É o meu ultimo dia na cidade de Mystic Falls, como tal havia pensando numa despedida em grande com as minhas amigas de todos os tempos. É óbvio que ainda não me sentia preparada para abandonar aquela que era a minha casa e aquelas que eram as minhas grandes guerreiras, mas a verdade é que havia prometido ao Damon que irmos começar uma nova vida longe dali. Afinal haviam acontecido tantas coisas e tantas delas as piores, que o melhor mesmo era partir.
Obviamente que para trás sempre fica o pingo da saudade e para quem sabe essa nunca tem cura, ou será que tem tanto quanto aquela que tomei? Verdade deixei de ser vampira, não acham isso um máximo? Ok, mudando o trecho antes que me achem lamechas.
Me sinto humana novamente e se tudo correr bem como espero que corra, o Damon será tão igual a mim, nessa vida que espero que seja tão boa quanto aquela que vivi eternamente feliz, mas é óbvio que nunca escolhi ser imortal, então essa cura foi a oportunidade perfeita para sentir-me eu mesma novamente. Pena mesmo é que o Stefan não possa fazer mais parte dessa vida, porque vocês sabem, ele foi o meu épico amor, e cá entre nós que ninguém nos escuta, eu ainda tenho aquele pontinho de vermelho no meu coração a dizer "I love you". Apaguem isso da vossa memória, ok?
Mas correndo para o que realmente importa, estou pronta para entrar no colegial de Whitmore, e mais precisamente não nas aulas propriamente ditas, porque fui uma boa aluna e passei com distinção na minha formatura de médica. É isso mesmo sou médica e posso curar pessoas, de verdade não com o meu sangue como fazia... sei que não é a mesma coisa, porque não posso salvar tantas pessoas, mas ambos sabemos que o ciclo é feito de mortes e vidas, então alguém tem de morrer para que outra pessoa possa sobreviver, ou nascer. Esse é de facto o novo capitulo da minha vida daqui para a frente.
E se me perguntarem se me sinto preparada, bom é cedo para dar uma grande certeza, mas sei que vou dar o meu melhor, então que seja como deus quiser, certo?
Vou é logo bater nessa porta antes que me chamem de demorada com pensamentos novos, porque ser humana é renascer até na alma. PS: essas palavras não são minhas que fique claro.
Caroline foi quem apareceu na porta com aquele sorriso rasgado até à orelha, era tão cativante que acabei sorrindo igualmente. Também ali estava a Bonnie a nossa bruxinha Bennett, aquela que havia sacrificado tanta vez sua vida para me salvar e agora que ela realmente encontrava-se bem e viva, parecia até mentira. Verdade seja dita, ela sobreviveu a mais um dia, que bom.
- Elena é tão bom ver-te, mas já estou a chorar porque vais embora ainda hoje com o Damon! - confessa Caroline apertando-me tanto que senti ali uma fracção de segundos o ar a sair-me pelos dedos.
- Acho que ela está a ficar sem ar... - alerta Bonnie para meu grande alivio.
- Oh desculpa, Leninha! - embaraçada acabou me largando.
Pedi para que sentassem comigo na minha cama, já que ali existiam 3, onde cada uma de nós havia dormido, ou supostamente devia, já que tantas coisas haviam acontecido para que nem tudo fosse hipoteticamente real.
- Como é que te sentes? - questiona a morena.
- Na verdade eu mesma, mas ainda estou com medo, sabes? Agora sou frágil como era, sinto as emoções de um modo diferente, obvio que elas permanecem cá, mas como digo tudo é alterado a dado tempo, e vocês sabem.
- A Caroline talvez nem se lembre já que é vampira à mais tempo que lembro... - sublinha Bonnie fazendo a loira contrair uma careta.
- Não importa, apenas quero que saibam que independentemente da minha escolha, vocês sempre fizeram parte e continuaram a fazer, ok? Não vai ser a distância a mudar isso, porque eu prometi e vou cumprir. - confesso com um sorriso triunfante. - Amigas para sempre?
- E que amigas seriamos nós se não estivássemos ao teu lado como sempre estivemos? Hum, umas péssimas, creio! - graceja Bonnie.
Sentia-me muito bem na companhia daquelas duas, e já sentia aquele bichinho me dizer que era a hora do adeus, será que me sentia tão preparada para isso? Talvez sim e aquilo que o meu coração estivesse a dizer apenas se resumisse ao sentimento de perda, de saudade, de inteira paixão por uma amizade de verdade.
Contudo, mesmo longe elas iriam permanecer no meu pensamento. Iria desejar de tudo o mais que perfeito final para elas, imaginar os seus sonhos reais, sua vida perfeita, tanto quanto aquela que eu e o Damon sonhávamos... sim, porque ele queria casar comigo, queríamos pelo menos ter 3 filhos, apesar de 1 por mim estar bom, já que vou ter uma profissão complicada, mas amo criança e sei que ele vai amar se eu estiver feliz.
Aliás também quero que o Stefan seja feliz, e tal como me confessou a um tanto tempo atrás, espero que consiga mesmo abrir o seu coração para a Caroline, afinal eu sei que ela sente o mesmo por ele, e já imagino uns filhos perfeitos na roda da saia dela. Oh que gracinha ter um mini Stefan e uma mini Caroline... Ken e a Barbie. Seria a felicidade plena.
Bom e a Bonnie sempre espero que o Jeremy tire um tempo para reencontrar a sua velha amiga, melhor o seu velho amor, porque sei que no fundo aquela sua ida para a escola de arte não foi de animo leve. Ele sofreu tanto quanto eu a perda dela, então espero que agora possa recupera-la. Oh vá lá façam essa ultima vontade a alguém que vai embora.
- Espero que ambas sejam tão felizes e que possam escrever todos os dias em vossos cadernos, para que um dia quando nos reencontrar-mos, talvez eu já velhinha com netinhos na minha roda, possamos nos convencer de que o fim é o inicio.
- Obvio que quero reencontrar-te, nem que seja daqui a 40 anos, tu já cheia de rugas e velha... e o Damon a cair de podre... - deu uma gargalhada a loira mais cómica.
- Vocês sempre podem continuar com os vossos planos malvados contra o Damon... - segredei.
- Ele humano sempre fica mais frágil... - cogitou Bonnie.
- Ai Bone, Bone que malvada!
Todas juntas demos uma valente gargalhada, aquela que nunca íamos esquecer, aquela que eu ia guardar com tanto apresso dentro do meu peito. Porque momentos assim são guardados pelo o tempo e revividos apenas uma vez na vida. Se algum dia será permitido voltar a onde o tempo foi parado, eu não sei, mas quero acreditar que sim, que memórias serão fortes o suficiente para serem recordadas.
Se nossa geração não continuar, que a próxima que vamos deixar preserve amizade que construímos durante uma vida. Mas que fiquem longe das encrencas que encontramos e que nos safamos. Porque com certeza o Niklaus não irá ser paciente em resolver dar a cura para uma mordida de lobo, ou que queriam aprender as regras de um bom vampiro com Elijah. Ou que procurem a Rebekah e aprendam a compelir alguns humanos amar. Fui sarcástica, não? Espero que os originais fiquem lá em New Orleans, e que não venham mais a essa lado da Virgínia.
The End
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