Era um recém formado em medicina, mas já vinha de longa data a minha paixão profunda por ajudar vitimas, curar pessoas e por vezes salvar aquelas que quase caiam na beira da morte. O meu pai era um muito bem conceituado médico da cidade, totalmente conhecido como Dr. Carlisle Cullen, ou por outras palavras o inerente homem do cabelo loiro, bonito para as enfermeiras... que fique claro que essas não são palavras minhas, ok?
Bom, ainda vinha eu a estudar quando soube pela minha mãe que Carlisle tencionava abrir um consultório para mim. Estávamos em Seattle e queria ser uma alternativa de saídas para diversos pacientes, embora começasse desde logo a fazer a minha fase interna no "Seattle Grace Hospital (SGH), que por acaso era também o mesmo local onde o meu pai fazia residência. Não é coicidência, é?
O dia para um "interno" como eu andava bem corrido de escada a cima e escada a baixo, o elevador já havia deixado de ser uma alternativa boa para mim, que sempre que escutava o bip do meu aparelho de chamados corria socorrendo na emergência. Outras vezes o meu orientador de estágio ordenava que fosse para as visitas, e essas eram sem duvida a parte mais chata do plantão. Uma certa hora ainda acabei recebendo um convite para cirurgia, mas no final do dia acabara bem na ala de internações. Aborrecido, não? Sim lá vão quase 24 horas em pé, morrendo de sono.
Chegando no meio da noite, parece que ninguém precisava de ser assistido, então o que fiz? Entrei dentro do meu quarto, que na pratica não era meu apenas, e sim de mais uns tantos colegas. Ok, estava a cair de sono e se não fechasse os olhos por um minuto que fosse ia tombar em cima de alguém. Claro que se fizesse isso em cima de um paciente seria péssimo. Podia até mata-lo, "ai que má imagem oh Cullen".
Umas talvez 6 horas depois, penso eu acordei por uma amiga minha, que bom todos nós aqui no hospital tínhamos habito de chama-la de doutora barbie. Há qual é o problema? Ela era bonitinha e não dava nem um ponta pé de saída em mim. Fui para o meu gabinete procurar algo para fazer já que as enfermeiras andavam num rodopiar de camas e cadeiras de rodas pelos corredores. Sentei na cadeira e puxei a agenda para ver as marcações que tinha com a mentora. Ela havia sido bem rígida ao colocar uma sessão cirúrgica toda a semana, mas se queria ser um verdadeiro cirurgião, então tinha de estar preparado.
Totalmente distraído com os meus pensamentos cercados de tesouras e bistoris, escutei o telefone a tocar impaciente bem do lado da secretária. Peguei nele ao rolar os meus olhos desejando que fosse engano logo pela manhã e que fosse algo pouco alarmante que pudesse dizer "o meu colega cuida disso". Atendi e suei sério, como o meu pai, sim porque havia escutado várias vezes o seu tom de voz respeitável.
- Doutor Cullen! - disse sério observando um poster na frente dos olhos com letras gorda afirmando " fumar mata, mas se continuar a fumar vai morrer mais depressa".
Ai percebi que aquilo não era tão intuitivo assim, quando nem um simples aviso mudava um habito humano tão desgastante.
- Doutor sem querer interrompê-lo, uma jovem acabou de dar entrada na ala de emergências!-avisa uma das secretárias da entrada.
Logo desligo e saiu correndo pelo corredor como um tolo, era um caso emergente e requestavam minha ajuda, e sabem o que isso significa para mim? Bom significa que sou uma boa aposta para ajudar vitimas e se as conseguir salvar ganho boas chances de ser um médico melhor. "Meu pai sim, terá orgulho de mim". Corre pelas escadas de serviço e em pulos irregulares de dois e três degraus chega no (-1). Uma das enfermeiras o avista e entrega um prontuário médico. Ambos aproximam da maca de suporte básico de vida. Edward dá uma primeira observação superficial na jovem, então olha a mulher loira de óculos bem seguros pela cana do nariz.
- Enfermeira Jenna descreva o estado clínico dela, por favor! - pede educadamente dando uma olhada inicial no relatório preliminar do paramédico que havia assistido a moça.
- Acidente de carro, doutor. Chegou aqui desacordada e com vários arranhões pelo corpo! Existem algumas contusões na zona lombar, provavelmente risco de hemorragia interna. -descreveu a enfermeira.
- Obrigado enfermeira! - agradeço dando uma rubrica numa folha de pedidos de exame. Alguns enfermeiros se retiraram daquele espaço, só fico eu, a paciente e a enfermeira.
Antes mesmo de deixar que levem a jovem para a sala de exames, faço o básico que qualquer médico procede. Inicialmente começo com a observação dos sinais vitais que estavam bem fracos, a pressão e os batimentos cardíacos desacelerados. Aparentemente não parecia ser nada de grave, um leve choque por parte da jovem, que era certamente natural perante situações menos comuns. No entanto quando toquei no seu rosto afim de ver como estava a dilatação das pupilas algo dentro de mim explodiu, algo pelo qual não sentia tinha muito tempo. De repente a paciente não era apenas isso, para mim era um anjo caído precisando de apoio para sobreviver. Estava completamente pálida, com alguns hematomas espalhados pelo corpo e rosto.
- Mesmo muito magoada, continuas sendo um anjo! - sussurro baixo o suficiente para que ninguém me escute além dela. -enfermeira Shephard, limpe os ferimentos dela e tire essas roupas ensaguentadas. O estado dela é bastante delicado! E por favor atenção à fratura na perna esquerda dela. Prepare o gesso que já pedi um raio x.
- Sim doutor, é para já! - disse a enfermeira.
Desde logo preparei-me correctamente para o prodecimento seguinte. Era hora de fazer um raio x e saber qual o estado da fractura, se na prática não precisa-se de uma cirurgia e se caso fosse necessário, queria estar presente, pois agora ela era minha paciente.
Tal como havia pensado inicialmente a fractura não era grave, algo no nível 2 que consegue bem sarar com uma simples utilização de gesso por um período de alguns 6 a 9 meses. Após esse período teria de fazer uma sessão de terapia, mas recuperaria muito bem a perna.
Continuamente aquela compaixão batia de frente com aquela situação toda delicada, ele sabia que ela estava bem frágil e que vendo-a assim o seu coração quase não tinha espaço dentro da caixa torácica de tanto bater fortemente preocupado. De uma forma ou de outra aquela moça cujo o nome não havia visto no prontuário precisava dele sem duvida, da sua protecção bem como cuidados médicos.
Olhava para o rosto daquele anjo, suas bochechas vermelhinhas como os de uma boneca de porcelana e os lábios de um rosado puro. Ela chegou aqui bastante magoada, fracturada na perna e ainda bastante pálida, e nem assim era feia, bem pelo contrário demonstrava-se uma bela mulher.
- Doutor, um familiar da moça está na sala de espera, está querendo ter noticias! - disse a enfermeira interrompendo o meu silencio de palavras, mas minha extensa ordenação de pensamentos.
- Sim, fique tranquila que irei já lá. Obrigado... - disse e ela simplesmente virou costas correndo para outros cantos da ala emergencial.
Cheguei mais perto dela, acariciei de leve seu rosto com as costas da minha mão e lhe dei um beijo na testa. Sei que não era um procedimento correcto haver uma ligação médico-paciente, mas quem estava importado com isso? Eu cá não estava nem um pouco preocupado e se houvesse alguém com algum problema quanto a isso que viesse directamente ter comigo.
Sai de seu quarto e fui até a sala de espera. Tal como esperado além de um rapaz, havia um homem que pelo aspecto abatido poderia ser o pai dela. Parecia cansado e bem assustado. Decidi não perder tempo e caminhei na direcção deles.
- Boa noite, doutor! - cumprimento o rapaz, seguido pelo o outro homem que levanta do sofá pouco cómodo na sala de esperas. - Sou Jacob, melhor amigo da Isabella. - diz. - Este é o Charlie, o pai...
- Olá Jacob, sou Dr. Edward Cullen. Sou eu quem está com o caso da sua amiga. - disse e nos cumprimentamos com as mãos firmes. Charlie nem se moveu, estava calado.
- Como ela está, doutor? - perguntou Jacob, parecia bem preocupado, mas não tão em choque quanto o senhor que informalmente voltara a sentar.
- Ela deu entrada na nossa ala emergencial bastante magoada, teve um corte profundo na testa e uma fractura na perna esquerda. Houve também algumas contusões, mas foi desde logo afastada a hipótese de hemorragia interna. Graças a Deus está fora de perigo! - expliquei e ele respirou aliviado, eu também interiormente. - O estado de saúde dela ainda é um pouco delicado. E queria mesmo falar com alguém da família para fazer uma pergunta um tanto pessoal.
- Pode perguntar doutor desde que saiba responder ou o pai dela aqui... - incentiva o moreno deitando o olho a Charlie ausente em pensamentos. - Desculpe ele não está lá muito bem, sabe é que recentemente sofreu um AVC e desde então nunca se recuperou muito bem.
- Entendo perfeitamente... mas Isabella estava grávida? - perguntei indo directo ao ponto, ele olhou para mim assustado.
Talvez tivesse tocado num assunto delicado e não devia, mas sou médico e como a paciente está levemente desacordada, em ultima instancia recorre-se à família.
- Sim doutor, a Bella estava de 2 meses e 1 semana de gestação... - responde ele e meu coração perdeu uma batida.
Olha que aquela havia sido a pior sensação do momento. Sempre queria imaginar que os exames fossem mentira e que os resultados por algum motivo estivessem trocados, mas não.
- Sinto em dizer Jacob, mas devido ao acidente que ela sofreu, ocorre um aborto espontâneo. -disse e Jacob abaixou o olhar. Nunca fora bom portador para más noticias. - Lamento pela perda.
Fui o mais sincero que pude, não podia mentir, a minha profissão era clara e havia feito um juramento perante o ajuizado de doutores. Salvar vidas era o meu lema, e salvar a da jovem Bella havia se tornado minha prioridade.
– Obrigado doutor! Mas agora posso vê-la? - perguntou ansioso, claramente que assenti. Pedi que ele me acompanhasse até o quarto 207 e assim fizemos, uma enfermeira estava a verificar os batimentos cardíacos e o soro - Sabe doutor, esse acidente tem um culpado. - olhei desde logo para ele. - Aquele ex-namorado dela nunca lhe deu valor, a fez sofrer muito e quando minha minha melhor amiga contou da gravidez ele terminou tudo com ela. No impulso do nervosismo, ela pegou a chave e saiu desesperada. Eu tentei impedir, mas Bella foi muito teimosa e olha só no que deu. Quase a perdi!
Senti ali algo mais que uma pequena amizade por ela, mas decidi não pensar muito a respeito.
- Procura manter a calma, Jacob ! Se vieste aqui é para apoia-la neste momento difícil e esse ex-namorado dela tem culpa nisso tudo, com certeza ele vai ter o que merece um dia. – aconselhei da melhor forma que consegui, embora uma parte de mim quisesse colocar a mão pesada nele. - Ela ficará por alguns dias aqui em observação. São apenas burocracias, entende!
Ele assentiu e agradeceu mais uma vez. Sorri em educação para ele e voltei até meu gabinete uma vez mais, tinha que terminar de analisar os outros prontuários pois o meu plantão mal havia começado. Mas meu coração pedia para que eu ficasse ali também, até ficaria se eu não tivesse que cumprir minha obrigação de médico. E se não tivesse uma residente chata sempre atrás de mim.
(...)
Quando tive a certeza de que tinha tudo sob controle, pode dar uma passadinha rápida no quarto da paciente. Sorte mesmo era saber que Jacob havia saído, Bella ainda continuava igual ao estado que havia entrado. Mas ao aproximar-me lentamente da cama, os seus olhos abriam devagar, talvez se acostumando com a intensidade da claridade. O seu rosto mostrava uma expressão de choque, certamente que dava conta de que aquele não era nem nunca seria o seu quarto, e que dentro de si havia um vazio.
- Isabella... - chamei suavemente. Claro que parecia confusa, ela ainda olhava o tecto. - Como estás te sentindo? - perguntei ela olha gradualmente na minha direcção, vejo me forçado a sorrir.
- O-onde eu estou? - pergunta com a voz bem sonolenta, confusa.
- Estás num hospital! - respondi igualmente. - Consegues lembrar do que aconteceu mais cedo? - precisei saber, afinal tinha de saber até onde estava lesada. Se a situação era mais física ou se tinha afectado também psicologicamente.
- Só lembro da discussão e de uma batida! - respondi e logo tenta levantar, geme baixo. - Ai!
Aproximei mais dela, queria ser um bom rapaz, cuidar dela era a minha função.
- Calma, encosta-te devagar. Sofres-te um acidente, tiveste fractura na perna esquerda, arranhões e um corte profundo na testa. - expliquei rapidamente.
- E o meu bebê, doutor? Ele está bem? - perguntou ansiosa demais, decidi ficar em silêncio. - Diga alguma coisa, doutor! Por favor! - sua voz embargou e lágrimas começar a molhar sua face incontroladamente.
- Fica calma! - pedi ao segurar na mão dela. - Chegaste aqui num estado muito delicado, ficaste desacordada por algumas horas devido ao acidente, sofreste um aborto espontâneo que geralmente acontece com muita frequência em situações como essas.
- Meu Deus! - escondeu seu rosto entre as mãos e chorou até soluçar.
Não a conseguia ver assim, sentia-me muito mal por vê-la desolada daquele modo. Era muito cortante para mim. Anjos como ela não mereciam sofrer tanto.
– Shiiu, eu estou aqui Bella! - fiz um carinho em sua bochecha. Naquele momento não me importei nem um pouco com o que iam falar de mim. - Mas olha, isso não quer dizer que futuramente não possas engravidar, isso pode sim acontecer dentro de algum tempo.
- O meu bebê não foi planeado, doutor. O idiota do meu ex-namorado quase me fez tira-lo e eu terminei tudo para poder cuidar dele. - contou. - Agora não o tenho mais.
- Sei como te sentes. Teu amigo e teu pai estão aqui, eles querem ver-te. - disse e ela olhou para mim.
- Obrigada doutor! - agradeceu e sorri para ela.
- Não tens de agradecer, é o meu trabalho. E podes chamar-me somente de Edward... ficaria bem feliz.. - disse e coloquei uma mecha do meu cabelo curto atrás da minha orelha. - Desde o momento que chegas-te aqui, totalmente desacordada e ferida não pude deixar de reparar no anjo delicado e frágil que és. Vou estar aqui sempre, vou cuidar de ti da maneira que tenho a certeza que mereces.
A suas bochechas ficaram um pouco rubras com as minhas palavras. Não sabia realmente nem o que pensar, tinha indirectamente declarado, ela simplesmente abraçou-me e inebriava aquele cheiro maravilhoso. A certa altura senti que precisava daquele abraço e mais do que nunca de a proteger ainda mais.
(...)
O hospital não parava de receber chamadas de emergência naquela hora que nem conseguia mais ter tempo para respirar com tanto movimento. Estava a lavar as minhas mãos no lado da sala de cirurgias, e acabava de sair de uma bem tensa operação, mas graças a Deus o paciente estava bem e nos minutos seguintes já escutava o meu bip chamado para realizar um parto. "ai eu mereço ver vaginas a esta hora". Porém, a minha mente voava sempre para longe, e logo Bella estaria fora do hospital e quem sabe a passear comigo, porque até sou um rapaz sensível.
Ao chegar à sala de parto, a paciente chorava muito e gritava de dor. As contracções eram de intervalos bem curtos e a dilatação estava concluída, era hora de colocar o bebé para fora.
Depois o que valeu mesmo a pena foi entregar o pequeno bebê nos braços da enfermeira, para uns primeiros exames, tudo procedimento normal.
Já exausto e cada vez mais próximo do fim do dia fui dar a minha visita habitual na Bella que em breve deixaria de o ser, pois ela ia ter alta bem cedo no dia seguinte.
- Olá! - apareci de surpresa ainda com a toca de cirurgia na cabeça, ela tira os olhos do livro. Se não me engano aquilo era um romance.
-Olá, Edward! - retribuiu ela sorrindo para mim, aquilo aqueceu meu coração. - Como foram as horas anteriores, vejo que andas-te em cirurgia...
- Bastante corridas. Duas cirurgias e um parto... - disse e acariciou sua mão. - A tua alta já está assinada, amanhã bem cedo poderás voltar para casa.
- Está bem, depois aviso meu amigo ou o meu pai para virem me buscar. - falou ela meio desiludida. Sorri fraco, só pensando que não a veria por muito tempo já que a vida de interno era bem estafante. - Edward eu... não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz pelo anjo que és para mim durante essa minha estadia no hospital. Virei visitar-te assim que tudo estiver bem, ou que o meu simplesmente deixe.
- Vou ficar muito feliz com as visitas e olho que estou confiante. - disse e sem medos beijei sua testa. - Pequena. - ambos rimos. Durante este período um pouco tenso havíamos desenvolvido uma boa ligação de amizade, só que não poderiam imaginar que nossos corações pensariam diferente.
(...)
2 meses mais tarde...
Duas vidas separada haviam tido a feliz coicidência de cruzar em uma noite quase trágica. Bella estava 100% curada e a fractura em sua perna não mais existia. No entanto gostava de manter a minha postura de médico, só para ela me levar mais a sério quando queria cuidar dela e do seu estado de saúde. Claro que tirando isso o meu trabalho continuava uma outra prioridade. A coisa boa é que dentro de alguns meses seria novo residente do hospital. Provavelmente seria um futuro mentor de internos novos. "eu cá tenciono ser duro".
A certa altura da minha vida apercebi-me que mais que amigo de Bella eu tencionava ser algo mais que isso, que queria protege-la não apenas como seu médico, não amigo, mas um namorado, futuro marido e não um covarde que obrigasse ela abandonar algo que desejava. Queria ser o homem que podia abraça-la sempre que não se sentisse bem, queria matar a saudade sempre que chegassem em casa depois de um plantão no hospital e dar um beijo de boa noite. Claramente estava apaixonado e quanto menos via ela mais eu tinha a certeza da falta que me fazia. Mesmo assim meu peito se encheu de coragem e parti do hospital para a casa dela, queria resgatar o amor da minha vida.
Bati na porta da casa, ela abriu logo como se espera-se aquilo. Olhei atónito para seu rosto magro e pálido.
- Olá, Edward! - ao ouvir aquela voz, deixou-me todo acelerado, o meu batimento era tão forte. Ela estava com o seu melhor sorriso, era lindo de ver. - Meu anjo.
A peguei pelos braços, cheirei seu pescoço e a beijei nos cabelos, descendo até à clavícula.
– Eu amo-te Bella! – disse em seu ouvido. Bella por sua vez não aguentou tanta felicidade.
– Eu também te amo muito, Edward! - retribuiu e ambos entregamos-nos aos eternos beijos.
Não havia nada que pudessem interromper a felicidade que invadia naquele momento, dois corpos se tornando um só e lábios que se prendiam matando a saudade.
- Queres ser minha para sempre? - perguntei a meio de um beijo.
- Serei tua para sempre. - disse encostando a sua testa na minha. - Eu amo-te, meu anjo.
- Eu também te amo, minha pequena. - retribui.
Bom, ainda vinha eu a estudar quando soube pela minha mãe que Carlisle tencionava abrir um consultório para mim. Estávamos em Seattle e queria ser uma alternativa de saídas para diversos pacientes, embora começasse desde logo a fazer a minha fase interna no "Seattle Grace Hospital (SGH), que por acaso era também o mesmo local onde o meu pai fazia residência. Não é coicidência, é?
O dia para um "interno" como eu andava bem corrido de escada a cima e escada a baixo, o elevador já havia deixado de ser uma alternativa boa para mim, que sempre que escutava o bip do meu aparelho de chamados corria socorrendo na emergência. Outras vezes o meu orientador de estágio ordenava que fosse para as visitas, e essas eram sem duvida a parte mais chata do plantão. Uma certa hora ainda acabei recebendo um convite para cirurgia, mas no final do dia acabara bem na ala de internações. Aborrecido, não? Sim lá vão quase 24 horas em pé, morrendo de sono.
Chegando no meio da noite, parece que ninguém precisava de ser assistido, então o que fiz? Entrei dentro do meu quarto, que na pratica não era meu apenas, e sim de mais uns tantos colegas. Ok, estava a cair de sono e se não fechasse os olhos por um minuto que fosse ia tombar em cima de alguém. Claro que se fizesse isso em cima de um paciente seria péssimo. Podia até mata-lo, "ai que má imagem oh Cullen".
Umas talvez 6 horas depois, penso eu acordei por uma amiga minha, que bom todos nós aqui no hospital tínhamos habito de chama-la de doutora barbie. Há qual é o problema? Ela era bonitinha e não dava nem um ponta pé de saída em mim. Fui para o meu gabinete procurar algo para fazer já que as enfermeiras andavam num rodopiar de camas e cadeiras de rodas pelos corredores. Sentei na cadeira e puxei a agenda para ver as marcações que tinha com a mentora. Ela havia sido bem rígida ao colocar uma sessão cirúrgica toda a semana, mas se queria ser um verdadeiro cirurgião, então tinha de estar preparado.
Totalmente distraído com os meus pensamentos cercados de tesouras e bistoris, escutei o telefone a tocar impaciente bem do lado da secretária. Peguei nele ao rolar os meus olhos desejando que fosse engano logo pela manhã e que fosse algo pouco alarmante que pudesse dizer "o meu colega cuida disso". Atendi e suei sério, como o meu pai, sim porque havia escutado várias vezes o seu tom de voz respeitável.
- Doutor Cullen! - disse sério observando um poster na frente dos olhos com letras gorda afirmando " fumar mata, mas se continuar a fumar vai morrer mais depressa".
Ai percebi que aquilo não era tão intuitivo assim, quando nem um simples aviso mudava um habito humano tão desgastante.
- Doutor sem querer interrompê-lo, uma jovem acabou de dar entrada na ala de emergências!-avisa uma das secretárias da entrada.
Logo desligo e saiu correndo pelo corredor como um tolo, era um caso emergente e requestavam minha ajuda, e sabem o que isso significa para mim? Bom significa que sou uma boa aposta para ajudar vitimas e se as conseguir salvar ganho boas chances de ser um médico melhor. "Meu pai sim, terá orgulho de mim". Corre pelas escadas de serviço e em pulos irregulares de dois e três degraus chega no (-1). Uma das enfermeiras o avista e entrega um prontuário médico. Ambos aproximam da maca de suporte básico de vida. Edward dá uma primeira observação superficial na jovem, então olha a mulher loira de óculos bem seguros pela cana do nariz.
- Enfermeira Jenna descreva o estado clínico dela, por favor! - pede educadamente dando uma olhada inicial no relatório preliminar do paramédico que havia assistido a moça.
- Acidente de carro, doutor. Chegou aqui desacordada e com vários arranhões pelo corpo! Existem algumas contusões na zona lombar, provavelmente risco de hemorragia interna. -descreveu a enfermeira.
- Obrigado enfermeira! - agradeço dando uma rubrica numa folha de pedidos de exame. Alguns enfermeiros se retiraram daquele espaço, só fico eu, a paciente e a enfermeira.
Antes mesmo de deixar que levem a jovem para a sala de exames, faço o básico que qualquer médico procede. Inicialmente começo com a observação dos sinais vitais que estavam bem fracos, a pressão e os batimentos cardíacos desacelerados. Aparentemente não parecia ser nada de grave, um leve choque por parte da jovem, que era certamente natural perante situações menos comuns. No entanto quando toquei no seu rosto afim de ver como estava a dilatação das pupilas algo dentro de mim explodiu, algo pelo qual não sentia tinha muito tempo. De repente a paciente não era apenas isso, para mim era um anjo caído precisando de apoio para sobreviver. Estava completamente pálida, com alguns hematomas espalhados pelo corpo e rosto.
- Mesmo muito magoada, continuas sendo um anjo! - sussurro baixo o suficiente para que ninguém me escute além dela. -enfermeira Shephard, limpe os ferimentos dela e tire essas roupas ensaguentadas. O estado dela é bastante delicado! E por favor atenção à fratura na perna esquerda dela. Prepare o gesso que já pedi um raio x.
- Sim doutor, é para já! - disse a enfermeira.
Desde logo preparei-me correctamente para o prodecimento seguinte. Era hora de fazer um raio x e saber qual o estado da fractura, se na prática não precisa-se de uma cirurgia e se caso fosse necessário, queria estar presente, pois agora ela era minha paciente.
Tal como havia pensado inicialmente a fractura não era grave, algo no nível 2 que consegue bem sarar com uma simples utilização de gesso por um período de alguns 6 a 9 meses. Após esse período teria de fazer uma sessão de terapia, mas recuperaria muito bem a perna.
Continuamente aquela compaixão batia de frente com aquela situação toda delicada, ele sabia que ela estava bem frágil e que vendo-a assim o seu coração quase não tinha espaço dentro da caixa torácica de tanto bater fortemente preocupado. De uma forma ou de outra aquela moça cujo o nome não havia visto no prontuário precisava dele sem duvida, da sua protecção bem como cuidados médicos.
Olhava para o rosto daquele anjo, suas bochechas vermelhinhas como os de uma boneca de porcelana e os lábios de um rosado puro. Ela chegou aqui bastante magoada, fracturada na perna e ainda bastante pálida, e nem assim era feia, bem pelo contrário demonstrava-se uma bela mulher.
- Doutor, um familiar da moça está na sala de espera, está querendo ter noticias! - disse a enfermeira interrompendo o meu silencio de palavras, mas minha extensa ordenação de pensamentos.
- Sim, fique tranquila que irei já lá. Obrigado... - disse e ela simplesmente virou costas correndo para outros cantos da ala emergencial.
Cheguei mais perto dela, acariciei de leve seu rosto com as costas da minha mão e lhe dei um beijo na testa. Sei que não era um procedimento correcto haver uma ligação médico-paciente, mas quem estava importado com isso? Eu cá não estava nem um pouco preocupado e se houvesse alguém com algum problema quanto a isso que viesse directamente ter comigo.
Sai de seu quarto e fui até a sala de espera. Tal como esperado além de um rapaz, havia um homem que pelo aspecto abatido poderia ser o pai dela. Parecia cansado e bem assustado. Decidi não perder tempo e caminhei na direcção deles.
- Boa noite, doutor! - cumprimento o rapaz, seguido pelo o outro homem que levanta do sofá pouco cómodo na sala de esperas. - Sou Jacob, melhor amigo da Isabella. - diz. - Este é o Charlie, o pai...
- Olá Jacob, sou Dr. Edward Cullen. Sou eu quem está com o caso da sua amiga. - disse e nos cumprimentamos com as mãos firmes. Charlie nem se moveu, estava calado.
- Como ela está, doutor? - perguntou Jacob, parecia bem preocupado, mas não tão em choque quanto o senhor que informalmente voltara a sentar.
- Ela deu entrada na nossa ala emergencial bastante magoada, teve um corte profundo na testa e uma fractura na perna esquerda. Houve também algumas contusões, mas foi desde logo afastada a hipótese de hemorragia interna. Graças a Deus está fora de perigo! - expliquei e ele respirou aliviado, eu também interiormente. - O estado de saúde dela ainda é um pouco delicado. E queria mesmo falar com alguém da família para fazer uma pergunta um tanto pessoal.
- Pode perguntar doutor desde que saiba responder ou o pai dela aqui... - incentiva o moreno deitando o olho a Charlie ausente em pensamentos. - Desculpe ele não está lá muito bem, sabe é que recentemente sofreu um AVC e desde então nunca se recuperou muito bem.
- Entendo perfeitamente... mas Isabella estava grávida? - perguntei indo directo ao ponto, ele olhou para mim assustado.
Talvez tivesse tocado num assunto delicado e não devia, mas sou médico e como a paciente está levemente desacordada, em ultima instancia recorre-se à família.
- Sim doutor, a Bella estava de 2 meses e 1 semana de gestação... - responde ele e meu coração perdeu uma batida.
Olha que aquela havia sido a pior sensação do momento. Sempre queria imaginar que os exames fossem mentira e que os resultados por algum motivo estivessem trocados, mas não.
- Sinto em dizer Jacob, mas devido ao acidente que ela sofreu, ocorre um aborto espontâneo. -disse e Jacob abaixou o olhar. Nunca fora bom portador para más noticias. - Lamento pela perda.
Fui o mais sincero que pude, não podia mentir, a minha profissão era clara e havia feito um juramento perante o ajuizado de doutores. Salvar vidas era o meu lema, e salvar a da jovem Bella havia se tornado minha prioridade.
– Obrigado doutor! Mas agora posso vê-la? - perguntou ansioso, claramente que assenti. Pedi que ele me acompanhasse até o quarto 207 e assim fizemos, uma enfermeira estava a verificar os batimentos cardíacos e o soro - Sabe doutor, esse acidente tem um culpado. - olhei desde logo para ele. - Aquele ex-namorado dela nunca lhe deu valor, a fez sofrer muito e quando minha minha melhor amiga contou da gravidez ele terminou tudo com ela. No impulso do nervosismo, ela pegou a chave e saiu desesperada. Eu tentei impedir, mas Bella foi muito teimosa e olha só no que deu. Quase a perdi!
Senti ali algo mais que uma pequena amizade por ela, mas decidi não pensar muito a respeito.
- Procura manter a calma, Jacob ! Se vieste aqui é para apoia-la neste momento difícil e esse ex-namorado dela tem culpa nisso tudo, com certeza ele vai ter o que merece um dia. – aconselhei da melhor forma que consegui, embora uma parte de mim quisesse colocar a mão pesada nele. - Ela ficará por alguns dias aqui em observação. São apenas burocracias, entende!
Ele assentiu e agradeceu mais uma vez. Sorri em educação para ele e voltei até meu gabinete uma vez mais, tinha que terminar de analisar os outros prontuários pois o meu plantão mal havia começado. Mas meu coração pedia para que eu ficasse ali também, até ficaria se eu não tivesse que cumprir minha obrigação de médico. E se não tivesse uma residente chata sempre atrás de mim.
(...)
Quando tive a certeza de que tinha tudo sob controle, pode dar uma passadinha rápida no quarto da paciente. Sorte mesmo era saber que Jacob havia saído, Bella ainda continuava igual ao estado que havia entrado. Mas ao aproximar-me lentamente da cama, os seus olhos abriam devagar, talvez se acostumando com a intensidade da claridade. O seu rosto mostrava uma expressão de choque, certamente que dava conta de que aquele não era nem nunca seria o seu quarto, e que dentro de si havia um vazio.
- Isabella... - chamei suavemente. Claro que parecia confusa, ela ainda olhava o tecto. - Como estás te sentindo? - perguntei ela olha gradualmente na minha direcção, vejo me forçado a sorrir.
- O-onde eu estou? - pergunta com a voz bem sonolenta, confusa.
- Estás num hospital! - respondi igualmente. - Consegues lembrar do que aconteceu mais cedo? - precisei saber, afinal tinha de saber até onde estava lesada. Se a situação era mais física ou se tinha afectado também psicologicamente.
- Só lembro da discussão e de uma batida! - respondi e logo tenta levantar, geme baixo. - Ai!
Aproximei mais dela, queria ser um bom rapaz, cuidar dela era a minha função.
- Calma, encosta-te devagar. Sofres-te um acidente, tiveste fractura na perna esquerda, arranhões e um corte profundo na testa. - expliquei rapidamente.
- E o meu bebê, doutor? Ele está bem? - perguntou ansiosa demais, decidi ficar em silêncio. - Diga alguma coisa, doutor! Por favor! - sua voz embargou e lágrimas começar a molhar sua face incontroladamente.
- Fica calma! - pedi ao segurar na mão dela. - Chegaste aqui num estado muito delicado, ficaste desacordada por algumas horas devido ao acidente, sofreste um aborto espontâneo que geralmente acontece com muita frequência em situações como essas.
- Meu Deus! - escondeu seu rosto entre as mãos e chorou até soluçar.
Não a conseguia ver assim, sentia-me muito mal por vê-la desolada daquele modo. Era muito cortante para mim. Anjos como ela não mereciam sofrer tanto.
– Shiiu, eu estou aqui Bella! - fiz um carinho em sua bochecha. Naquele momento não me importei nem um pouco com o que iam falar de mim. - Mas olha, isso não quer dizer que futuramente não possas engravidar, isso pode sim acontecer dentro de algum tempo.
- O meu bebê não foi planeado, doutor. O idiota do meu ex-namorado quase me fez tira-lo e eu terminei tudo para poder cuidar dele. - contou. - Agora não o tenho mais.
- Sei como te sentes. Teu amigo e teu pai estão aqui, eles querem ver-te. - disse e ela olhou para mim.
- Obrigada doutor! - agradeceu e sorri para ela.
- Não tens de agradecer, é o meu trabalho. E podes chamar-me somente de Edward... ficaria bem feliz.. - disse e coloquei uma mecha do meu cabelo curto atrás da minha orelha. - Desde o momento que chegas-te aqui, totalmente desacordada e ferida não pude deixar de reparar no anjo delicado e frágil que és. Vou estar aqui sempre, vou cuidar de ti da maneira que tenho a certeza que mereces.
A suas bochechas ficaram um pouco rubras com as minhas palavras. Não sabia realmente nem o que pensar, tinha indirectamente declarado, ela simplesmente abraçou-me e inebriava aquele cheiro maravilhoso. A certa altura senti que precisava daquele abraço e mais do que nunca de a proteger ainda mais.
(...)
O hospital não parava de receber chamadas de emergência naquela hora que nem conseguia mais ter tempo para respirar com tanto movimento. Estava a lavar as minhas mãos no lado da sala de cirurgias, e acabava de sair de uma bem tensa operação, mas graças a Deus o paciente estava bem e nos minutos seguintes já escutava o meu bip chamado para realizar um parto. "ai eu mereço ver vaginas a esta hora". Porém, a minha mente voava sempre para longe, e logo Bella estaria fora do hospital e quem sabe a passear comigo, porque até sou um rapaz sensível.
Ao chegar à sala de parto, a paciente chorava muito e gritava de dor. As contracções eram de intervalos bem curtos e a dilatação estava concluída, era hora de colocar o bebé para fora.
Depois o que valeu mesmo a pena foi entregar o pequeno bebê nos braços da enfermeira, para uns primeiros exames, tudo procedimento normal.
Já exausto e cada vez mais próximo do fim do dia fui dar a minha visita habitual na Bella que em breve deixaria de o ser, pois ela ia ter alta bem cedo no dia seguinte.
- Olá! - apareci de surpresa ainda com a toca de cirurgia na cabeça, ela tira os olhos do livro. Se não me engano aquilo era um romance.
-Olá, Edward! - retribuiu ela sorrindo para mim, aquilo aqueceu meu coração. - Como foram as horas anteriores, vejo que andas-te em cirurgia...
- Bastante corridas. Duas cirurgias e um parto... - disse e acariciou sua mão. - A tua alta já está assinada, amanhã bem cedo poderás voltar para casa.
- Está bem, depois aviso meu amigo ou o meu pai para virem me buscar. - falou ela meio desiludida. Sorri fraco, só pensando que não a veria por muito tempo já que a vida de interno era bem estafante. - Edward eu... não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz pelo anjo que és para mim durante essa minha estadia no hospital. Virei visitar-te assim que tudo estiver bem, ou que o meu simplesmente deixe.
- Vou ficar muito feliz com as visitas e olho que estou confiante. - disse e sem medos beijei sua testa. - Pequena. - ambos rimos. Durante este período um pouco tenso havíamos desenvolvido uma boa ligação de amizade, só que não poderiam imaginar que nossos corações pensariam diferente.
(...)
2 meses mais tarde...
Duas vidas separada haviam tido a feliz coicidência de cruzar em uma noite quase trágica. Bella estava 100% curada e a fractura em sua perna não mais existia. No entanto gostava de manter a minha postura de médico, só para ela me levar mais a sério quando queria cuidar dela e do seu estado de saúde. Claro que tirando isso o meu trabalho continuava uma outra prioridade. A coisa boa é que dentro de alguns meses seria novo residente do hospital. Provavelmente seria um futuro mentor de internos novos. "eu cá tenciono ser duro".
A certa altura da minha vida apercebi-me que mais que amigo de Bella eu tencionava ser algo mais que isso, que queria protege-la não apenas como seu médico, não amigo, mas um namorado, futuro marido e não um covarde que obrigasse ela abandonar algo que desejava. Queria ser o homem que podia abraça-la sempre que não se sentisse bem, queria matar a saudade sempre que chegassem em casa depois de um plantão no hospital e dar um beijo de boa noite. Claramente estava apaixonado e quanto menos via ela mais eu tinha a certeza da falta que me fazia. Mesmo assim meu peito se encheu de coragem e parti do hospital para a casa dela, queria resgatar o amor da minha vida.
Bati na porta da casa, ela abriu logo como se espera-se aquilo. Olhei atónito para seu rosto magro e pálido.
- Olá, Edward! - ao ouvir aquela voz, deixou-me todo acelerado, o meu batimento era tão forte. Ela estava com o seu melhor sorriso, era lindo de ver. - Meu anjo.
A peguei pelos braços, cheirei seu pescoço e a beijei nos cabelos, descendo até à clavícula.
– Eu amo-te Bella! – disse em seu ouvido. Bella por sua vez não aguentou tanta felicidade.
– Eu também te amo muito, Edward! - retribuiu e ambos entregamos-nos aos eternos beijos.
Não havia nada que pudessem interromper a felicidade que invadia naquele momento, dois corpos se tornando um só e lábios que se prendiam matando a saudade.
- Queres ser minha para sempre? - perguntei a meio de um beijo.
- Serei tua para sempre. - disse encostando a sua testa na minha. - Eu amo-te, meu anjo.
- Eu também te amo, minha pequena. - retribui.

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