Caroline passava mais uma vez o perfume na sua roupa, ela queria cheirar tão bem para o namorado para que assim nunca tirasse o nariz de cima de si. É certo que Niklaus não precisava de um incentivo para ficar preso nela, e que isso do perfume era só um miminho aromático, que qualquer rapariga gostava de adicionar.
Quando ao olhar o espelho e ver que estava tudo dentro dos conformes, pegou na bolsa e encaminhou para a porta da rua, tirando da fechadura a chave e assim sair para garagem no intuito de pegar o carro e seguir o quanto antes até ao shopping.
No entanto, havia alguém bem pronto para pregar sua prenses a uma pequena distancia, isso mesmo a Cami estava por ali assistir a tudo enquanto alguém a seu comando preparava algo. Na sua ideia o rapto que tinha em mente teria de ser perfeito e sem deixar rastro, pois quanto menos as pessoas soubessem, menos o loiro podia ter chances de encontrar a namorada.
"Ficando a Caroline de fora, o caminho fica totalmente livre para mim! Oh que máximo!" pensou ela batendo palmas dentro do seu carro esperando a garota entrar na maldita garagem e assim dar sinal ao rapaz para prosseguir com o plano. "Anda lá, idiota! Entra logo!" pensou novamente vendo pelo espelho uma porta abrir-se. "Ótimo!" sorriu irónica ao pegar o gloss e passar nos lábios fingidamente, enquanto alguém por ali via seu sinal.
Por outro lado, o loiro acabava de chegar no parque de estacionamento do Shopping, mas não havia sinal da namorada, o que o fez pensar que talvez tivesse atrasada com alguma coisa, o que na medida do possível, seria perfeitamente natural. Normalmente mulheres eram demoradas com suas coisinhas mínimas, certo? E essa loira bonita não seria secessão.
O tempo foi passando, ele acabou mesmo por enviar uma nova sms a cada 3 minutos. Ok, pensar que ela estava atrasada por pouco era normal, agora não falar nada e não aparecer o deixava em preocupação maior. Então, decidiu ligar, mas não houve retorno das chamadas, pois todas que fazia, acabavam caindo na caixa postal.
"Ora bolas, mas o que aconteceu? Será que a mãe dela apareceu e agora estão em alguma briga maior?" perguntou a si mesmo enquanto mentalmente encaminhava de voltava até ao carro, na ideia de ir até casa dela para verificar se ela efectivamente estaria por lá.
Contudo, Caroline acabava de entrar numa emboscada sem tamanho, quando um rapaz tapou sua boca com um lenço de cheiro intenso de fazer uma pessoa adormecer sem mais. Ela nunca imaginaria que algo assim podia acontecer consigo, e agora ela estava no porta malas do próprio carro, onde o rapaz saia a todo o gás seguido por Cami em seu carro com aquele sorriso vitorioso, como quem acaba de ganhar a primeira batalha da guerra.
Por estrada fora aos solavancos de cá para lá fizeram a menina dentro do porta malas acordar e sentir-se completamente as escuras e ao mesmo tempo sufocada, o que a deixava com medo e de certo modo confusa, face ao que havia acontecido consigo, mesmo não recordando ao certo.
"O que se passa aqui? Onde é que eu estou? E para onde eu vou?" ela perguntava para si o tempo todo, mas nada do que via, era uma resposta conclusiva. Mesmo assim ela não queria ficar ali, e iria arranjar alguma forma de sair, nem que fosse necessário irritar esse alguém que a havia tirado de seu destino.
Ela mesmo no escuro, usou das mãos para apalpar o falso chão que se encontrava deitada e mesmo não esperando encontrou um pé de cabra o que seria suficiente para fazer barulho, e por outro lado a pressa acabaria ouvindo. Ela bateu uma, bateu duas e o carro começou acelerar mais como se isso fosse um prazer. Caroline irritada, e bufar cansada continuou seguida de gritos histéricos.
- Ei! Tire-me daqui! - gritava bem alto o suficiente que conseguia. - Por favor, eu quero sair daqui!
Ao chegar a rua da residência Forbes, Niklaus encostou o carro saindo a correr mesmo com o motor da ignição ligado. Ele apenas queria saber se estava tudo bem e porque a namorada simplesmente não retornava as ligações.
Ele tocou a campainha umas tantas vezes, e nada. Espreitou as janelas baixas da sala, procurando por alguma evidencia de estar alguém em casa, mas nada aparentava que de facto a namorada por ali pudesse estar. Definitivamente isso o começou a preocupar, pensando que talvez ela tivesse sentido mal pelo caminho, ou que estivesse caída no andar de cima, coisa que ele nunca podia tirar conclusão de facto ficando ali parado.
O loiro afastou um pouco da janela procurando uma pedra para lançar e assim entrar. "Peço imensas desculpas senhora Forbes ao que irei fazer, mas estou preocupado, e com certeza irá me agradecer!" pensou ele ao pegar um pedregulho e o lançar sem pudor no vidro da janela, e segundos depois escutar estilhaços de vidro quebrados no chão.
Antes mesmo que pudesse entrar dentro da casa como qualquer outra pessoa de consciente maluco, verificou se ninguém pela rua o observava, sendo que esse tipo de observação ele nunca podia tirar com uma conclusão precisa, pois sempre havia aquela probabilidade de ter gente na janela que ele nunca sabia, ou jamais via. Enfim, ele entrou pisando os cacos de vidro quebrado no chão.
- Caroline? Amor? Estás ai? - ele chamava por ela enquanto caminhava ora para a cozinha, depois pelos corredores, e a verdade é que não obtinha resposta. - Caroline! Fala comigo! - ele implorava enquanto subia os degraus da escada 3 a 4 de cada vez.
Ele percorreu pente fino no andar superior tudo, e a única coisa que deu conta foi do cheiro intenso do perfume da namorada. "Será que ela já saiu?" questionou-se mentalmente pegando o aparelho novamente da algibeira e não ter qualquer tipo de retorno, mas ainda assim ligar para ela, pois isso já estava a começar a ser um caso perigoso. Então não sabendo que mais fazer, decidiu dar uma tentativa de senhora Forbes, mesmo tendo na ideia de que esta podia de facto ou desligar o telefone na cara ou simplesmente dar uma coça de língua.
A xerife que entrava dentro do carro patrulha para uma ronda num bairro perigoso e deveras alarmante, deu conta de que o aparelho tocava na algibeira. Inicialmente pensou ser alguém do serviço para pedir algo, ou enviar uma nova informação face a algum propósito. Contudo, ao ver no visor do aparelho o nome do rapaz, que por consequência disso, era Niklaus, o seu pensamento no momento foi deveras desagradável. "Só me faltava mais este neste momento." Ela decidiu atender, mesmo tendo já a língua pronta para o despachar em três tempos, o rapaz.
- Senhora Forbes! - ela revirou os olhos ao escutar a voz do rapaz um tanto ou quanto preocupada.
- O que queres? - ela questionou ríspida, não tendo na ideia fazer tema de conversa alongado. - Espero que sejas rápido e não me faças perder muito tempo, porque estou a trabalhar. - ela deu a ignição naquele momento, entrando na linha de estrada.
- A Caroline, ela... - cortou.
- O que tem a minha filha? Ela não atende as tuas ligações? - a senhora questionou mesmo distante face ao problema que desconhecia e que de algum modo quando soubesse ia mudar tudo. - Não vejo o que eu possa fazer em relação aos vossos problemas... - deitou o olho a estrada virando a direcção.
- A Caroline desapareceu! - o loiro não aguentava mais escutar a forma sarcástica como a senhora o tratava, e a verdade é que a única coisa que escutou naquele instante, foi um carro a travar ferozmente. - Senhora Forbes? - chamou para ver se realmente a senhora estava bem.
- O que aconteceu com a minha filha? Como ela foi desaparecer assim do nada?
Niklaus viu que não era hora de mentir para uma mãe preocupada e que na verdade tinha mesmo de contar que a filha ia sair as escondidas para se encontrar com o namorado, mesmo contra a vontade da mãe. Mesmo assim, ela já estava farta de saber que o casal continuava a ter contacto mesmo as escondidas, e que burra ela não era, não por ser uma boa xerife, mas por já ter passado a vida que a filha vive.
- Eu e a sua filha íamos nos encontrar no cinema, e ela não apareceu lá, na verdade eu tentei entrar em contacto com ela diversas vezes, acredite. - explicou ele nervoso. - Mas ela nunca retornou nem sms's e nem ligações. - a mãe de Caroline ficou completamente perdida naquele momento. - Eu fui na sua casa, ninguém estava ao ponto de eu saber, pois ninguém atendia, então eu tive mesmo de entrar partindo um vidro de uma janela, eu sei a senhora vai querer que eu pague o concerto, é óbvio,
pagarei! - ele estava tão nervoso quanto medroso a falar. - Mas ela não está em casa, nem o carro dela está... eu acho que aconteceu alguma coisa grave.
- Eu agradeço do fundo do coração tudo, mas eu me sinto culpada por este problema, que agora nem sei como resolver. - ela tirou o cinto, saiu do carro dialumbrando na volta do veiculo. - Eu errei comparar o vosso tipo de relação a que não deu certo no passado, espero que me possas perdoar um dia, porque eu só queria pedir perdão a minha doce menina que agora eu não sei que vou conseguir fazê-lo.
- Tenha calma senhora Forbes, eu prometo que iremos encontrar a Caroline, nem que tenhamos de passar pente fino em todo o estado. - ele queria ficar confiante tanto pela senhora do outro lado da linha quanto a si que estava tão abalado olhar a cama da sua jovem amada. - Não irei parar, enquanto não a encontrar! - ele cerrou punho batendo na parede enquanto fechava os olhos querendo conter a dor das suas lágrimas involuntárias.
Mesmo alheia ao que na verdade era aquilo que acontecia consigo, a jovem não parava as suas tentativas de ser ouvida por alguém. É certo que o medo de estar na vertente de algum tipo de rapto a deixava bem assustada.
Ela só queria sair dali, chegar no seu destino, ficar nos braços do namorado, ou no colo da mãe, que mesmo estando de relações semi-cortadas, ela até ponderava fazer as pazes, mesmo. Só quando pensava ou Niklaus, ou na senhora sua mãe, Caroline não continha as lágrimas que minuto em minuto escorriam na sua face.
Por outro lado, havia quem ria das lágrimas que a jovem chorava sem controlar, e ainda tinha mais prazer em sentir um choro comum. Cami acabava de entrar num trilho de acesso a uma fazenda abandonada, onde ninguém além dela e o capanga teriam acesso para encontrar a garota. Claro está que isso a enaltecia tanto mais que o caminho de volta a velha relação seria uma forte e instantânea verdade.
"Oh Nik, quem sempre espera, sempre alcança!" pensou ela ao virar o carro de forma a ficar na posição certa de mais tarde arrancar de volta a Mystic Falls. Quando por ventura a jovem foi tirada do porta-malas deu de caras com a loira, que até nem lhe era nada conhecida, pelo menos a primeira vista. Na ideia que tinha, o namorado havia mencionado sim que ela era um tanto obcecada por ele, e que não tinha qualquer compaixão ao perigo que podia simplesmente causar a outros.
- Olá Caroline! - saudou esta sem pudor e com alguma ironia na voz o que fez a outra virar a cara repugnante. - Olha lá, garota! - Cami apertou o queixo da jovem com alguma agressividade por ser tão desvalorizada. - Aqui não terás o namoradinho para te defender, ok? - e assim deu uma gargalhada que fez estremecer Caroline ao tirar uma primeira avaliação ao deserto que o sitio era. - É bom que fiques ciente disso minha menina. Esta será a tua casa, até eu querer! - pouso os óculos de sol na cabeça.
- Não tens como manter-me aqui toda a vida, Niklaus vai encontrar-me, a minha mãe vai encontrar meios de achar este lugar! - a loira debateu-se toda nos braços do rapaz que a pegava.
- Uau, que estou como estou assustada! - fingiu medo na cara a garota que continuamente debatia para se soltar. - Se eu fosse a ti, poupava as tuas forças, acredita! Vais precisar tanto! - deu de ombros a loira acenando ao rapaz para a levar para dentro e a trancar. - Adeus, Caroline! - acenou fingidamente. - Deixa estar que eu cuidarei maravilhosamente bem do Nik, por ti. - então entrou dentro do carro saindo a todo o gaz de retorno a cidade fingir seu teatro dissimulado.
Quando ao olhar o espelho e ver que estava tudo dentro dos conformes, pegou na bolsa e encaminhou para a porta da rua, tirando da fechadura a chave e assim sair para garagem no intuito de pegar o carro e seguir o quanto antes até ao shopping.
No entanto, havia alguém bem pronto para pregar sua prenses a uma pequena distancia, isso mesmo a Cami estava por ali assistir a tudo enquanto alguém a seu comando preparava algo. Na sua ideia o rapto que tinha em mente teria de ser perfeito e sem deixar rastro, pois quanto menos as pessoas soubessem, menos o loiro podia ter chances de encontrar a namorada.
"Ficando a Caroline de fora, o caminho fica totalmente livre para mim! Oh que máximo!" pensou ela batendo palmas dentro do seu carro esperando a garota entrar na maldita garagem e assim dar sinal ao rapaz para prosseguir com o plano. "Anda lá, idiota! Entra logo!" pensou novamente vendo pelo espelho uma porta abrir-se. "Ótimo!" sorriu irónica ao pegar o gloss e passar nos lábios fingidamente, enquanto alguém por ali via seu sinal.
Por outro lado, o loiro acabava de chegar no parque de estacionamento do Shopping, mas não havia sinal da namorada, o que o fez pensar que talvez tivesse atrasada com alguma coisa, o que na medida do possível, seria perfeitamente natural. Normalmente mulheres eram demoradas com suas coisinhas mínimas, certo? E essa loira bonita não seria secessão.
O tempo foi passando, ele acabou mesmo por enviar uma nova sms a cada 3 minutos. Ok, pensar que ela estava atrasada por pouco era normal, agora não falar nada e não aparecer o deixava em preocupação maior. Então, decidiu ligar, mas não houve retorno das chamadas, pois todas que fazia, acabavam caindo na caixa postal.
"Ora bolas, mas o que aconteceu? Será que a mãe dela apareceu e agora estão em alguma briga maior?" perguntou a si mesmo enquanto mentalmente encaminhava de voltava até ao carro, na ideia de ir até casa dela para verificar se ela efectivamente estaria por lá.
Contudo, Caroline acabava de entrar numa emboscada sem tamanho, quando um rapaz tapou sua boca com um lenço de cheiro intenso de fazer uma pessoa adormecer sem mais. Ela nunca imaginaria que algo assim podia acontecer consigo, e agora ela estava no porta malas do próprio carro, onde o rapaz saia a todo o gás seguido por Cami em seu carro com aquele sorriso vitorioso, como quem acaba de ganhar a primeira batalha da guerra.
Por estrada fora aos solavancos de cá para lá fizeram a menina dentro do porta malas acordar e sentir-se completamente as escuras e ao mesmo tempo sufocada, o que a deixava com medo e de certo modo confusa, face ao que havia acontecido consigo, mesmo não recordando ao certo.
"O que se passa aqui? Onde é que eu estou? E para onde eu vou?" ela perguntava para si o tempo todo, mas nada do que via, era uma resposta conclusiva. Mesmo assim ela não queria ficar ali, e iria arranjar alguma forma de sair, nem que fosse necessário irritar esse alguém que a havia tirado de seu destino.
Ela mesmo no escuro, usou das mãos para apalpar o falso chão que se encontrava deitada e mesmo não esperando encontrou um pé de cabra o que seria suficiente para fazer barulho, e por outro lado a pressa acabaria ouvindo. Ela bateu uma, bateu duas e o carro começou acelerar mais como se isso fosse um prazer. Caroline irritada, e bufar cansada continuou seguida de gritos histéricos.
- Ei! Tire-me daqui! - gritava bem alto o suficiente que conseguia. - Por favor, eu quero sair daqui!
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Ao chegar a rua da residência Forbes, Niklaus encostou o carro saindo a correr mesmo com o motor da ignição ligado. Ele apenas queria saber se estava tudo bem e porque a namorada simplesmente não retornava as ligações.
Ele tocou a campainha umas tantas vezes, e nada. Espreitou as janelas baixas da sala, procurando por alguma evidencia de estar alguém em casa, mas nada aparentava que de facto a namorada por ali pudesse estar. Definitivamente isso o começou a preocupar, pensando que talvez ela tivesse sentido mal pelo caminho, ou que estivesse caída no andar de cima, coisa que ele nunca podia tirar conclusão de facto ficando ali parado.
O loiro afastou um pouco da janela procurando uma pedra para lançar e assim entrar. "Peço imensas desculpas senhora Forbes ao que irei fazer, mas estou preocupado, e com certeza irá me agradecer!" pensou ele ao pegar um pedregulho e o lançar sem pudor no vidro da janela, e segundos depois escutar estilhaços de vidro quebrados no chão.
Antes mesmo que pudesse entrar dentro da casa como qualquer outra pessoa de consciente maluco, verificou se ninguém pela rua o observava, sendo que esse tipo de observação ele nunca podia tirar com uma conclusão precisa, pois sempre havia aquela probabilidade de ter gente na janela que ele nunca sabia, ou jamais via. Enfim, ele entrou pisando os cacos de vidro quebrado no chão.
- Caroline? Amor? Estás ai? - ele chamava por ela enquanto caminhava ora para a cozinha, depois pelos corredores, e a verdade é que não obtinha resposta. - Caroline! Fala comigo! - ele implorava enquanto subia os degraus da escada 3 a 4 de cada vez.
Ele percorreu pente fino no andar superior tudo, e a única coisa que deu conta foi do cheiro intenso do perfume da namorada. "Será que ela já saiu?" questionou-se mentalmente pegando o aparelho novamente da algibeira e não ter qualquer tipo de retorno, mas ainda assim ligar para ela, pois isso já estava a começar a ser um caso perigoso. Então não sabendo que mais fazer, decidiu dar uma tentativa de senhora Forbes, mesmo tendo na ideia de que esta podia de facto ou desligar o telefone na cara ou simplesmente dar uma coça de língua.
A xerife que entrava dentro do carro patrulha para uma ronda num bairro perigoso e deveras alarmante, deu conta de que o aparelho tocava na algibeira. Inicialmente pensou ser alguém do serviço para pedir algo, ou enviar uma nova informação face a algum propósito. Contudo, ao ver no visor do aparelho o nome do rapaz, que por consequência disso, era Niklaus, o seu pensamento no momento foi deveras desagradável. "Só me faltava mais este neste momento." Ela decidiu atender, mesmo tendo já a língua pronta para o despachar em três tempos, o rapaz.
- Senhora Forbes! - ela revirou os olhos ao escutar a voz do rapaz um tanto ou quanto preocupada.
- O que queres? - ela questionou ríspida, não tendo na ideia fazer tema de conversa alongado. - Espero que sejas rápido e não me faças perder muito tempo, porque estou a trabalhar. - ela deu a ignição naquele momento, entrando na linha de estrada.
- A Caroline, ela... - cortou.
- O que tem a minha filha? Ela não atende as tuas ligações? - a senhora questionou mesmo distante face ao problema que desconhecia e que de algum modo quando soubesse ia mudar tudo. - Não vejo o que eu possa fazer em relação aos vossos problemas... - deitou o olho a estrada virando a direcção.
- A Caroline desapareceu! - o loiro não aguentava mais escutar a forma sarcástica como a senhora o tratava, e a verdade é que a única coisa que escutou naquele instante, foi um carro a travar ferozmente. - Senhora Forbes? - chamou para ver se realmente a senhora estava bem.
- O que aconteceu com a minha filha? Como ela foi desaparecer assim do nada?
Niklaus viu que não era hora de mentir para uma mãe preocupada e que na verdade tinha mesmo de contar que a filha ia sair as escondidas para se encontrar com o namorado, mesmo contra a vontade da mãe. Mesmo assim, ela já estava farta de saber que o casal continuava a ter contacto mesmo as escondidas, e que burra ela não era, não por ser uma boa xerife, mas por já ter passado a vida que a filha vive.
- Eu e a sua filha íamos nos encontrar no cinema, e ela não apareceu lá, na verdade eu tentei entrar em contacto com ela diversas vezes, acredite. - explicou ele nervoso. - Mas ela nunca retornou nem sms's e nem ligações. - a mãe de Caroline ficou completamente perdida naquele momento. - Eu fui na sua casa, ninguém estava ao ponto de eu saber, pois ninguém atendia, então eu tive mesmo de entrar partindo um vidro de uma janela, eu sei a senhora vai querer que eu pague o concerto, é óbvio,
pagarei! - ele estava tão nervoso quanto medroso a falar. - Mas ela não está em casa, nem o carro dela está... eu acho que aconteceu alguma coisa grave.
- Eu agradeço do fundo do coração tudo, mas eu me sinto culpada por este problema, que agora nem sei como resolver. - ela tirou o cinto, saiu do carro dialumbrando na volta do veiculo. - Eu errei comparar o vosso tipo de relação a que não deu certo no passado, espero que me possas perdoar um dia, porque eu só queria pedir perdão a minha doce menina que agora eu não sei que vou conseguir fazê-lo.
- Tenha calma senhora Forbes, eu prometo que iremos encontrar a Caroline, nem que tenhamos de passar pente fino em todo o estado. - ele queria ficar confiante tanto pela senhora do outro lado da linha quanto a si que estava tão abalado olhar a cama da sua jovem amada. - Não irei parar, enquanto não a encontrar! - ele cerrou punho batendo na parede enquanto fechava os olhos querendo conter a dor das suas lágrimas involuntárias.
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Ela só queria sair dali, chegar no seu destino, ficar nos braços do namorado, ou no colo da mãe, que mesmo estando de relações semi-cortadas, ela até ponderava fazer as pazes, mesmo. Só quando pensava ou Niklaus, ou na senhora sua mãe, Caroline não continha as lágrimas que minuto em minuto escorriam na sua face.
Por outro lado, havia quem ria das lágrimas que a jovem chorava sem controlar, e ainda tinha mais prazer em sentir um choro comum. Cami acabava de entrar num trilho de acesso a uma fazenda abandonada, onde ninguém além dela e o capanga teriam acesso para encontrar a garota. Claro está que isso a enaltecia tanto mais que o caminho de volta a velha relação seria uma forte e instantânea verdade.
"Oh Nik, quem sempre espera, sempre alcança!" pensou ela ao virar o carro de forma a ficar na posição certa de mais tarde arrancar de volta a Mystic Falls. Quando por ventura a jovem foi tirada do porta-malas deu de caras com a loira, que até nem lhe era nada conhecida, pelo menos a primeira vista. Na ideia que tinha, o namorado havia mencionado sim que ela era um tanto obcecada por ele, e que não tinha qualquer compaixão ao perigo que podia simplesmente causar a outros.
- Olá Caroline! - saudou esta sem pudor e com alguma ironia na voz o que fez a outra virar a cara repugnante. - Olha lá, garota! - Cami apertou o queixo da jovem com alguma agressividade por ser tão desvalorizada. - Aqui não terás o namoradinho para te defender, ok? - e assim deu uma gargalhada que fez estremecer Caroline ao tirar uma primeira avaliação ao deserto que o sitio era. - É bom que fiques ciente disso minha menina. Esta será a tua casa, até eu querer! - pouso os óculos de sol na cabeça.
- Não tens como manter-me aqui toda a vida, Niklaus vai encontrar-me, a minha mãe vai encontrar meios de achar este lugar! - a loira debateu-se toda nos braços do rapaz que a pegava.
- Uau, que estou como estou assustada! - fingiu medo na cara a garota que continuamente debatia para se soltar. - Se eu fosse a ti, poupava as tuas forças, acredita! Vais precisar tanto! - deu de ombros a loira acenando ao rapaz para a levar para dentro e a trancar. - Adeus, Caroline! - acenou fingidamente. - Deixa estar que eu cuidarei maravilhosamente bem do Nik, por ti. - então entrou dentro do carro saindo a todo o gaz de retorno a cidade fingir seu teatro dissimulado.

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