo?
- Directamente não, na verdade, ela fez com o Klaus! - Rebekah falou num sussurro. - Eles foram namorados durante algum tempo, em New Orleans. - começou a explicar a história para que ele pudesse de alguma forma entender o que tanto podia perturba-la.
- Só que Cami não era a garota mais simples de levar a sério! - ela deu um meio sorriso ao ver atenção do namorado em si. - Ela tinha um feitio especial, uma forma manipuladora de tratar as pessoas, e era desprezível.
O rapaz mantinha-se quieto escutando toda a história que a loira incansavelmente tentava explicar por mais que para si fosse algo pelo qual pouco gostava de recordar. Haviam muitas coisas que ela nunca ia esquecer, como o facto de Cami ter destruído parte de sua felicidade, de como facilmente a havia conseguido deixar contra o melhor amigo, e como esse odio a deixou cega ao ponto de ficar contra muitas outras coisas.
Por mais que tivessem passado alguns anos, e que algumas coisas tivessem mudado, Rebekah recordava de tudo como se tivesse sido no dia anterior, como se aquele buraco negro nunca tivesse sido fechado.
- Mas porque eles terminaram a relação? Na verdade, porque a odeias tanto? - ele queria entender a verdadeira razão do veredicto.
A jovem pegou num filamento de ganga das suas jeans que estava a desfazer-se e o puxou, puxou até rebentar, e nesse instante ela subiu o olhar que em outro segundo havia sido baixado.
- Porque ela foi a culpada do fim da minha relação com o meu ex-namorado. - ela cerrava o punho, mas já o rapaz passava as duas mãos delicadamente nele, o abrindo. - Eu era muito feliz com o Diego, tínhamos tudo para ter uma relação perfeita, contudo ela não era feliz com o que tinha, ela queria mais e mais. - suspirou. - Matt, ela tirou tudo de mim, o meu melhor amigo, o meu namorado e quase conseguiu deixar o Elijah contra mim... - virou o rosto gradualmente para a janela. - mas a sorte é que tenho um irmão perfeito e não manipulável.
- Ei, isso não vai acontecer comigo, eu prometo. - ele puxou o rosto dela calmamente para beijar e a deitou no colo, fazendo caricias em seus cabelos longos. - Ela até pode vir, mas não vai conseguir tirar-me de ti, eu prometo. - beijou o alto da testa dela sorrindo.
- Obrigada, Matt! - sorriu fechando um pouco os olhos para tentar dormir.
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De um lado haviam aqueles que andavam preocupados com ameaças do passado, por outro haviam aqueles que preparavam as ameaças do futuro, como era o caso de Damon, que mesmo não estando com Elena, não mudava certas e determinadas ideias contra o irmão.
A verdade é que toda a Mystic Falls sabia que a relação dos irmãos Salvatore era de longe a melhor e exemplar de uma família, em primeiro lugar eles nunca haviam tido um termo de família correto por assim dizer, depois cada um fazia o que queria e ninguém chegava perto de uma repreensão.
Talvez o mal de tudo estivesse mesmo ai, na falta de disciplina, na falta do carácter, ou no simples facto de haver a falta do carinho que eles como rapazes, nunca haviam presenciado anteriormente. Mesmo assim, Stefan era muito diferente do Damon recebendo o mesmo tratamento. Menos delinquente talvez, mais responsável, porem mais indeciso no que dizia respeito a tomar decisões.
Por anos, havia sido Damon a tomar partido de muitos dos problemas existenciais da família quando Stefan por obra de deus, havia desaparecido com Katherine sem deixar uma única pista. Claro está que durante esse tempo Elena ficou devastada, com o facto de nunca ter recebido uma noticia do namorado, que no fim nem isso era mais.
Nesse contexto, o moreno dos olhos azuis, havia mostrado uma faceta ate bem antes desconhecida para todos. Para lá ficava escondido o bad boy e se soltava o menino certo, que até um dado tempo havia sido a luz dos olhos da morena Gilbert, no entanto onde havia fumo, havia fogo, e as aparências eludiam muito.
Stefan voltou, a sua relação com a morena dos caracóis búlgara terminou e a chama antiga pela jovem namorado do irmão mais velho voltou com a mesma intensidade do primeiro encontro atrás do ginásio da escola.
Desde então, as coisas haviam mudado bastante, a vida de dois irmãos que pouco travavam contacto, havia se tornado um insuportável ambiente. As discussões eram continuas, o cheiro ao álcool era intenso, os barulhos femininos constantes dentro das quatro paredes e pior de tudo era o silencio quando tudo acabava.
O moreno dos olhos verdes, andava preocupado e de certo modo, toda essa preocupação o perturbava bastante. Não que ele ficasse importado com o facto do irmão manter o seu silencio continuo, mas com o facto do que podia estar a passar em sua cabeça nesse momento.
Pois a revelação da gravidez de Elena, havia sido uma tamanha revelação para todos, incluindo Stefan, que mesmo não sendo o pai dessa criança, mas como estava com ela, ele faria qualquer coisa só para que tanto a mãe da criança como o próprio bebe se sentissem bem. Coisa que neste momento o começava a preocupar, pois Damon como pai biológico, e com os direitos que tinha, podia jogar a seu favor tirando da ex-namorada tudo o que ela mais preza, o próprio filho.
E lá estava ele a preparar para mais um noitada no bar local, procurando a sua camisa ideal para impressionar umas tantas mais garotas que pensando bem, elas nem ligavam se ela andava vestido ou nu, pois elas apenas o viam como um atributo sexual, assim como ele a elas.
Ao sorrir para o espelho ele deu conta de quem alguém o observava por horas e não era uma visita daquelas que ele pudesse falar com grande animo, pois ser espiado pelo irmão não era de todo a coisa mais divertida.
- Nem vou perguntar a quanto tempo estás ai, porque estás com cara de quem está a criar raízes! - comentou ele gracejo enquanto analisava a barba feita recentemente, pegando num frasco de after shave.
- Estou a ver que vais sair esta noite, como todas as outras que enfim, nem parece inesperado. - comentou o rapaz ao desencostar da porta e dar um passo a frente.
- Acho que devias fazer o mesmo, porque olha só, a tua vida vai mudar bastante, as tuas horas de sono vão deixar de ser o que eram. - deu uma gargalhada forte o que fez Stefan perder parcialmente a cabeça, mas se segurou forte e feio por consideração a Elena. - Que nervoso que ele fica, aconselho a mudares um pouco, ou vais morrer cedo como todos os palhaços da praça. - riu-se de si próprio pelo modo como introduzia o cómico.
- És desprezível! - resmungou entre dentes o rapaz.
- Não é o que elas dizem! - pegou a jaqueta a vestindo na frente do espelho fazendo um sorriso daqueles de ator de cinema.
- Quando é que pensas parar com as tuas gracinhas e começas a agir que nem um homem de verdade? - Damon não gostou de forma alguma de como o irmão introduzia as palavras, tendo aquela leve insinuação de maricas no ar.
- Olha lá, eu não sou nenhuma flor de estufa como estás para ai a insinuar, para tua informação sou muito homem, caso contrário como achas que a tua linda namorada ficaria grávida? - e tudo o que se escutou nesse instante em respostas foi um suco de fazer o rapaz cair ao chão e juntos iniciaram uma forte pancadaria.
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Pela hora de deitar, Rebekah decidiu que ia ficar melhor se fosse directamente para casa ficar na sua cama deitadinha e não pensar mais nem um pouco nesse problema chato. No entanto, Matt como bom rapaz que mostrava ser, implorou por tudo para que ela ficasse, o que não mudou em nenhum pouco a decisão dela. A loira quando colocava uma coisa na cabeça era para seguir até ao fim e se não fosse assim, então nada ia correr bem.
- Tens mesmo a certeza que não queres ficar? - perguntou ele acompanhando ela até ao portão.
- Tenho sim, eu preciso mesmo de ficar um pouco sozinha, e pensar em mim por um tempo, se não eu acabo não conseguindo ficar bem, e depois tu não mereces levar com os meus desabafos chatos. - ela mostrou um sorriso sincero.
- Sabes perfeitamente que eu gosto de ouvir tudo o que falas... - sussurrou ele entre um beijo leve e simples. - E tens a certeza que não queres que leve em casa? - ele olhou nos olhos dela enquanto afastava a mexa da frente dos olhos.
- Tenho, não te preocupes! - a jovem piscou o olho para ele acenando um adeus enquanto afastava da casa e atravessava a rua com minúcia no cuidado com os carros que circulavam em ambos os sentidos.
Ela caminhava tranquilamente até casa, quando por meio desse caminho, um carro que circulava no sentido contrário a sua rua, parou. Ela podia jurar que era algum vizinho a chegar de mais uma jornada de trabalho, contudo ao ver o vidro do veiculo descer e ver a cara de quem era, ela teve vontade de gritar, e de fugir, mas o medo e ódio era irmãos na fase de aceitar a enfrenta-los. Então ela tinha de aprender a enfrentar Cami, por mais que isso lhe custasse.
- Olá, Rebekah! - sorriu meio irónica ela dentro do carro. - Como é que estas? Não me digas que o teu amigo colorido dispensou-te! - tentou adivinhar.
- Engraçado, não lembro de ter dado liberdade para falares da minha vida. - a garota estava disposta a virar as costas quando a moça não satisfeita continuou o seu jogo.
- Então, isso são modos de tratar uma velha amiga? - a loira voltou a olhar a outra que mostrava um sorriso cínico.
- Que eu saiba nunca fomos amigas, nem nunca vamos ser, entendes? - ela bateu o pé firme. - Nunca!
- Nunca, digas nunca! - riu-se toda. - Tanta revolta em ti, não faz bem... - pegou o golss da bolsa e puxou o espelho para pintar os lábios na frente da garota em forma de provocação e depois olhou. - Eu ficaria aqui a noite inteira a falar contigo, mas tenho um determinado rapaz loiro e de olho azul que espera-me para uma noite bem interessante.
- Boa sorte! - ela acabou dando de ombros.
- Não estas interessada em saber quem é esse rapaz? - ela questionou.
- Seja lá quem for... - aproximou da janela do carro baixando um pouco a cabeça ao nível dela. - vai descobrir com que tipo de cobra está a meter.

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